domingo, 16 de outubro de 2011

Bloqueio assassino: EUA devem a Cuba U$975 bilhões

Via Mídia Crucis, tradução livre do Síntese Cubana

O bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto a Cuba pelos EUA, há mais de 50 anos, já causou perdas de cerca de US$975 bilhões para a Ilha, que enfrenta problemas gravíssimos em função disso.

Na sexta-feira, dia 14, o embaixador cubano na Venezuela, Rogelio Polanco, afirmou que Cuba já solicitou em 20 oportunidades o fim do bloqueio, mas não foi atendida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Os EUA iniciaram o bloqueio em 1962 como parte da guerra pela hegemonia mundial travada entre o Império e a União Soviética e com o objetivo de acabar com o socialismo em Cuba. Polanco disse que o bloqueio “mostra a atitude da política assassina dos Estados Unidos”.

Ele lembrou que “em anos passados, Cuba, em votação contra o bloqueio na Assembleia Geral da ONU, obteve vitórias esmagadoras, o que demonstra o isolamento do governo dos Estados Unidos durante cinco décadas, porém eles ainda mantêm o genocídio contra o povo cubano”.

Em 2010, 187 países da ONU votaram a favor do fim do bloqueio e apenas dois se mostraram contra: Israel e Estados Unidos.

Na entrevista coletiva realizada na Casa José Martí, no centro de Caracas, o embaixador disse que o bloqueio a Cuba também tem prejudicado a saúde dos venezuelanos, já que os aparelhos de ressonância magnética e scanners, equipamentos de alta tecnologia da marca Phillips usado em Barrio Adentro exigem peças que não podem ser compradas por Cuba.

“A Phillips impede Cuba de adquirir algumas peças de reposição para os aparelhos, porque elas são fabricadas por empresas estadunidenses. Com isso, está afetando a saúde do povo venezuelano”, lamentou Polanco.

O bloqueio proíbe que Cuba faça comércio, importação ou exportação de mercadorias do ou para os EUA, use o dólar e possa ter contas em bancos de outros países. Polanco afirmou que o Tesouro estadunidense impôs uma multa de US$500 milhões ao banco holandês ABN Amro por fazer negócios com Cuba.

Em 26 de setembro passado, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, disse na 66ª Assembleia Geral da ONU que o bloqueio econômico dos EUA contra a Ilha se intensificará durante a campanha eleitoral dos EUA, que escolherá o novo presidente em 2012.

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