sábado, 22 de outubro de 2011

Empresários de EUA criticam bloqueio a Cuba


Líderes empresariais dos Estados Unidos e funcionários cubanos analisaram na sexta-feira, dia 21, o impacto do bloqueio norte-americano contra a Ilha nas áreas de saúde, alimentação e turismo, e qualificaram a medida como um ato de guerra.

Os oradores intervieram em uma videoconferência realizada desde o Teatro do Ministério de Relações Exteriores de Cuba, e o salão de protocolo de sua Seção de Interesses em Washington.

O foro teve lugar a poucos dias de a Organização de Nações Unidas votar uma resolução de rejeição ao cerco comercial e econômico com um custo para o país caribenho superior a US$975 bilhões.

Um dos conferencistas foi Bob Schwartz, membro do Fundo para a Educação de Incapacitados de Nova Iorque, que condenou a proibição a médicos norte-americanos de viajar a Cuba a ensinar técnicas inovadoras de cirurgia ou fazer experimentos conjuntos.

Cuba tem muito a oferecer em termos de saúde a Estados Unidos como são suas pesquisas contra o câncer e os tratamentos contra as úlceras do pé diabético, os quais evitariam a sua nação milhares de amputações a cada ano, sublinhou.

Pela parte cubana, o doutor Antônio Gonzalez, funcionário do Ministério de Saúde, precisou que, nos últimos 12 meses, o impacto do bloqueio no setor médico ascende a US$15 milhões.

De acordo com Gonzalez, essa despesa deve-se a compra de medicamentos em mercados longínquos e ao aumento nos custos de importação de materiais descartáveis, equipes médicas, medicinas e peças de reposto.

A conferencista Lisa Simon, presidenta da Associação Nacional de Viagens dos Estados Unidos, abordou em sua fala as restrições dos médicos de viajar à Ilha.

“Os estadunidenses estão cada vez mais interessados em conhecer o que acontece em Cuba, mas estão impossibilitados em viajar”, assinalou.

Afirmou que a eliminação parcial dessas restrições implementadas neste ano pelo presidente, Barack Obama, impulsionou a visita de quase 400 mil visitantes cubano-americanos em 2011, e a entrada nos EUA de outros 50 mil estadunidenses.

Antes do triunfo da revolução cubana em 1959, 90 por cento dos vôos turísticos norte-americanos tinha como destino a Cuba, um processo que quebrou nos anos 60 por causa do bloqueio, sublinhou desde Havana Miguel Figueras, funcionário do Ministério de Turismo.

Ao analisar o tema alimentar, a presidenta da Federação Nacional do Arroz dos Estados Unidos, Betsy Nard, comentou que esse setor tem sido um dos mais afetados pelo bloqueio contra o povo cubano.

A empresária reiterou que o objetivo principal da federação conseguir o comércio total e aberto com Cuba.

“Preferimos ver o embargo comercial contra Cuba levantado completamente e conseguir a venda de produtos agrícolas a essa nação , expressou.

A videoconferência foi organizada pela chancelaria cubana em vésperas de que Nações Unidas aprovar na terça-feira, dia 25, sua 20ª condenação em 20 anos consecutivos ao bloqueio que, há meio século, os Estados Unidos mantém contra Cuba.

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