sábado, 31 de dezembro de 2011

1959-2012 – 53 anos da Revolução Cubana: Discurso de Raul Castro

“Nós todos, os que dirigimos, devemos manter uma atitude firme diante da indisciplina e do descontrole nas cobranças e pagamentos.”

Granma, 31/12/2011

Discurso proferido pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raul Castro Ruz, no 8º Período Ordinário de Sessões da Assembleia Nacional do Poder Popular, em 23 de dezembro de 2011. “Ano 53 da Revolução”.

Companheiras e companheiros:

O 8º Período Ordinário de Sessões da Assembleia Nacional que termina hoje aprovou o plano da economia e a Lei do Orçamento para o ano de 2012. Da mesma maneira, os deputados foram largamente informados sobre o andamento do processo de implementação das Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, acertadas pelo 6º Congresso. Além disso, o presidente do Supremo Tribunal Popular e o procurador-geral da República prestaram contas perante o Parlamento.

Esta sessão foi precedida pela reunião ampliada do Conselho de Ministros, realizada em 16 de dezembro passado, e pela 3ª Reunião Plenária do Comitê Central do Partido, efetuada na quarta-feira, 21 de dezembro, bem como pelo trabalho das 12 comissões permanentes do Parlamento, desde terça-feira passada, dia 20. Por isso, não vou alongar-me nos temas examinados e vou referir-me apenas a algumas questões fundamentais.

Em meio aos vaivéns da crise financeira global, a economia global mostrou um comportamento aceitável e sustentável; o PIB cresceu 2,7%, inferior aos 3,0% previstos, devido fundamentalmente à não execução de investimentos e à inadimplência nalgumas produções agropecuárias e na indústria alimentar e dos materiais de construção.

Ao mesmo tempo, em 2011, começou a recuperar-se gradativamente a produção açucareira, ultrapassou-se a cifra recorde de visitantes estrangeiros, preservou-se o equilíbrio monetário interno e a dinâmica favorável na relação produtividade-salário médio. Do ponto de vista estrutural, está melhorando a economia a partir de proporções mais adequadas nos investimentos, dando-se prioridade aos de tipo produtivo e infraestrutural.

Continuamos progredindo na recuperação da credibilidade internacional de nossa economia, mediante o estrito cumprimento das obrigações financeiras resultantes da renegociação de dívidas com os principais credores, política que continuaremos reforçando mais adiante.

Em 18 de dezembro do ano passado, durante minha intervenção neste Parlamento, expressei que, antes de terminar 2011, eliminaríamos completamente as restrições de transferências de bancos cubanos ao exterior a favor de fornecedores estrangeiros.

Hoje podemos afirmar que cumprimos esse compromisso e, aliás, que entraram em vigor procedimentos para evitar novas retenções no futuro, salvo em situações excepcionais.

O plano da economia do ano próximo foi elaborado em consonância com as Diretrizes aprovadas pelo 6º Congresso do Partido e é qualitativamente superior quanto à conciliação das demandas entre produtores e clientes. Apesar disso, haverá tensões financeiras, obrigando-nos a continuar reduzindo todo tipo de despesas, que ainda são umas das primeiras fontes de receitas. O PIB deverá crescer 3,4%.

Apesar de prever-se o aumento das produções nacionais de alimentos, entre as quais, a de arroz e feijões – e em consequência diminuirão os volumes a importar devido à elevação dos preços, isto é, as importações de alimentos – atingirão mais de US$1,7 bilhão. Tudo isso aponta com eloquência para a necessidade de avançar firmemente no propósito de fazer produzir as terras ainda ociosas ou deficientemente aproveitadas.

O déficit do orçamento do Estado ficará ao mesmo nível que em 2011, isto é, 3,8% do PIB, garantindo-se com racionalidade os serviços gratuitos à população nas áreas da saúde, educação, cultura e esportes, bem como a previdência social, os subsídios à cesta básica familiar, e a pessoas naturais com baixa renda, que não podem adquirir materiais da construção, e outros.

“Tenho certeza de que a corrupção é hoje um dos inimigos principais da Revolução.”
Referindo-me a outro assunto, bem estreitamente ligado ao funcionamento econômico da nação e do qual – embora se tenha falado em inúmeras ocasiões, inclusive no Relatório Central ao 6º Congresso, nas Diretrizes, particularmente na nº 10, em intervenções no Parlamento e em muitíssimas reuniões do Conselho de Ministros, não se constata o avanço necessário – é o papel primordial do contrato nas inter-relações das empresas, estabelecimentos orçamentados e as formas não-estatais de gestão, que se reflete na péssima situação das cobranças e pagamentos, com o subsequente transtorno nas finanças internas e no fato de propiciar delitos e corrupção.

O acima referido, para apenas citar um exemplo, constatou-se nos fornecimentos fraudulentos de produtos agropecuários aos mercados da capital, que não existiram nem se cultivaram, gerando um desfalque de mais de 12 milhões de pesos devido aos delitos cometidos por executivos, funcionários e outros trabalhadores das empresas estatais comercializadoras, bem como por pequenos agricultores, que se prestaram como testa de ferro e agora lhes exigirão responsabilidades administrativas e judiciais, conforme a gravidade dos fatos.

Coloco o assunto para ilustrar que nós todos, os que dirigimos nos diferentes níveis, da base até os cargos máximos do país, devemos ter uma atitude firme diante da indisciplina e do descontrole nas cobranças e pagamentos, que são algumas das causas e criam as condições para fomentar o delito. Tenho certeza de que a corrupção é hoje um dos inimigos principais da Revolução, ainda mais prejudicial que a atividade subversiva e intervencionista do governo dos Estados Unidos e de seus aliados dentro e fora do país.

A Controladoria Geral, a Procuradoria Geral da República e os órgãos especializados do Ministério do Interior têm instruções de combater esse flagelo com a máxima severidade de nossas leis, bem como se fez de maneira bem-sucedida com o incipiente tráfico de entorpecentes, a partir de janeiro de 2003.

Nesta batalha estratégica intensificamos a coordenação, a coesão e a exigência na luta contra o delito e começam a constatar-se alguns resultados, tanto nos fatos chamados de “colarinho branco”, cometidos por executivos e funcionários nacionais e estrangeiros ligados ao comércio exterior e ao investimento estrangeiro, quanto nas malfeitorias perpetradas por delinquentes comuns em parceria com dirigentes administrativos e empregados de sucursais estatais nos processos produtivos, transporte e distribuição em entidades da indústria de alimentos, comércio, gastronomia, no sistema da habitação e nos ministérios da Indústria Pesada e da Agricultura.

