sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Investigação descobre fraude da blogueira cubana Yoani Sanchez

 
Jorge Lourenço, via Jornal do Brasil
 
Velha opositora do governo cubano, a blogueira Yoani Sanchez teve um de seus truques revelados pelo jornalista francês Salim Lamrani. De acordo com uma investigação conduzida por ele, o perfil de Yoani Sanchez no Twitter é artificialmente “bombado” por milhares de perfis falsos.
 
Sob o nome de Generación Y, o mesmo do blog que a deixou famosa, o perfil de Yoani no microblog tem 214 mil seguidores. Considerada pela mídia estrangeira como “influente”, ela é seguida por apenas 32 cubanos. Mas as estranhezas não param por aí.
 
Yoani segue 80 mil pessoas no Twitter, um número completamente descabido. Conforme Salim Lamrani apurou, a blogueira cubana usa sites de troca de seguidores para aumentá-los e parecer mais popular na internet. Em troca de receber novos usuários, ela precisa segui-los. Daí a razão para seguir 80 mil perfis no Twitter.
 
A fraude da cubana não para por aí. Do total, cerca de 47 mil seguidores do Yoani são falsos. São usuários que não são seguidos por ninguém, não seguem ninguém mais exceto a própria blogueira e sequer têm fotos de perfil.
 
Vazamentos do WikiLeaks indicam que o sucesso de Yoani na internet também tem o dedo do governo norte-americano. Nas correspondências, funcionários do governo dos EUA mostram preocupação com as mensagens pessoais da blogueira, que poderiam comprometê-la internacionalmente.
 
A cubana, aliás, protagonizou um dos momentos mais pitorescos da imprensa internacional nos últimos anos. Ela convocou vários jornalistas para uma coletiva de imprensa na qual explicaria um suposto sequestro seguido de espancamento em público. Os agressores seriam integrantes do governo de Fidel Castro.
 
Só que Yoani apareceu na coletiva sem qualquer traço de agressão no corpo, não soube explicar como as manchas sumiram num intervalo de 24 horas e não apresentou qualquer testemunha.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Hugo Chavez apresenta melhoras e já caminha pelo hospital


O presidente venezuelano Hugo Chavez recebeu na quarta-feira, dia 26, o comandante Fidel Castro e o presidente cubano Raul Castro no hospital Cimeq, em Havana.
 
No dia anterior, o vice-presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, conversou por telefone com o presidente Chavez e afirmou que o líder bolivariano já está se recuperando bem da cirurgia para retirada de um câncer, realizada em 11 de dezembro.
 
Maduro disse que a conversa com o presidente durou 20 minutos. Ele informou que o presidente estava andando e fazendo exercícios para recuperação. O vice-presidente acrescentou que Chavez deu a ele orientações sobre questões referentes ao orçamento de 2013.
 
“Ele está bem-humorado, caminhando e fazendo exercícios”, disse. “Ele enviou um abraço a todo o povo venezuelano, em especial para as meninas e meninos do país.”
 
Força, comandante!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Silvio Rodríguez faz petição pela liberdade dos 5 heróis cubanos

 
O Blog Síntese Cubana divulga um pedido de apoio do cantor e compositor cubano, Silvio Rodríguez, endossado pela ACJM/RN e centenas de entidades de solidariedade no Brasil e em todo o mundo, para que assinem – no máximo até o dia 30 de dezembro – e ajudem a divulgar a petição que solicita ao governo estadunidense que dialogue com Cuba para viabilizar a troca do prisioneiro norte-americano Alan Gross pelos Cinco antiterroristas cubanos Gerardo Hernández, Fernando Gonzalez, Ramón Labañino, Antônio Guerrero e René Gonzalez.
 
Os “Cinco” – como carinhosamente são chamados em Cuba e pelos movimentos internacionais de solidariedade – há 14 anos foram presos e condenados nos EUA a duras penas quando tentavam evitar novos ataques a Ilha vindos das comunidades terroristas – anticastristas radicadas em Miami.
 
Alan Gross foi preso em Cuba por violar as leis do país ao implementar um programa do Governo de Estados Unidos para atentar contra a ordem constitucional cubana. “As ações realizadas por Gross em Cuba – com pagamento e a serviço do governo norte-americano – também são consideradas delito em muitos outros países do mundo, inclusive nos Estados Unidos”.
 
