quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cuba denuncia plano de grupo terrorista dos EUA para desestabilizar a Ilha

A notícia de que a organização Movimento Democracia planeja realizar mais um protesto entre as costas marítimas dos Estados Unidos e de Cuba, em 9 de dezembro, foi repudiada pelos cubanos e pelos defensores do governo da Ilha, que protestaram contra o grupo.

Via Vermelho, com informações do Opera Mundi

Substituta da organização Comissão Nacional Cubana, o Movimento Democracia pratica atos para interferir na ordem de Cuba, utilizando embarcações e também propaganda pela Rádio Democracia, sediada nos EUA, e que invade as frequências de rádios cubanas.

Segundo Ramón Saul Sanchez, presidente do grupo, a intenção é lembrar aos cubanos do Dia Internacional dos Direitos Humanos. Nascido em Cuba, Sanchez está vinculado, desde 1970 a grupos terroristas como a Frente Cubana de Libertação Nacional, Abdala, Alpha 66, Omega 7 e Jovens da Estrela.

“Iremos utilizar fogos de artifício e luzes do tipo laser, mas apontaremos para o céu e não para Cuba”, disse. O anúncio do protesto foi feito na semana passada pelo próprio Sanchez que, posteriormente, convocou uma entrevista coletiva para detalhar seu plano. A manifestação foi noticiada por parte da imprensa norte-americana.

Questionado se o protesto poderia trazer novos problemas para as relações entre os dois países, Sanchez afirmou que a manifestação será pacífica e que “os EUA não tem nenhuma relação com o ato”. O governo cubano, no entanto, teme que o grupo invada a costa do país. A preocupação é justificada: em fevereiro de 1996, dois aviões de movimentos anticastristas foram abatidos ao invadir o espaço aéreo da Ilha depois de reiterados avisos.

Denúncias na internet expressaram preocupação com a nova investida contra Cuba. Em seu blog, o escritor guatemalteco Percy Francisco Alvarado Godoy classificou a manifestação como uma provocação. “Para conseguirem realizar o provocador show, os grupos vinculados à descabida aventura se valeram do suporte midiático vinculado à máfia terrorista anticubana. [...] Esses meios não apenas deram detalhes da perigosa aventura, mas também incitaram os cidadãos residentes na ilha a somarem-se ao evento mediante atos de desobediência civil”, escreveu.

Ainda segundo o escritor, os “EUA ainda não fizeram nada para deter esta ação provocadora, o que confirma o grau de impunidade com que atuam os grupos terroristas anticubanos situados em seu território”.

Relações difíceis
A atuação dos grupos anticastristas em território norte-americano há anos gera discussões entre os dois países. Os cubanos acusam os EUA de permitirem que as organizações, consideradas terroristas, planejem e efetuem ataques contra o governo cubano.

Os atos eram mais frequentes no início da década de 1990, o que levou o governo cubano a criar a Rede Vespa – um grupo de 12 homens e duas mulheres infiltrado em Miami. Os cubanos deveriam se aproximar das organizações anticastristas para descobrir informações sobre futuros ataques terroristas em território cubano. Em cinco anos, Cuba havia contabilizado 127 ataques terroristas com aviões e bombas.

Cinco homens do grupo foram, posteriormente, presos pelo FBI dos EUA sob a acusação de espionagem. Todos receberam penas consideradas exageradas.

O caso ganhou notoriedade mundial, gerando uma pressão para que os norte-americanos revejam as penas impostas no caso conhecido como “Os Cinco Cubanos”. No último dia 7, um dos cinco, René Gonzalez, foi libertado. Apesar disso, o antiterrorista terá de ficar durante mais três anos em solo norte-americano sob liberdade assistida.

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