Precisamente, no setor agropecuário, desde 1º de agosto do presente ano, intensificou-se consideravelmente a luta contra o furto e o sacrifício de gado bovino e a subsequente comercialização de sua carne no mercado negro, fenômeno que no decurso dos anos floresceu com alguma impunidade, provocando sérias afetações a produtores estatais e privados, não só do ponto de vista econômico, mas também moral e social.

A Polícia Nacional Revolucionária, junto a outras forças do Ministério do Interior, estreitamente coordenadas com as organizações políticas e de massa, assumiu com profissionalismo e sistematicidade a tarefa de erradicar de vez o abigeato dos campos cubanos, delito no qual estão envolvidos, em cumplicidade com os abigeatários, chefes e especialistas de empresas estatais, Unidades Básicas de Produção Cooperada (UBPCs), pequenos agricultores, veterinários e diretores municipais e outros funcionários da instituição que, supõe-se, devia zelar pelo crescimento do gado no país. Estou referindo-me ao Centro de Controle Pecuário, conhecido por suas siglas como Cencop.

É bom salientar que não se trata de uma campanha a mais, como certamente aconteceu no passado, quando as ações para restabelecer a ordem, no decurso do tempo, foram suspensas e imperou a rotina e a superficialidade, dando a razão àqueles que esperavam que tudo voltaria a ser igual e que “as águas subiriam até o seu nível” para continuar melhorando à custa do patrimônio de nosso povo.

Posso afirmar que desta vez os abigeatários vão acabar no país, como mesmo acabaram os traficantes de entorpecentes, e não ressurgirão, porque estamos determinados a fazer cumprir as instruções dadas pelos governo e os acordos do Congresso do Partido. Digo o mesmo em relação àqueles burocratas corruptos, que obtiveram cargos por meio da simulação e do oportunismo, e que utilizam os cargos que ainda ocupam para acumular fortunas, apostando numa eventual derrota da Revolução.

Na quarta-feira, dia 21, na Reunião Plenária do Comitê Central, examinamos profundamente estes fatores e mostramos um conjunto de documentários e interrogatórios a delinquentes de “colarinho branco”. Estes documentários serão mostrados em suas respectivas províncias no momento certo a vocês todos, companheiros deputados, e também a outros dirigentes.

Levamos em consideração alerta feito por Fidel em 17 de novembro de 2005, na Aula Magna da Universidade de Havana, há pouco mais de seis anos, quando se referiu a que este país podia autodestruir-se, que o inimigo não podia fazê-lo, mas nós sim, e que seria nossa culpa. Assim concluiu o chefe da Revolução naquela ocasião. Por isso, resolvemos há dois dias, na 3ª Reunião Plenária do Comitê Central que acabei de mencionar, que acabaremos com essa praga.

Em nome do povo e da Revolução, advertimos que seremos implacáveis no cumprimento da lei.

“Quanto à política migratória: reafirmo a firme decisão de introduzir gradativamente as reformas necessárias nesta complexa temática.”
Muito ligado a essa firme decisão de recuperar a disciplina social em nossa Pátria, está o processo de implementação das Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, que foi debatido na atual sessão da Assembleia Nacional, pois ninguém duvide de que com esta situação da qual estou falando, seria bem difícil atualizar nosso socialismo.

A Comissão Permanente para a Implementação e Desenvolvimento ofereceu uma ampla informação sobre o andamento de seu trabalho e a adoção de um conjunto de decisões, em cumprimento dos acordos do Congresso do Partido. Não vou me deter em fazer um exame delas, mas estes são apenas os primeiros passos. As questões fundamentais ficam pendentes, o que não significa que não estejamos avançando ao ritmo previsto.

Continuaremos materializando as decisões, sem pressa, mas sem pausa, com a integralidade e ao ritmo necessários, sem improvisações, contribuindo para a eliminação da velha mentalidade dogmática e corrigindo oportunamente os erros que se cometerem. Não vamos descurar nem um instante a unidade da maioria dos cubanos em torno do Partido e da Revolução, essa unidade que nos tem servido para chegar até aqui e ir para frente na construção de nosso Socialismo.

Como era de esperar, não faltaram as exortações, bem e mal-intencionadas, para apressarmos o passo e pretendem impor-nos a sequência e alcance das medidas a adotar como se se tratasse de algo insignificante e não do destino da Revolução e da Pátria.

Após a autorização da compra-venda de carros particulares e de moradias, muitos consideram urgente a aplicação de uma nova política migratória, esquecendo as circunstâncias excepcionais que Cuba vive sob o embargo que implica a política intervencionista e subversiva do governo dos Estados Unidos, sempre à espreita de qualquer oportunidade para conseguir seus conhecidos propósitos.

Em 1º de agosto passado, neste Parlamento abordei publicamente o assunto e expus que estávamos trabalhando para instrumentar a atualização da política migratória vigente e que se avançava na reformulação e elaboração de legislações, em consonância com as condições atuais e futuras. Hoje ratifico todas as opiniões colocadas naquela oportunidade, ao passo que reafirmo a firme decisão de introduzir gradativamente as mudanças necessárias nesta complexa temática, sem deixar de analisar integramente os efeitos favoráveis e desfavoráveis de cada passo que demos.

Agora dedicarei alguns minutos à política externa.

O ano de 2011 foi muito convulso para o mundo. Hoje se constatam tendências cada vez mais perigosas e reacionárias, ao passo que se incrementam as expressões de resistência e protesto popular contra o capitalismo neoliberal.

Os mecanismos das Nações Unidas, criados para preservar a paz e a segurança, foram manobrados para impor ao planeta a tirania dos Estados Unidos e da Otan, que assumem como modelo “a mudança de regime”, a violação dos princípios do Direito Internacional e o uso dos empórios financeiro-midiáticos para atiçar o ódio e a violência.

Enquanto isso, em dezenas de cidades norte-americanas e europeias, aumenta o apoio à mensagem dos “indignados”, que visa pôr fim à crescente desigualdade nos países desenvolvidos.

Instamos esses governos que tanto apregoam democracia, direitos humanos, liberdade de imprensa etc., a escutarem suas legítimas demandas, a consultarem com seus povos as políticas econômicas, as medidas de ajuste e a levarem em conta a opinião pública, sem a brutal repressão à qual submetem frequentemente os protestos estudantis, profissionais, operários, de imigrantes e de outras minorias.