O pedido para um diálogo entre os dois países também visa a sensibilizar o governo estadunidense para que levante o criminoso e injusto bloqueio imposto há mais de 50 anos ao povo cubano.
 
É fundamental que a petição chegue a 25 mil assinaturas até o dia 30 de dezembro para ser recebida pela Casa Branca. A assinatura da petição está sendo considerada difícil por muita gente, pois segue as normas e condições técnicas da Casa Branca. Mas para a solidariedade nada é impossível!
 
Clique aqui para assinar a petição.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Aos 86 anos, Fidel é candidato a deputado em Cuba

 
O ex-presidente Fidel Castro, com 86 anos, foi nomeado candidato a deputado da Assembleia Nacional de Cuba na eleição geral marcada para fevereiro.
 
“O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, encabeça a lista dos 25 candidatos ao Parlamento cubano pelo município de Santiago de Cuba aprovada pelos delegados”, anunciou um noticiário da televisão estatal cubana.
 
Fidel foi eleito deputado nas últimas eleições gerais cubanas, em janeiro de 2008. Dias depois, a imprensa cubana publicou uma carta na qual ele afirmava que não seria candidato a presidente do Conselho de Estado(1), cargo que ocupava desde 1976; até esse ano, Cuba não teve presidente, mas primeiro-ministro, posto que Fidel Castro ocupou de 1959 a 1976.
 
No domingo, dia 16, reuniram-se os delegados municipais das Assembleias do Poder Popular, eleitos em outubro passado; foram eles que propuseram as listas de candidatos para as eleições às Assembleias provinciais e à Assembleia Nacional. Caberá à Assembleia Nacional a ser eleita em fevereiro escolher os membros do Conselho de Estado, que por sua vez nomearão o novo presidente do país(2).
 
O presidente atual de Cuba, Raul Castro, irmão de Fidel, também foi nomeado candidato a deputado nas próximas eleições.
 
Notas de rodapé
(1) O Conselho de Estado é um grupo formado por deputados parlamentares que na prática são o poder executivo. O que seria a tarefa de um presidente no Brasil, é tarefa de vários deputados parlamentares em Cuba, esse grupo de parlamentares é denominado como “Conselho de Estado”. O cargo de presidente do conselho de Estado carrega notável influência o resto do executivo, porém não tão quanta um cargo de presidente num executivo como no Brasil.
 
(2) Para chegar a ser presidente do conselho de Estado, é necessário ser eleito em eleições diretas pelo povo como deputado, e após isso, deve ser eleito pela Assembleia Nacional eleger os membros do Conselho do Estado, que após isso, nomeiam o presidente, isso é, para ser presidente em Cuba, mesmo que um presidente não seja tão mais influente quanto o resto dos membros do conselho, ele terá de passar por inúmeros “filtros” eleitorais.

Chavismo conquista grande maioria dos Estados e altera mapa político na Venezuela


O governo conquistou o importante Estado petrolífero de Zulia, enquanto Capriles foi reeleito em Miranda.
 
 
Com uma vitória ampla do chavismo sobre a oposição nas eleições regionais de domingo, dia 16, o novo mapa político venezuelano favorece o processo revolucionário empreendido pelo presidente Hugo Chavez. Após perder em sete Estados em 2008, o governo ganhou em 20 dos 23, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país. A abstenção foi alta, de quase 54%.
 
“O mapa da Venezuela está pintado de vermelho”, afirmou o Jorge Rodríguez, chefe do comando de campanha do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela). “Pela força do povo, cinco governos que estavam nas mãos da oposição foram resgatados para a gestão de Chavez”, completou. O secretário-executivo da aliança opositora MUD (Mesa de Unidade Democrática), Ramón Guillermo Aveledo, disse que os resultados não são satisfatórios, “porque perdemos em alguns Estados”, mas falou que ficou demonstrado “que esse povo não se deixa ser influenciado, não se dá por vencido, não se rende a ninguém”.
 
