terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mercenários: A perigosa provocação à Cuba

Um dos barcos utilizados pelos terroristas
Francisco Alvarado Godoy, via Solidários/SC.

No próximo 9 de dezembro, às vésperas do Dia Internacional dos Direitos Humanos, um grupo de contrarrevolucionários radicados na Flórida, mobilizados pela organização terrorista Movimento Democracia, zarparão desde Cayo Hueso até as costas cubanas, utilizando uma frota de embarcações, para montar um perigoso espetáculo midiático cujas derivações políticas são impresumíveis.

Até o momento é impreciso determinar se será uma só embarcação de 80 pés que estará envolvida ou se incorporarão à louca aventura outras embarcações. Junto ao Movimento Democracia, participarão representantes de outras organizações anticubanas, como a Organização de Jovens Exilados Cubanos (Ojec), Agenda Cuba, a Assembleia da Resistência Cubana (ARC) e o Partido Pró Direitos Humanos de Cuba.

O terrorista e organizador deste novo show, Ramon Saul Sanchez, presidente do Movimento Democrático, declarou em uma coletiva para a imprensa, com total impunidade, que a provocação em curso tem como finalidade “levar aos cubanos na Ilha uma mensagem de solidariedade que se visualize das três províncias – La Habana, Pinar del Río e Matanzas – por meio de um espetáculo de fogos artificiais”.

Plenamente consciente de que esta delicada operação marítima agrava as relações entre Cuba e EUA, o próprio Raul Sanchez declarou: “Os riscos são o mar; que a tirania não nos agrida, ou que o governo dos EUA não nos detenha, como já aconteceu.”

O governo norte-americano deve tomar consciência do fato indiscutível de que esta nova provocação o coloca frente a sérias responsabilidades, dado o fato de que alguma das embarcações poderiam cruzar o limite das 12 milhas e entrar nas águas jurisdicionais cubanas, o que representaria um perigoso ponto de conflito, pois Cuba, obviamente, tem o legítimo direito de responder a essa provocação de entrada ilícita a suas fronteiras marítimas por parte de alguma destas embarcações.

Cuba – tal como ocorreu em 24 de fevereiro de 1996, ocasião em que foram derrubados dois aviões de pequeno porte da organização terrorista Hermanos al Rescate, após várias violações do espaço aéreo cubano e com a complacência do governo norte-americano, que ficou omisso após diversas advertências e comunicados oficiais a respeito dessas provocações – tem o direito soberano de fazer respeitar suas fronteiras.

A parte norte-americana, até o momento, não tomou ação alguma para deter este ato provocador, o que confirma o grau de impunidade com o que atuam os grupos terroristas anticubanos sediados em terras estadunidenses. As agências governamentais dos EUA, como o FBI, o ICE, a guarda costeira e outras entidades conhecem muito bem os antecedentes delituosos e terroristas deste grupo e principalmente do senhor Ramon Saul Sanchez Rizo.

Até o momento, somente a porta-voz da guarda costeira, Marylin Fajardo, limitou-se a declarar que sua agência não tem autoridade para intervir em uma atividade deste tipo.

Para obter sucesso no show provocador, os grupos se valem da mídia vinculada à máfia anticubana como El Nuevo Herald, El Diario de las Américas, Radio Martí, blogs contrarrevolucionários como Punto de Vista e agências de imprensa internacionais. Todos estes meios de comunicação não apenas dão detalhes da perigosa aventura, como também servem para incitar os cidadãos residentes na Ilha a somarem-se ao evento mediante atos de desobediência civil.

Antecedentes provocadores do Movimento Democracia
Até o momento, esta organização realizou aproximadamente 16 expedições marítimas às costas de Cuba, utilizando fogos de artifício.

O Movimento Democracia – criado em 13 de julho de 1995, a partir da Comissão Nacional Cubana junto a contrarrevolucionários de Nova Iorque, Nova Jérsei, Flórida e Porto Rico – é conhecido em Miami como o Movimento Cepillo, por sua tendência de arrecadar fundos dentro da comunidade cubana nos EUA e por manter uma permanente atitude provocadora contra o território cubano, buscando sempre fomentar animosidades entre Cuba e EUA. Conta com a emissora Radio Democracia e não passa de 20 membros com fortes laços com outras organizações terroristas.

Segundo o site EcuRed, “seus líderes sempre foram Ramon como presidente; Luís Felipe Rojas, secretário de imprensa; Norman del Valle, chefe de operações; Frank Álvarez, chefe naval; Ramon Diaz, chefe de segurança; e Marcelino Garcia, chefe do grupo aéreo. Luís Felipe Rojas, o homem de maior confiança de Ramon Saul, é sobrinho-neto do capacho da tirania batistiana Cornélio Rojas. Norman del Valle possui um negócio de contratações em Miami e está vinculado ao terrorista “Pepe” Hernandez, diretor da FNCA”. A organização mantém uma página no Facebook (clique aqui).