Ao mesmo tempo, Nossa América vai rumo à integração e à soberania regional, e prova disso foi a constituição da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em Caracas, em 2 de dezembro passado, que é o fato institucional de maior envergadura no hemisfério durante os dois últimos séculos, desde a independência.

Cuba teve a honra de ser unanimemente eleita como presidenta da Celac para 2013 e para acolher sua 3ª Cúpula, ao concluir esse ano. Com isso, são reivindicadas a América Latina e o Caribe, cujos povos incentivaram a heroica luta dos cubanos.

Poucos dias depois, em Trinidad e Tobago, o nosso país agradeceu a solidariedade dos caribenhos irmãos na Cúpula Caricom-Cuba.

“O Conselho de Estado, num gesto humanitário e soberano, resolveu indultar mais de 2.900 presos.”
Antes da Semana Santa, terá lugar a visita apostólica de Sua Santidade, o papa Bento 16, chefe do Estado da Cidade do Vaticano e Sumo Pontífice da Igreja Católica.

Nosso povo e governo terão a honra de acolher Sua Santidade com afeto e respeito.

Nós, os cubanos, não esquecemos os sentimentos de amizade e respeito que em 1998 despertou a presença do papa João Paulo II em nossa terra.

Da mesma maneira, na medida em que cresce a executória internacional e o reconhecimento majoritário à Revolução Cubana, nunca foi maior o desprestígio da política dos Estados Unidos com nossa região e a repulsa no mundo, na própria sociedade norte-americana e na emigração cubana, ao genocida bloqueio econômico, político e midiático contra Cuba.

Ao passo que atualizamos nosso socialismo, mudando aquilo que deve ser mudado, o governo dos Estados Unidos continua estagnado no passado.

Barack Obama, o 11º presidente dos Estados Unidos desde 1959, parece que não compreende que Cuba fez enormes e árduos esforços para conquistar sua independência no século 19 e defender sua liberdade na Baía dos Porcos em 1961, na Crise dos Mísseis em outubro de 1962, no início do Período Especial (crise financeira) na última década do século 20 e em todos estes anos do século 21.

Às vezes, parece que não está bem informado de que, diante desta realidade, seu governo teve que renunciar aos pretextos mais gastos para justificar o bloqueio e inventar outros cada vez mais insustentáveis.

Com equanimidade e paciência, vamos cumprir os acordos do Congresso, enquanto têm lugar as eleições nos EUA. Sabemos que o bloqueio vai manter-se e que se incrementará o financiamento e as tentativas de converter um punhado de mercenários numa oposição para desestabilizar nosso país, mas isso não tira o sono a um povo revolucionário como o nosso, instruído, armado e livre, que nunca renunciará a sua defesa. (Aplausos)

Mesmo que a inércia do governo norte-americano e sua ausência de decisão política para melhorar as relações animem os setores mais reacionários a implementar novas provocações e ações de agressão, Cuba mantém sua proposta de avançar na normalização das relações com os Estados Unidos e desenvolver a cooperação em todas as áreas em que seja benéfica para ambos os povos.

Os laços familiares e o limitado intercâmbio existente entre os dois países demonstram que seria benéfica a ampliação das relações para o bem de todos, sem entraves nem condicionamentos impostos pelo governo dos Estados Unidos, que subordina qualquer progresso a sua política de hostilidade e ingerência, encaminhada ao restabelecimento de seu domínio sobre Cuba.

Antes de terminar, devo informar a esta Assembleia que o Conselho de Estado, num gesto humanitário e soberano, resolveu indultar mais de 2.900 presos. Entre eles, mulheres, doentes, pessoas com mais de 60 anos de idade e também jovens que elevaram seu nível cultural e as possibilidades de reinserção na vida social.

Não foram incluídos, exceto alguns casos, os sancionados por delitos de espionagem, terrorismo, assassinato, homicídio, tráfico de drogas, pederastia com violência, estupro, corrupção de menores e latrocínio em moradas habitadas.

De maneira sistemática e em cifras anuais superiores às compreendidas neste indulto, o Supremo Tribunal, a Procuradoria Geral da República e os órgãos especializados do Ministério do Interior, conforme as legislações vigentes, examinam e dispõem a liberdade de sancionados, atendendo ao seu comportamento, às características dos delitos cometidos e às condições da família e da saúde, ao qual se juntou, desta vez, muitíssimos pedidos de parentes e de diversas instituições religiosas, entre as quais, o Conselho de Igrejas de Cuba e a Conferência de Bispos Católicos de Cuba, por intermédio de seu presidente.

Além disso, levou-se em consideração a anunciada visita do papa Bento 16 a Cuba e a comemoração do 400º aniversário da descoberta da imagem da Virgem da Caridad del Cobre.

O indulto será efetivo nos dias seguintes, como uma mostra a mais da generosidade e fortaleza da Revolução.

Da mesma maneira, expressamos a disposição de conceder a liberdade antecipada a 86 cidadãos estrangeiros, de 25 países, inclusive, 13 mulheres, condenados pelos tribunais por delitos cometidos em Cuba, sob a condição de que os governos de suas nações aceitem sua repatriação.

Pela via diplomática, se encaminhará em breve a informação necessária para tais governos, através das autoridades correspondentes.

Por último, faltando poucos dias para finalizar este ano de intenso trabalho, transmitimos a todo nosso povo, em primeiro lugar, aos nossos corajosos Cinco heróis e suas famílias, uma calorosa congratulação pelo Ano Novo e pelo aniversário da vitória da Revolução. Em janeiro, efetuaremos a Primeira Conferência Nacional do Partido, ora pois, não teremos muito tempo para descansar.
Isso é tudo.

Muito obrigado.

E seguem as mentiras sobre Cuba no Jornal Nacional

André Luiz Furtado, via Portal do Nassif

Ontem [29/12] a repórter da TV Globo nos brindou com a seguinte pérola: “Com um salário mínimo equivalente a R$17,00 por mês...”. Das muitas mentiras da Globo nessa série de reportagens, essa foi uma das mais toscas. E o problema não está nos “R$17,00” e sim no “equivalente”. É manipulação informativa, tergiversação e omissão de fatos relevantes, ou seja, é mentira mal-intencionada.

Não, Rede Globo, R$17,00 convertidos em pesos cubanos em Cuba não é equivalente a R$17,00 no Brasil.