Os candidatos do PSUV recuperaram os governos de três importantes Estados: Zulia, o mais rico do país – produz dois terços do petróleo da Venezuela – e maior zona eleitoral; Carabobo, onde está localizada grande parte dos centros industriais do país, principalmente petroquímico e Táchira, localizado na fronteira com a Colômbia e antes conhecido por ter um forte antichavismo. Os outros dois foram Nova Esparta e Monagas.
 
A oposição conquistou novamente o importante Estado de Miranda, com Henrique Capriles, candidato na eleição presidencial, derrotando por 52,02% o ex-vice-presidente Elias Jaua (47,62%). Em Lara, foi reeleito Henri Falcón (56,23%), dissidente chavista, que duelava contra Luis Reyes Reyes (43,50%), ex-governador e um dos maiores aliados de Chavez. Em Amazonas, o candidato da MUD Liborio Guarulla bateu Nicia Maldonado do PSUV.
“É uma vitória gigantesca para o governo, porque consegue os governos de Estados estratégicos, como Zulia, pelo petróleo, Carabobo, pelas indústrias e Táchira, pelo aspecto da problemática fronteira”, afirmou a Opera Mundi o analista político venezuelano Alberto Aranguibel. “Por sua vez, as conquistas da oposição, principalmente em Miranda, comprovam que a Venezuela não é uma ditadura e sim uma democracia ampla e profunda”, completou.
 
Antes do anúncio, em 8 de dezembro, de que o câncer do presidente havia voltado, o pleito já era visto como crucial pelo chavismo e pela oposição. Se por um lado a oposição desejava manter os Estados onde governava e conquistar outros mais para fazer frente ao presidente, o governo apostava na reconfiguração da geografia eleitoral para impulsionar o projeto político da chamada “Revolução Bolivariana”.
 
Após a cirurgia de Chavez e a incerteza com relação à sua saúde, o significado dos resultados se tornou ainda mais importante. “O processo em curso na Venezuela não acontece por causa das eleições, mas é corroborado pelo voto”, disse Aranguibel, para quem a conquista da grande maioria dos governos pelo chavismo representa um avanço no projeto chavista.

Raul Castro recebeu ministro da Saúde do Brasil

 
O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Raul Castro, recebeu, em 5 de dezembro, o ministro de Saúde da República Federativa do Brasil, Alexandre Padilha, que realizou uma visita de trabalho a Cuba.
 
Durante o encontro, onde também esteve presente José Ramón Machado Ventura, Raul e Padilha dialogaram sobre o excelente estado das relações bilaterais e abordaram temas da atualidade regional e internacional. Igualmente, conversaram sobre as perspectivas de desenvolvimento dos vínculos de colaboração, em matéria de saúde, entre o Brasil e Cuba, e a mútua disposição de continuar diversificando-os.
 
Na manhã do dia 5, Padilha se reuniu com o vice-presidente primeiro dos Conselhos de Estado e de Ministros, José Ramón Machado Ventura. Na reunião, também estiveram presentes o assessor internacional do ministro de Saúde do Brasil, Alberto Keinan, e o encarregado de negócios da embaixada do Brasil em Cuba, Alexandre Ghisleni, além do ministro de Saúde Pública Roberto Morales Ojeda e sua vice-ministra Marcia Cobas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cuba e a bandeira contra o imperialismo na visão de Niemeyer

Obra de Niemeyer em Havana.
Maria do Carmo Luiz Caldas Leite, via Portal Fundação Maurício Grabois
 
“Niemeyer odia por igual al capitalismo y al ángulo recto. Contra el imperialismo, no es mucho lo que puede hacer. Pero contra el ángulo recto, opresor del espacio, triunfa su arquitectura libre y sensual y leve como las nubes.” Eduardo Galeano
 
Na Praça Central da Universidade de Ciências Informáticas em La Habana, a especial amizade entre Oscar Niemeyer e a Revolução Cubana está materializada em formas ovaladas de aço, compondo um monumento contra o bloqueio.

A obra, que carrega a densidade do gênio, simboliza a resistência ao imperialismo esculpido como Golias – o monstro ameaçador –, frente a David, alçando sua bandeira, sempre altiva e determinada. Um dos derradeiros trabalhos do arquiteto reflete justamente os laços fraternos compartilhados com Fidel e a solidariedade às lutas do povo cubano, o mesmo que sempre soube transformar os reveses em vitórias, segundo Niemeyer.
 
