sábado, 10 de dezembro de 2011

Lançamento do Facebook cubano: é Redsocial popular

Annie Urban – Care2 news, via Fórum ZN

A ordem agora em Havana é se conectar. O governo cubano vai investir em uma variedade de iniciativas destinadas a dar maior conectividade com os cubanos. E isto inclui:

1. a rede social cubana chamada Redsocial, que usa a palavra “facebook” em sua URL (facebook.ismm.edu.cu). Capturas de tela de Redsocial no blogue “The Chiringa de Cuba”, que mostra a página de login/registro e páginas de perfil semelhantes;

2. planos para o acesso público a preços acessíveis para a rede;

3. lançamento de internet-cafés acessíveis.

A Redsocial será aberta a todos os cubanos. Tudo isso aconteceu por conta do Fórum de Mídia Alternativa e Redes Sociais, com a participação de representantes dos cinco continentes. O resultado foi uma declaração de 14 pontos apresentados pelos delegados da Argentina, Brasil, Canadá, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, França, Guatemala, Itália, México, Nicarágua, Palestina, e Venezuela.

Facebook exclui os cubanos de seu programa para descobrir brechas no sistema
Um programa do Facebook para premiar hackers que descobrirem vulnerabilidades no código do site é ponto de exclusão de cidadãos da Ilha. Neste programa, os especialistas cubanos são especificamente excluídos de acordo com as regras de participação anunciadas pelo Facebook:

• Dar tempo suficiente para o FB responder e agir antes de tornar a informação pública;

• ser o primeiro a especificar em detalhe a violação da segurança ou a falha do sistema;

• viver em um país que não esteja sofrendo sanções por parte EUA: Cuba, Coreia do Norte ou Líbia.

Algum tempo atrás, esta exclusão já havia sido promovida pelo Facebook. Em dezembro de 2010, a rede social configurou uma competição para hackers, chamada Copa Hacker. Nesse evento também não foi permitida a participação de qualquer especialista em computadores da ilha, aplicando estritamente as sanções impostas pelos EUA aos cubanos, impedidos de usar a World Wide Web.

Os Estados Unidos, em 1996, permitiram a ligação de Cuba com a internet, mas sob ameaça de severas sanções caso houvesse e-commerce ou qualquer outro serviço que possibilitasse o desenvolvimento da tecnologia de informação (TI) na Ilha

Cuba possui uma das mais precárias infraestruturas de telecomunicações do planeta, devido ao bloqueio norte-americano. No entanto, é o quarto país no mundo quando se fala de habilidades para o uso da Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC), de acordo com os últimos relatórios da União Internacional de Telecomunicações.

O prêmio oferecido pelo Facebook aos hackers é de US$500,00, porém alerta que, se as falhas de segurança encontradas forem mais complexas, maior também será o prêmio.

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