Em primeiro lugar, lá, ao contrário daqui, não é necessário nenhum centavo desses R$17,00 para ter acesso a educação de excelente qualidade, desde o maternal até o doutorado.

Lá, ao contrário daqui, não é preciso gastar nenhum centavo desses R$17,00 para fazer tratamento contra câncer, transplante de órgãos, partos, nem as mais delicadas e complexas cirurgias.

Lá, ao contrário do que ocorre aqui, são necessários apenas alguns centavos desses R$17,00 para desfrutar de shows e apresentações dos mais renomados artistas do país.

Os 15% da população cubana que não tem casa própria só precisam desembolsar cerca de R$2,00 daqueles R$17,00 para pagar o aluguel mensal. Aqui dá pra pagar aluguel com R$2,00?

A necessidade da imprensa privada cumprir sua agenda de desinformação sobre o projeto econômico e social cubano faz com que ela desrespeite a inteligência do telespectador/leitor, a ponto de criar coisas absurdas como a “equivalência” da reportagem de ontem [29/12].

Essa imperiosa necessidade de manter viva a campanha de descrédito contra Cuba faz com que os responsáveis por tal campanha percam a noção do ridículo. Exemplo disso, foi a repórter do JN, que é visto por milhões de brasileiros dependentes de nosso caótico sistema de transporte público, dizer, com ar de crítica, pena e superioridade, que o transporte público cubano é “sofrível”.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

“A arte da democracia” é o que Sócrates achou em Cuba e que a Globo teme

Aloísio Silva, via Solidários/SC

Poucos dias antes de ficar doente, Sócrates visitou Cuba. Lá ele viu alguns meninos, sem camisa e descalços, jogando bola em frente uma, das muitas praças com as imagens de Fidel Castro e Che Guevara, e pediu para a mulher registrar o momento. Cena rara na capital cubana, pois lá o boxe ou mesmo o beisebol que são os esportes populares, Sócrates viu naquela pelada das crianças, um futebol puro. Pureza esta também rara de se encontrar em nosso capitalismo globalizado.

Aquela cena o fez refletir sobre o convite recente que recebera para trabalhar na seleção do país socialista. “Ele me disse que esta imagem dos garotos jogando futebol na rua representa o verdadeiro futebol arte. Sócrates lembrou que foi assim que o Brasil passou a existir para a bola”, lembra Kátia Bagnarelli, de 30 anos, viúva do “Doutor”, que o acompanhou, na última viagem a Ilha, em entrevista a um jornal do Rio de Janeiro.

Um dos fundadores da democracia corintiana, Sócrates sempre foi admirador de como a sociedade cubana se organizava, principalmente, devido à participação ativa do povo no processo político da ilha. Um de seus filhos se chama Fidel.

Sócrates até foi convidado a trabalhar como treinador para a seleção de Cuba. No entanto quis o destino que isso não se materializasse. Sócrates em entrevista sobre o assunto, a outro jornal brasileiro, afirmou que queria receber como qualquer cidadão cubano, caso fosse prestar serviços ao povo cubano. “Se um dia for técnico ou ajudar de alguma forma a seleção cubana, não quero receber qualquer valor exorbitante”. Tinha que ser igual a um cubano.

O produtor Fernando Kaxassa conta que Sócrates tinha espírito cubano. “Ele tinha uma relação muito forte com o povo cubano. Adorava ir para Havana, era recebido com muito carinho por todos, mesmo quem não sabia que ele tinha sido jogador”, diz Fernando, que estava em produção de um filme sobre a história do amigo quando ele morreu.

Sócrates sempre defendeu a Revolução Cubana e Fidel Castro. O “Doutor” se mostrava impressionado com a forma com que os cubanos viviam, sobre um bloqueio terrível e com tão poucos recursos materiais. Numa participação para um programa de uma rede de televisão recentemente, ao referir sobre Cuba deixou apresentadora de tal programa de entrevista de “queixo caído”. “Não existe sociedade perfeita, mas existem algumas que se aproximam daquilo que eu acredito e Cuba é exatamente isso”.

Em outra entrevista a outro meio de comunicação impresso, questionado sobre por que um democrata colocaria o mesmo nome do filho de um “ditador”, Sócrates foi claro, curto e direto: “... ao Fidel Castro, símbolo da Revolução Cubana, como Che Guevara, as pessoas estão mal-informadas. Em nosso país se conhece muito pouco do que acontece fora daqui e mesmo aqui dentro. A estrutura política cubana é extremamente democrática. Eu queria que meu filho nascesse lá, eu queria ser um cubano. Nós estivemos lá agora, nós fomos passear! Peguei minha mulher e fui lá, passear, curtir lampejos de humanidade. Um povo como aquele, numa ilhota, que há mais de 60 anos briga contra um império, só pode ser muito forte, e ditadura alguma faz um povo tão forte. Ditadura não é tempo de serviço, necessariamente é qualidade de serviço. Em Cuba, o povo participa de tudo, em cada quarteirão. E aqui? Pra quem você reclama? Você vota e não tem pra quem reclamar.”

Em poucas palavras transformou a “ditadura dos Castros” em uma democracia de um resistente povo. Um banho de cidadania, era assim que Sócrates dizia se sentir em Cuba. Aquele que deu muitas alegrias a nação brasileira, com sua arte, também sabia reconhecer as coisas além da superficialidade.

A arte em Cuba está nos meninos que jogam futebol na rua, num país sem violência, com imensos avanços humanitários e sociais. E, com certeza, está na resistência de um povo bravo e guerreiro, que luta contra a barbárie do sistema capitalista e não teme por isso, mesmo que desagrade o maior império econômico e militar de nosso tempo.

Mas também esta na alta intensidade de sua democracia que sobrevive, por exemplo – apesar do criminoso bloqueio econômico – com um processo de ampla participação popular que começa na rua de casa e que depois se alastra nas assembleias por bairros e por municípios. Coisa que já dura aí mais de 50 anos e que turista não costuma enxergar.

O povo cubano é um povo que luta com sacrifício, só que acima de tudo é um povo feliz!

Como escreveu o historiador Luís Fernando Ayerbe no final de seu livro, a Revolução Cubana e o desenvolvimento do socialismo cubano, não tem como ser entendido como um modelo fechado de aplicação universal, mas uma experiência que se expressou na sociedade cubana como uma forma inovadora, em uma situação de crise, onde se buscou retomar o espírito libertário que lhe deu origem e consolidou seu patrimônio de conquistas na direção de outro mundo é possível. Isso já dura mais de meio século.