Esta universidade apresenta matrículas superiores a 5 mil estudantes de graduação procedentes de todas as regiões da Ilha e a quantidade de trabalhadores supera os 2 mil, distribuídos em diferentes funções. Conta com um extenso conjunto de áreas vinculadas às atividades docentes, de pesquisas aplicadas, investigativas e de serviços à comunidade. O centro faz parte do Programa Batalha de Ideias, um movimento de massificação da cultura e da educação, desencadeado em dezembro de 1999. As ações do projeto, que busca oferecer uma cultura geral e integral a todos os cubanos, incluem estratégias para eliminar as desigualdades, que possam ter sido geradas como consequência do período de crise deflagrado pelo desmoronamento do antigo campo do Leste Europeu e da extinção da URSS, dar prioridade às ações voltadas aos setores vulneráveis da população, obter uma sociedade sem desempregados e sem presos e garantir não somente igualdade de oportunidades, mas também de possibilidades. Dentro dessas circunstâncias surgiu a ideia de converter o território ocupado pela antiga Base de Lourdes em universidade, seguindo a tradição cubana de converter quartéis em escolas, vigente desde o triunfo revolucionário de 1º de janeiro de 1959.
 
Na busca de um discurso único, na clara intenção de difundir a ideia segundo a qual as formas atuais de globalização seriam irreversíveis, junto a Fidel, Niemeyer foi contabilizado como um dos “últimos comunistas” do mundo. A agenda de prioridades, ditadas pela lógica econômica desigual e excludente, parece não coincidir com a universalização dos valores éticos e do pleno exercício da cidadania, que emanam do legado de Niemeyer.
 
Há algum tempo, quando perguntaram como gostaria de ser lembrado, Niemeyer disse que desejaria em sua lápide uma frase simples: “Brasileiro, arquiteto que viveu entre amigos, crendo no futuro”.
 
O imperialismo não perdoa nem Cuba nem Fidel, mas terá num belo dia que se renderá à perfeição dos edifícios, monumentos, esculturas, escolas e igrejas, parte marcante das paisagens de muitos países do mundo, como Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Itália e Argélia, dentre outros. Resta-nos a esperança, alimentada pela crença em um mundo melhor, pleno de beleza e solidariedade, a grande lição de Niemeyer.
 
Maria do Carmo Luiz Caldas Leite é professora de Física, Mestre em Educação e membro da direção do PCdoB de Santos.

Abertas as inscrições para 1ª Semana Nossa América na UFPE


“Nossa América” na UFPE define programação e abre inscrições gratuitas.
 
 
A 1ª Semana Nossa América na Universidade Federal de Pernambuco, cujo tema será “José Martí y Nuestra América”, acontecerá de 17 a 20 de dezembro, em Recife, no campus da própria UFPE. A programação científica foi definida. A Conferência “José Martí e seu projeto de equilíbrio do mundo” será proferida por Vilma Mederos, do Centro de Estudos Martianos, de Havana (Cuba), logo após a abertura do evento, no dia 19 de dezembro. Está aberta a inscrição de participantes.
 
“A atual crise econômica mundial e a América Latina: causas, efeitos e soluções” será o tema da Mesa Redonda 1, no mesmo dia, com a participação de Vantuil Barroso (Cátedra José Martí / UFPE), Marcos Costa Lima (Alas – UFPE), David Cavalcante (Unicap) e Daniel Rodrigues (Centro de Educação da UFPE).
 
Encerrando a tarde, serão debatidos os impactos sociais e econômicos das novas tecnologias de informação e comunicação no contexto do subcontinente latino-americano. Os jornalistas Luis Costa Pinto (Ideias, Fatos e Texto) e Rafael Freire (Fenaj) terão a companhia dos professores Marco Mondaine (Departamento de Serviço Social e Pós Graduação em Comunicação da UFPE) e Gildemarques Costa e Silva (UFPE – Centro de Educação) na Mesa Redonda 2.
 
Na quinta-feira, dia 20, as questões da educação e da juventude estarão no centro do debate. A cubana Vilma Mederos vai dialogar com o professor André Ferreira (UFPE – Centro de Educação) e o doutorando Rodriggo Cavalcanti “Martí e a educação nas circunstâncias do mundo atual”.
 