A rota do dinheiro evidencia como recebem financiamento de representantes e organizações da direita cubano-americana, como a FNCA, a família Bacardi, diretores vinculados ao Ocean Bank, a empresas de advogados de Miami Mortgase e os contrarrevolucionários já falecidos, Elena Diaz-Verson e Arnaldo Monzón, diretores da FNCA que financiou também as operações terroristas contra Cuba a partir da América Central de Posada Carriles, assinala o mesmo EcuRed.

Em várias oportunidades, tal como ocorreu nas provocações em 13 de julho de 1996, em 1997 e depois em janeiro de 1998 quando tentaram provocar um incidente durante a visita do Papa João Paulo 2º à Cuba.

O movimento decidiu não escutar deliberadamente as frágeis pressões das autoridades norte-americanas apesar de que foram retidas as embarcações Democracia e Direitos Humanos em setembro de 1997 e em dezembro de 1998, respectivamente. Essas medidas impostas pelas autoridades de EUA foram ignoradas descaradamente pelo terrorista Ramon Saul, que chegou ao descaramento de enviar lanchas teledirigidas por GPS, como ocorreu com uma delas em junho de 1998, que encalhou na praia de El Chivo, na então cidade de Havana, carregada de propaganda incitando a subversão.

A partir de 1999, incrementou seus vínculos com terroristas e organizações contra revolucionárias de Miami, tais como Alpha 66, a FNCA, o CLC, o CID e a Federação Sindical de Plantas Elétricas, Gás e Água de Cuba no exílio, dentre outras, assumindo ainda maior papel provocador e perigoso. Suas posições de linha dura os levaram a participar ativamente do sequestro de Elian Gonzalez e na defesa de Posada Carriles e seus cúmplices enquanto se encontravam detidos no Panamá.

O chefe do Movimento Democracia, Ramon Saul Sanchez, nasceu em Colón, Matanzas, Cuba em 1954. Ainda jovem, foi para os EUA, vinculando-se com apenas 17 anos a grupos terroristas como Frente de Libertação Nacional Cubano (FLNC), Abdala, Alpha 66, Jovens da Estrela, Coru, Organização para a Libertação de Cuba, Omega 7 e Cuba Independente e Democrática (CID). Imediatamente, desenvolveu uma ativa participação em atos terroristas de grande projeção e perigo, no assassinato de quatro norte-americanos cuja aeronave explodiu em pleno voo. Acompanhou-o em suas ações o terrorista Francisco Eulálio Castro Paz, de histórica bandidagem como homicídios e narcotráfico, assim como Orlando Bosch Ávila.

Ramon Saul esteve envolvido nas ações realizadas pela organização terrorista Ação Cubana, dedicada ao envio de cartas bombas a missões diplomáticas de Cuba no exterior, particularmente em 1974. Ramon Saul é técnico em eletrônica e vive no endereço 7105 SW 8 TH Street Suite 101, Piso 2, Brickelave, Miami. FL 33144 (2000).

Seus vínculos mais frequentes foram com terroristas Luís Posada Carriles, Sérgio Francisco Gonzalez Rosquete, Higinio Diaz Ané, Justo Regalado Borges, José Basulto, Rodolfo Frómeta Caballero, Ruben Dario Lopez Castro, Nelsy Ignacio Castro Matos, Orlando Gutierrez Boronat, Enrique Encinosa Canto dentre outros.

Conclusões
A atual administração do presidente Obama deve tomar consciência do perigo que representa a frota que chegará à costa cubana no próximo dezembro, assim como as profundas implicações e responsabilidades que terá de assumir se alguns dos experimentados terroristas e provocadores, ávidos de criminal protagonismo, ousarem cruzar as águas territoriais cubanas. Obama tem a palavra para deter esta aventura sem cabimento, fomentada pela ultradireita anticubana e seus próprios políticos.

Cuba, de sua parte, não esquecerá seu legítimo direito de defender-se de qualquer agressão ou provocação. A grande maioria do povo cubano ignorará esta nova fanfarrice midiática e não se prestará a ela, disposto a dar-lhe justa resposta a quem, ansioso em encher seus bolsos de dólares provenientes de seus amos do norte, tentem sair às ruas para realizar qualquer provocação contrarrevolucionária. Estão advertidos!

Tradução: Coletivo Paulo Petry, núcleo da UJC/PCB em Cuba.

Um comentário:

  1. Os repulsivos yanques na sua férrea vontade de se impor aos demais pelo uso da força, e para tanto usam todo tipo de provocações! Depois com a imprensa marron a lhes dar cobertura midiática querem se passar por vítimas com desculpas esfarrapadas como a de levar DEMOCRACIA a outros povos! Sempre foram assim, apesar de alguns revezes aolongo da história desde o século passado, onde ocuparam o espaço antes ocupado pela vetusta Inglaterra!

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