Entre tantas coisas, democracia e futebol arte foi o que Sócrates achou em Cuba. Mas isso são coisas que os telespectadores da Rede Globo jamais saberão. Com um ódio ideológico, a grande mídia conservadora, tendo no Brasil como carro-chefe a Rede Globo de Televisão, joga pesado. A realidade cubana é distorcida, manipulada e até adulterada negativamente.

Mas aqueles que conhecem pelo menos um pouco da história de Cuba e de seu povo, sabem que nada disso tirará o brilho da Revolução Cubana que continuam resistindo e de pé, até por que alguém já diz e Cuba e os cubanos já sabem disso há muito tempo: somente a verdade é revolucionária.

Aloísio Silva é estudante de história pela UFSJ.

Unicef reconhece Cuba como país sem desnutrição infantil

Via TeleSur

A Unicef reconheceu Cuba como território livre de desnutrição infantil. As políticas de alimentação do governo cubano durante a primeira infância incluem um programa de lactância materna. Cuba é o único país da América Latina e do Caribe sem desnutrição infantil.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Novamente, a Rede Globo divulga mentiras sobre Cuba

Via Solidários/SC


Há mais de 50 anos, Cuba vive sob o regime socialista, ou comunista, por que só agora o Jornal Nacional dedica uma semana para tratar do assunto? Em 45 anos de Rede Globo, poderíamos contar os raros minutos destinados à cobertura sobre a Ilha socialista, que, em 1961, sob uma campanha nacional envolvendo universitários voluntários, erradicou o analfabetismo de sua história, como também a desnutrição, o trabalho infantil, o trabalho escravo, dentre outras conquistas, que lhe dão lastro para ser bem avaliada na questão dos direitos humanos pela ONU (é só conferir aqui).

Notícias dignas para divulgar são muitas: a Ilha socialista já produz vacina (entre tantas outras) terapêutica para tratamento do câncer de pulmão; a cada ano vem melhorando sua posição no ranking dos países no que diz respeito ao Índice de Desenvolvimento Humano; foi pioneira em várias áreas, inclusive, a primeira mulher aviadora foi cubana; a 33ª versão do Festival de Cinema Latino-Americano de Havana, que acontece anualmente em Cuba, premiou o ator Rodrigo Santoro, no domingo, dia 11, como melhor ator por sua atuação em Heleno, do diretor José Henrique Fonseca sobre a vida de Heleno de Freitas, famoso jogador brasileiro.

Também é estranho que o Jornal Nacional insista em não reconhecer as eleições cubanas, realizadas e constitucionalmente garantidas, de cinco em cinco anos. Nestas eleições, são escolhidos os deputados da Assembleia Nacional Popular, cuja representatividade é indiscutível, uma vez que o processo eleitoral começa pela escolha de um representante por bairro, municipalidade, província, numa verdadeira democracia participativa. Qual cidade brasileira pode se orgulhar de ter representado em sua Câmara de Vereadores, cada bairro que compõem o município?

E mais: que as eleições são financiadas por recursos públicos e que um deputado ganha o salário de sua categoria e não o salário que ele acha que deve ganhar.

Recentemente, a apresentadora Ana Maria Braga recebeu em seu programa o representante do consulado norte-americano para ensinar uma receita de peru. Fica aqui a sugestão para a Ana Maria Braga, que também foi vítima de um câncer e tem a noção do que isto significa: que convide o cônsul ou embaixador de Cuba no Brasil, para falar dos avanços científicos no campo da oncologia em seu país e quanta gente poderia ser ajudada, pelo premiado sistema de saúde em Cuba...

Um país que há mais de 50 anos erradicou a praga do analfabetismo e por constituição define que cada cubano tem o dever e o direito de não ser um analfabeto científico, e que recentemente realizou um congresso de seu partido comunista para discutir com toda a população as mudanças necessárias, nunca deveria ser cunhado de ditatorial!

Se tempo no poder é sinômimo de ditatura, e não de reconhecimento e fidelidade, por que a Rede Globo ostenta com orgulho seus 45 anos de concessão pública nas mãos da família de Roberto Marinho?


Clique aqui para ler “Contra fatos, não há argumentos: 28 dados sobre Cuba”

Contra fatos, não há argumentos: 28 dados sobre Cuba


Pérez Solomon no Blog La pupila insomne e lido no Solidários

Como já dissera o escritor e jornalista uruguaio, Eduardo Galeano, quando se trata de Cuba, a grande imprensa, “aplica uma lupa enorme que amplia tudo o que ocorre, sempre que há interesses dos inimigos, chamando a atenção para o que acontece na Revolução, enquanto a lupa distrai e deixa de mostrar outras coisas importantes”.

Entre essas coisas importantes, que não são apontadas pelas lupas, chamo a atenção para 28 dados, que mostram a força da Revolução Cubana, na véspera de seu aniversário de 53 anos.

1) 8.913.000 de cubanos participaram da discussão do Projeto de Diretrizes para a Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, debate prévio ao 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba.

2) Foram registrados mais de 3 milhões de intervenções populares.

3) 68% das diretrizes foram reformuladas após a discussão com o povo cubano.

4) 313 diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução foram adotadas no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba.

5) Na linha definida pelo povo cubano para atualização do modelo econômico, até agora, entraram em vigor.

6) 7 decretos-leis do Conselho de Estado.

7) 3 decretos do Conselho de Ministros.

8) 66 resoluções e instruções de ministros e chefes de instituições nacionais.

9) O governo cubano destinará, em subsídios, mais de 800 milhões de pesos para pessoas de baixa renda, como parte da Lei do Orçamento para 2012.

10) O governo cubano vai destinar mais de 17 milhões de pesos para a saúde, a educação e outras necessidades sociais, no orçamento para 2012.

11) No orçamento de 2012, serão alocados 400 milhões de pesos para proteger as pessoas em situação financeira crítica, incluindo pessoas com deficiências e consideradas disponíveis no processo de reestruturação do trabalho.

12) O orçamento do Estado encerrou o ano com um déficit estimado de 3,8% em relação ao Produto Interno Bruto, cumprindo o limite aprovado pela Assembleia Nacional, na Lei do Orçamento de 2011.

13) Produto Interno Bruto cresceu 2,7%, em 2011.

14) No final de 2011, a produtividade de todos os empregados na economia cresceu 2,8%.

15) Mais de 357 mil cubanos exercem o trabalho por conta própria.