A juventude latino-americana e os dilemas globais serão abordados por Edval Nunes Cajá (do Centro Cultural Manoel Lisboa) e Naara Melo (Universidade Federal de Campina Grande – PB). O debate vai contar ainda com um representante do Consulado da Venezuela em Recife.
 
Entre as mesas 3 e 4, será realizada uma plenária para aprovar o texto da Carta do Recife a ser apresentada na 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, em Havana, entre os dias 28 e 30 de janeiro de 2013.
 
A 1ª Semana Nossa América em Recife contará com a apresentação de grupos de música da UFPE e de cultura popular do bairro da Várzea, em diversos momentos culturais.
 
Inscrições
As vagas são limitadas. Garanta sua inscrição, enviando seus dados para o endereço eletrônico latinoamericarecife@gmail.com. Coloque como título: Inscrição para 1ª Semana Nossa América na UFPE. Informe seu nome completo, número da carteira de identidade (RG) ou CPF e também seu número de telefone para contato. Aguarde a confirmação da sua inscrição. Enquanto isso, divulgue para seus amigos a programação da 1ª Semana Nossa América na UFPE.
 
Confira a programação completa e curta nossa página no Facebook.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Em Cuba, falece Carrizo Estevez, reitor da Elam

 
 
Na segunda-feira, dia 26, às 7 horas da manhã, faleceu Juan Domingo Carrizo Estevez (foto), reitor da Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) em Cuba. Carrizo recebeu diretamente de Fidel Castro a tarefa de dirigir este lindo projeto que é a Elam, que há 13 anos forma médicos humanistas, de ciência e consciência, para a América Latina e para o mundo, sem cobrar nada por tamanha solidariedade.
 
Carrizo foi mais um daqueles que Bertold Brecht qualificou como imprescindíveis e segue vivo em cada um dos milhares de médicos que Cuba forma para fazer o mundo um lugar melhor.
 
Carrizo, lutaremos toda nossa vida por um sistema de saúde 100% público e estatal, gratuito e de grande qualidade, como vivenciamos em Cuba, como aprendemos a defender contigo!
 
Companheiro Carrizo, presente! Hoje e sempre!
 
Otávio Dutra é estudante brasileiro de medicina da Elam.

Furacão Sandy: A diferença de tratamento com Cuba e Estados Unidos

 
Antonio Capistrano
 
A diferença da cobertura na mídia brasileira sobre os estragos causados em Cuba e nos Estados Unidos com a passagem do furacão Sandy demonstra como as informações de nossa mídia sobre Cuba são distorcidas, manipuladas e muitas vezes ocultadas.
 
Parece que o furacão Sandy não passou por Cuba, e sim, só pelos Estados Unidos. A mídia deu a entender que em Cuba passou apenas uma tempestade tropical, sem muitos prejuízos.
 
Cuba ficou localizada no caminho dos furacões, no Mar das Antilhas, na entrada do Golfo do México. Praticamente todos os anos o país sofre com a devastação causada pela passagem desse fenômeno da natureza. Para um país pobre, sem grandes recursos naturais, sem fontes energéticas relevantes e sem ajuda significativa da comunidade internacional, os furacões acarretam grande impacto na economia do país. Além dos furacões, ainda existe o bloqueio econômico imposto pela maior potência econômica e militar do mundo, os Estados Unidos da América do Norte.
 
Não é mole, quase todos os anos, mobilizar mais de 3 milhões de pessoas, colocando-as em locais seguros das consequências devastadoras dos furacões. O governo cubano faz relocações da população das áreas que serão afetadas com muita competência. O nível de consciência política do povo ajuda na ação rápida de mobilidade de grande contingente populacional.
 
Os Estados Unidos, com toda a riqueza, com todo o aparado tecnológico disponível, sofreu, e como sofreu, as consequência do furacão Sandy. Em Nova Iorque foi um deus nos acuda. Imagine Cuba e o sacrifício de seu povo e de seu governo no enfrentamento das consequências da passagem do Sandy pela Ilha.
 