16) 33 medidas foram aprovadas pelo Conselho de Ministros e entraram em vigor, em setembro passado, para continuar a facilitar o trabalho por conta própria.

17) Mais de 2,5 milhões de turistas visitaram a Cuba em 2011.

18) Foram produzidos 4 milhões de toneladas de petróleo e gás em 2011.

19) A taxa de mortalidade infantil em Cuba é inferior a 5 por mil nascidos vivos.

20) A expectativa de vida é de 78 anos.

21) 186 países condenaram os EUA pelo bloqueio genocida contra Cuba, durante a Assembleia Geral da ONU, em outubro passado.

22) Cuba ficou em segundo lugar nos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, com 58 medalhas de ouro.

23) O Conselho de Estado da República de Cuba concordou em indultar mais de 2.900 presos.

24) Cuba ocupa a 51ª posição, no Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, com um alto desenvolvimento humano.

25) Em 14 de dezembro marcou o primeiro aniversário da primeira rede social de conteúdo digital cubano, EcuRed, com cerca de 80 mil artigos e verbetes.

26) Mais de 40 mil cubanos estão em missões de solidariedade por mais de 70 países.

27) Mais de 3 milhões de pessoas foram alfabetizados pelo método “Yo, si puedo”, depois de ser aplicado em quase três dezenas de países ao redor do mundo.

28) Com o início do ano letivo 2011–2012, em 5 de setembro, abriram suas portas mais de 60 universidades na Ilha, com cerca de 500 mil alunos matriculados.

Quem não pode ver isso, é porque se apega a sua cegueira.

Tradução: Robson Luiz Ceron

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cuba aplica tratamento neurológico em pacientes de mais de 80 países

Via TeleSur

O Centro Internacional de Restauração Neurológica (Ciren) em Cuba atende pacientes de mais de 80 países com doenças como Parkinson, Alzheimer e epilepsia. O centro desenvolve mecanismos de prevenção em pessoas sãs e trabalha na reversão de pacientes já atingidos por doenças de caráter neurológico.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cinco heróis cubanos: Músicos gaúchos gravam CD com poemas de Toni Guerrero

Vânia M. Barbosa

Na quinta-feira, dia 22, os músicos e compositores gaúchos Pedro Munhoz, Zé Martins e Dão Real iniciaram a gravação do CD com poemas de Antônio Guerrero, um dos Cinco cubanos presos ilegalmente nos EUA desde setembro de 1998, ao monitorar ações terroristas de anticastristas que utilizam o território da Flórida para planificar e executar atividades contra a Ilha.

Entre vários poemas de Toni, 15 se tornaram canções para compor o CD: Pedro Munhoz interpreta “Décimas”, “A que comparar tu voz”, “Eco”; “Que harian los poetas” e “Palabras de enamorado”; Dão Real “Cuestion de tiempo”, “El compás de un verso”, “Vana ilusión”, “Una esperanza más” e “Palomas” e Zé Martins “Soneto”, “Amor verdadero” e “La amada tan solo un dia”. O músico Raul Ellwanger também participa com o poema já gravado “Sin amor casi nada”.

Segundo Munhoz, os poemas foram enviados por Toni ao compositor cubano Vicente Feliú que os repassou aos músicos. Pedro ressalta o pedido enviado a Feliú para que a capa do CD seja um desenho do próprio Guerrero, além da apresentação da obra.

A gravação está sendo feita nos Estúdios Camargo, no município de São Leopoldo, e o lançamento ocorrerá na 7ª Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, promovida pela Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, no início de maio de 2012, em Porto Alegre. Outro lançamento está previsto para Salvador (BA), na 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que acontecerá de 24 a 26 de maio.

Com a participação de músicos que compõem o “Canto de Todos” – Festival Latino-Americano e Caribenho criado pelo trovador cubano Vicente Feliú –, outros poemas de Guerrero já foram gravados na Argentina e lançados no CD “Canciones Confidenciales”.

A história dos Cinco antiterroristas cubanos Antônio Guerrero, Gerardo Hernandez, René Gonzalez, Ramon Labañino e Fernando Gonzalez é contada no livro Os últimos soldados da Guerra Fria – A história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita dos Estados Unidos, do escritor Fernando Morais, que se encontra entre as dez obras mais vendidas no Brasil.

O livro já é considerado um importante instrumento de denúncia sobre um caso de explícita violação jurídica e de direitos humanos, e revela os tentáculos de uma rede terrorista com sede na Flórida e ramificações na América Central, e que conta com o apoio tácito do governo estadunidense, de membros do Poder Legislativo e complacência do Judiciário.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Cuba anuncia libertação de mais de 2.900 presos

Via Solidários, com informações do Cuba Debate e do Um Olhar direito de Cuba

O sítio cubano Cuba Debate informou na sexta-feira, dia 23, que o Conselho de Estado da República de Cuba em cumprimento de uma política estabelecida com as famílias e variadas organizações religiosas, num gesto humanitário e soberano, resolveu libertar mais de 2.900 presos, entre estes se encontram doentes, pessoas acima de 60 anos, mulheres e jovens que não tem antecedentes criminais, que obtiveram um trabalho, elevaram seu nível cultural e que têm condições de reinserção social.

Não incluem como beneficiados, a não ser em casos especiais, aqueles condenados por espionagem, terrorismo, homicídio, tráfico de drogas, tentativa de estupro, corrupção de menores, assalto a mão armada a residências e violência. No entanto, alguns que praticaram crimes contra a segurança do estado também serão beneficiados. Todos cumpriram boa parte da pena e registrou bom comportamento.

Segundo informações da blogueira cubana Yohandry Fontana, ao mesmo tempo foi manifestado à disposição de libertar antecipadamente 86 presos estrangeiros, de 25 países, incluído 13 mulheres, condenados pelos tribunais cubanos por delitos cometidos em Cuba, desde que os governos de seus países de origem aceitem a repatriação. Pelas declarações de Raul Castro, Alan Gross, estadunidense condenado recentemente em Cuba, não deve estar incluído entre os beneficiários.

As libertações acontecerão nos próximos dias.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Os Cinco heróis cubanos e as decisões da juíza Lenard

O processo contra os Cinco antiterroristas cubanos detidos nos Estados Unidos teve um novo capítulo em 2011, quando depois da libertação de René Gonzalez, uma decisão judicial o obrigou a permanecer na Flórida sob “liberdade supervisionada”.

Yeanny Gonzalez Peña, da Prensa Latina, lido no Vermelho

Por decisão da juíza Joan Lenard, da Flórida, René Gonzalez, preso desde 1998, deverá passar os próximos três anos de sua vida nos EUA, separado de sua família e com risco de sofrer represálias por parte das organizações que ajudou a combater.

René Gonzalez deixou o cárcere de Marianna, Flórida, em 7 de outubro, e segundo o ditame judicial, “está proibido de associar-se com ou visitar lugares específicos onde se sabe que estão ou frequentam indivíduos ou grupos tais como terroristas, membros de organizações que propugnam a violência ou figuras do crime organizado”.

Um de seus advogados defensores, Richard Klugh, rechaçou o castigo adicional que deve cumprir René Gonzalez e afirmou que se trata de uma circunstância única, determinada de forma arbitrária.

O defensor estadunidense reiterou que este é um caso atípico na história judicial de seu país, onde permanecem encarcerados também Gerardo Hernandez, Antônio Guerrero, Fernando Gonzalez e Ramon Labañino, por monitorar ações contra Cuba de grupos terroristas radicados em Miami.

Os Cinco, como são conhecidos mundialmente, foram presos em 1998, e depois de um arbitrário julgamento, no qual a promotoria não pôde provar as imputações contra eles, foram sancionados a penas desmesuradas.

O processo começou no ano 2000 e terminou sete meses depois. O principal acusado, Gerardo Hernandez, foi condenado a duas penas perpétuas, mais 15 anos de privação de liberdade.

Antônio Guerrero, depois de ser sentenciado, cumpre 21 anos e 10 meses de prisão (e cinco anos de liberdade condicional); Ramon Labañino, 30 anos; e Fernando Gonzalez, 17 anos, mais nove meses de liberdade supervisionada.

Um amplo movimento mundial clama pela liberdade e pelo regresso a Cuba da cada um deles.

Mobilizações, colocação de cartazes em importantes cidades do planeta, solicitações pela libertação ao presidente estadunidense, Barack Obama, e um crescente uso das redes sociais para defender a causa dos Cinco são algumas das ações mais frequentes.

Em um colóquio realizado no final de ano na oriental província cubana de Holguín, mais de 300 delegados de 50 países lembraram incrementar as atividades para reclamar a Washington a liberdade total e incondicional dos antiterroristas e romper o silêncio midiático imposto.

Também demandaram o direito de seus familiares a visitá-los, particularmente os casos de Adriana Perez e Olga Salanueva, esposas de Gerardo e René, respectivamente, a quem o governo norte-americano tem negado de forma reiterada o visto para visitarem seus cônjuges.

A pacifista norte-americana Cindy Sheehan, cujo filho Casey morreu no Iraque quando integrava o exército de ocupação estadunidense, denunciou nesse foro o silêncio dos grandes meios de comunicação sobre o caso, e pediu a todos que divulgassem essa realidade.

“Emissoras de rádio e televisão não só calam a verdade sobre esses lutadores, como também promovem propaganda negativa a respeito de Cuba, o que é necessário combater”, afirmou.

Assim, líderes religiosos do Conselho das Igrejas Cristãs dos Estados Unidos demandaram dias depois – durante sua visita a Havana – a revisão das condenações e consideraram que o tema é um dos principais obstáculos para o melhoramento das relações bilaterais.

Por sua vez, o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcon, assinalou que, se ocorresse algo a René, seria responsabilidade do governo estadunidense.

Explicou que os Cinco foram culpados “só de não ter dito às autoridades norte-americanas que na realidade eram cubanos que tinham ido lá para cumprir a difícil missão de vigiar a grupos terroristas e tratar de descobrir seus planos contra seu povo”.

“A forma em que trataram aos colegas para que não pudessem atuar contra os terroristas é a melhor prova de que Cuba tem tido uma necessidade de defender em frente a um terrorismo incessante”, afirmou, em relação com o “direito à paz, a vida e a segurança pessoal”.

Provas suficientes indicam que, enquanto os antiterroristas Gerardo, Ramón, Fernando, Antônio e René seguem sendo vítimas do confuso processo, setores da comunidade anticubana de Miami continuam conspirando para cometer atos violentos no continente.

Para Antônio Gonzalez, presidente de Southwest Voter Registration Education Project, organização de latinos nos Estados Unidos, “as ações contra os Cinco aprofundaram a diferença entre observância dos valores norte-americanos de equidade, contra prática de tolerância ou impunidade para quem praticam o terrorismo”.

Enquanto os Cinco cubanos continuam cumprindo severas penas, os responsáveis pelos ataques terroristas contra a Ilha continuam impunes, sem que nenhum dos governos que passaram pela Casa Branca manifestasse sua vontade de remediar essa injustiça.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Há 146 milhões de crianças desnutridas no mundo: nenhuma é cubana

No último balanço do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lê-se que atualmente existem no mundo 146 milhões de crianças menores de 5 anos com graves problemas de desnutrição. De acordo com este documento, 28% são de África, 17% do Médio Oriente, 15% da Ásia, 7% da América Latina e Caribe, 5% da Europa e 27% de outros países em desenvolvimento.

Via Solidários e lido no Vermelho

O relatório é inequívoco e informa que Cuba já não tem este problema, sendo o único país da América Latina que eliminou definitivamente a desnutrição infantil e que tudo tem feito para melhorar a alimentação, especialmente nos grupos mais vulneráveis. A própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece Cuba como a nação com mais avanços neste capítulo em toda a América Latina.

Isto deve-se fundamentalmente a que o Estado cubano garante uma cesta básica alimentar e promove os benefícios da lactância materna, complementando-a com outros alimentos até os seis meses e fazendo a entrega diária de um litro de leite para todas as crianças dos zero aos sete anos de idade, em conjunto com outros alimentos como compotas, frutas e legumes, os quais são distribuídos de forma equitativa.

Em Cuba a saúde é garantida a todas as crianças, mesmo antes de nascerem com o controle materno-infantil, não existindo crianças desprotegidas e a viverem na rua. Em Cuba todas as crianças constituem uma prioridade e por isso não sofrem as carências de outras espalhadas por várias partes do mundo, onde são abandonadas ou exploradas.