Conversei com Olavo Queiroz, o camarada que preside, aqui no estado, a Casa da Amizade Brasil/Cuba, que esteve lá logo após a passagem do furacão Sandy. Ele voltou preocupado com o estrago causado nas províncias de Holguín, Guantânamo e de Santiago de Cuba. O governo cubano vai ter muita dificuldade financeira para reparar os estragos causados pelo furacão Sandy.
 
Li uma boa notícia no jornal Granma. A representação da ONU em Cuba apresentou na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o plano de ajuda ao país. O documento foi preparado conjuntamente com os representantes dos fundos, organizações e programas do Sistema das Nações Unidas em Cuba, em coordenação com as autoridades nacionais, tudo com o objetivo de otimizar o resultado da ajuda prevista. O povo cubano precisa muito dessa ajuda.
 
Agora, o que anima é a certeza do compromisso do governo cubano com o social, compromisso de oferecer educação, saúde, cultura, esporte e lazer para todos, mesmo sofrendo constantemente esses reveses da natureza. Cuba sente dificuldade em oferecer um bom padrão de vida a seu povo, mesmo assim oferece oportunidade de uma educação de primeiro mundo e um sistema de saúde pública de boa qualidade, extensiva a toda a população.
 
Os grandes meios de comunicação da América Latina, sob o controle dos interesses ianques, não podem continuar distorcendo os fatos, mentindo, ocultando informações corretas sobre essa brava Ilha.
 
Já estive lá por duas vezes (1988 e 2011), em cada viagem retornei mais entusiasmado com a bela ilha, seu bravo povo e seu governo. Cuba sempre foi solidária com a comunidade internacional, sempre esteve presente em diversos países em momento de catástrofes levando ajuda humanitária. Chegou a hora de receber apoio de seus irmãos latinos-americanos.
 
Antonio Capistrano foi reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) e é filiado ao PCdoB.

Cuba trilha o caminho da recuperação após furacão Sandy

Depois do Sandy, cubanos tentam recuperar seus pertences.
O furacão Sandy interrompeu com sua passagem destrutiva a tranquilidade na madrugada da quinta-feira, 25 de outubro de 2012, no Leste cubano, onde quase um mês depois a solidariedade e o esforço para se repor das adversidades marcam o caminho da recuperação.
 
Waldo Mendiluza, via Correio do Brasil
 
Ventos superiores a 175 quilômetros por hora – com rajadas de até 200 –, fortes chuvas e ondas do mar constituíram os atributos do ciclone tropical que atingiu sobretudo as províncias de Santiago de Cuba, Holguín e Guantânamo, segundo a ordem dos danos sofridos.
 
Durante cinco horas, Sandy açoitou o oriente da Ilha, ainda que as precipitações associadas ao fenômeno tenham estendido seu efeito para territórios centrais como Villa Clara e Sancti Spiritus.
 
Mais de 230 mil moradias afetadas, significativas perdas agrícolas, centenas de toneladas de escombros em avenidas, ruas e espaços públicos e a interrupção de dezenas de circuitos do serviço elétrico configuraram o estrago que fenômeno causou no oriente do país.
 
Apesar das medidas adotadas pela Defesa Civil e os preparativos dos cubanos, o furacão categoria 2 na escala de Saffir-Simpson provocou 11 mortos, além das milionárias implicações econômicas.
 
Em Santiago de Cuba, a segunda província em importância e população do país, Sandy deixou um panorama desolador, por seu impacto na infraestrutura habitacional, rodoviária, agrícola, elétrica e telefônica.
 
“Nunca tínhamos visto aqui tanta fúria da natureza, é triste o que temos ante nossos olhos”, comentou um santiaguero, com o qual concordaram outros entrevistados pela imprensa local. Também foram inúmeras as manifestações de confiança no apoio governamental aos mais afetados.
 
A resposta
Poucas horas depois do impacto de Sandy, começaram as tarefas de recuperação e a mobilização de recursos para ajudar a população, restabelecer os serviços básicos e ativar os centros socioeconômicos danificados.
 
Dirigentes e altos servidores públicos encabeçados pelo presidente Raul Castro e o primeiro vice-presidente, José Ramon Machado Ventura, percorreram as províncias afetadas pelo furacão, onde fixaram as prioridades da recuperação e dialogaram com seus residentes.
 