Quer nos círculos infantis (creches) quer nas escolas primárias, as crianças cubanas têm-se beneficiado do contínuo melhoramento da sua alimentação quanto a componentes dietéticos, lácteos e proteicos, que são repartidos gratuitamente em todo o país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) situa Cuba na vanguarda do cumprimento material do desenvolvimento humano, considerando que até 2015 será completamente eliminada a pobreza e garantida a sustentabilidade ambiental, isto apesar das dificuldades ao longo dos mais de 50 anos de bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos sucessivos governos dos Estados Unidos da América.

Embora a verdade confirmada pelas várias instituições internacionais de reconhecida credibilidade e mérito desagrade muita gente, é possível afirmar que, dos 146 milhões de crianças desnutridas em todo o mundo, nenhuma dela é cubana.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cuba decreta luto oficial pela morte de Kim Jong-il


O governo de Cuba decretou hoje [20/12] luto oficial pela morte no sábado [17/12] do líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-il.

De acordo com uma nota lida pela Televisão Nacional, o Conselho de Estado estabeleceu o luto, que estará vigente nos dias 20, 21 e 22 de dezembro.

Nesses dias, a bandeira cubana será hasteada ao meio mastro nos edifícios públicos e instituições militares, diz o comunicado.

Kim Jong-il, de 69 anos, faleceu no sábado, dia 17, de um infarto cardíaco, enquanto cumpria com uma viaje de trabalho num trem.

O líder coreano começou a trabalhar em 1964 no Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC) e em fevereiro de 1974 se converteu em membro da Comissão Politica do Comitê Central. Desde outubro de 1980, Kim Jong-il foi membro presidente da Comissão Política, secretariado do Comitê Central do PTC e membro da Comissão Militar.

Em sua longa trajetória política também foi eleito deputado na Assembleia Popular Suprema de 1982 a 1998, e entre dezembro de 1992 a abril de 1993, de forma sucessiva, Comandante Supremo do Exército Popular da Coreia, primeiro vice-presidente e mais tarde da Comissão de Defesa Nacional.

Em 8 de outubro de 1997, Kim Jong-il se tornou o secretariado geral do PTC e recebeu o titulo honorífico de Herói da RPDC de 1975 a 1982.

Entre muitas honras e condecorações, em abril de 1992 recebeu o título de Marechal da RPDC.

***
Estamos expondo a seguir um vídeo que, apesar da leitora relativamente equivocada da RT, mostra interessantes imagens do falecimento de Kim Jong-il, a posse de seu sucessor e os ataques habituais ao país por parte do imperialismo norte-americano.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fidel Castro entra para o Guinness como a pessoa que mais sofreu tentativas de assassinato

O líder cubano Fidel Castro, afastado do poder desde 2006 por motivos de saúde, entrou para o livro dos recordes, o Guinness Book, por ser a pessoa que mais vezes foi alvo de tentativas de assassinato. No total, foram 638 vezes.

Via AFP

“O líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, é a pessoa que mais vezes foi alvo de tentativas de assassinato, segundo registrou o livro dos recordes, o Guinness, e certamente os arquivos da CIA dos Estados Unidos, principal promotora dessas tentativas de homicídio”, informou o sítio Cubadebate.

Segundo o sítio, até 2006, quando entregou o comando do governo a seu irmão Raul, “somavam 638 tentativas de assassinato contra Fidel e a grande maioria cometidas pela CIA.

Os métodos adotados para matá-lo eram diversos, apesar de todos terem fracassado: desde franco-atiradores, explosivos colocados em seus sapatos, veneno injetado em um charuto, até uma pequena carga explosiva dentro de uma bola de beisebol, dentre outra

O Cubadebate afirmou ainda que “desde o momento que liderou a triunfante Revolução Cubana em 1959 começaram a planejar seu assassinato e entre os mais interessados em eliminá-lo estavam as agências estadunidense de espionagem e subversão.

O Guinness World Records é um livro publicado anualmente com uma coleção de recordes mundiais e está entre os mais vendidos do mundo junto com a Bíblia.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Lançamento do Facebook cubano: é Redsocial popular

Annie Urban – Care2 news, via Fórum ZN

A ordem agora em Havana é se conectar. O governo cubano vai investir em uma variedade de iniciativas destinadas a dar maior conectividade com os cubanos. E isto inclui:

1. a rede social cubana chamada Redsocial, que usa a palavra “facebook” em sua URL (facebook.ismm.edu.cu). Capturas de tela de Redsocial no blogue “The Chiringa de Cuba”, que mostra a página de login/registro e páginas de perfil semelhantes;

2. planos para o acesso público a preços acessíveis para a rede;

3. lançamento de internet-cafés acessíveis.

A Redsocial será aberta a todos os cubanos. Tudo isso aconteceu por conta do Fórum de Mídia Alternativa e Redes Sociais, com a participação de representantes dos cinco continentes. O resultado foi uma declaração de 14 pontos apresentados pelos delegados da Argentina, Brasil, Canadá, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Itália, México, Nicarágua, Palestina, e Venezuela.

Facebook exclui os cubanos de seu programa para descobrir brechas no sistema
Um programa do Facebook para premiar hackers que descobrirem vulnerabilidades no código do site é ponto de exclusão de cidadãos da Ilha. Neste programa, os especialistas cubanos são especificamente excluídos de acordo com as regras de participação anunciadas pelo Facebook:

• Dar tempo suficiente para o FB responder e agir antes de tornar a informação pública;

• ser o primeiro a especificar em detalhe a violação da segurança ou a falha do sistema;

• viver em um país que não esteja sofrendo sanções por parte EUA: Cuba, Coreia do Norte ou Líbia.

Algum tempo atrás, esta exclusão já havia sido promovida pelo Facebook. Em dezembro de 2010, a rede social configurou uma competição para hackers, chamada Copa Hacker. Nesse evento também não foi permitida a participação de qualquer especialista em computadores da ilha, aplicando estritamente as sanções impostas pelos EUA aos cubanos, impedidos de usar a World Wide Web.

Os Estados Unidos, em 1996, permitiram a ligação de Cuba com a internet, mas sob ameaça de severas sanções caso houvesse e-commerce ou qualquer outro serviço que possibilitasse o desenvolvimento da tecnologia de informação (TI) na Ilha

Cuba possui uma das mais precárias infraestruturas de telecomunicações do planeta, devido ao bloqueio norte-americano. No entanto, é o quarto país no mundo quando se fala de habilidades para o uso da Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC), de acordo com os últimos relatórios da União Internacional de Telecomunicações.

O prêmio oferecido pelo Facebook aos hackers é de US$500,00, porém alerta que, se as falhas de segurança encontradas forem mais complexas, maior também será o prêmio.