O chefe de Estado convocou a realizar “o máximo esforço para restabelecer no menor tempo possível a normalidade nos territórios afetados pelo furacão”.
 
“Temos de fazer um plano detalhado para a recuperação destas regiões e armazenar todo tipo de recursos que possam precisar”, apontou.
 
No setor da moradia, desde províncias do ocidente e do centro do país saíram por via férrea, marítima e terrestre materiais de construção para as regiões afetadas pelo fenômeno climático.
 
Milhares de telhas, toneladas de cimento e blocos chegaram ao oriente cubano, em operações que contaram com o apoio das Forças Armadas Revolucionárias. Devido aos danos, o governo cubano anunciou sua decisão de realizar uma redução de 50% dos preços vigentes dos materiais de construção vendidos às famílias afetadas, com facilidades ou isenções para pessoas de poucos recursos.
 
A alimentação também contou com uma notável ajuda, a partir de dezenas de vagões e caminhões carregados com carnes, cereais e grãos.
 
De territórios agrícolas como Mayabeque e Artemisa, no ocidente cubano, foram transportados diversos produtos, fluxo que se manterá em novembro, informaram servidores públicos.
 
Ao envio de alimentos somou-se o anúncio da estratégia nos territórios golpeados pelo Sandy de avançar na recuperação das perdas agrícolas com cultivos de ciclo curto como a batata-doce, a abóbora e o milho.
 
Outros setores com amplas mostras de solidariedade têm sido o elétrico e o telefônico, a partir do apoio de dezenas de brigadas de outras províncias. Apesar dos danos na infraestrutura de ambos serviços, autoridades asseguram sua restauração total em Guantânamo e quase completa em Holguín e Santiago de Cuba, onde a queda de mastros e cabos, e os danos em transformadores retardaram a restauração.
 
Solidariedade internacional
Ajuda humanitária, condolências pelas vítimas e mensagens de apoio procedentes dos cinco continentes marcaram os dias posteriores ao impacto de Sandy.
 
Governos, organizações políticas e grupos de solidariedade de países como Venezuela, El Salvador, Nicarágua, México, Bolívia, Equador, China, Rússia, Brasil, Uruguai, Uganda, Suriname, Catar, Colômbia, Panamá, Peru, Alemanha, Japão e França expressaram seu acompanhamento a Cuba.
 
Mais de 15 voos com ajuda humanitária transportaram centenas de toneladas de alimentos não perecíveis, água potável e materiais de construção, que complementam os volumosos recursos dedicados na Ilha às tarefas recuperativas. Também várias embarcações, sobretudo procedentes da Venezuela, trouxeram donativos a Cuba.
 
Caracas ativou uma ponte de solidariedade com a Ilha e o chefe de Estado, Hugo Chavez, enviou o vice-presidente Rafael Ramirez para coordenar in situ o apoio a Cuba.
 
Por sua vez, o presidente surinamês, Desiré Delano Bouterse, demonstrou seu afeto à população de Santiago de Cuba durante uma visita de solidariedade. “Cuba colabora com o mundo todo, por isso muitos países estão atentos ao que aconteceu e o Suriname propõe-se compartilhar o pouco que tem neste momento difícil”, afirmou pouco antes de entregar um donativo.
 
No meio dos esforços de recuperação, Havana emitiu suas condolências aos governos e cidadãos das Bahamas, Canadá, Estados Unidos, Haiti e Jamaica, países que também sofreram o impacto do Sandy, com perdas humanas e materiais.
 
Waldo Mendiluza é editor chefe da Redação Nacional da Prensa Latina.

Cuba constitui 168 assembleias municipais do Poder Popular

 
O mandato dessas entidades espalhadas pelas 15 províncias do país se estenderá por dois anos e meio.
 
 
Cuba implementou no domingo, dia 25, as 168 assembleias municipais do Poder Popular, nas quais tomarão posse os 14.537 vereadores eleitos no último dia 21 de outubro.
 
Segundo o estabelecido na Constituição da república e na lei eleitoral vigente, o mandato dessas entidades espalhadas pelas 15 províncias do país se estenderá por dois anos e meio, com o objetivo de representar os habitantes da Ilha nos órgãos governamentais.
 
Durante as sessões, os delegados das assembleias municipais farão um juramento com respeito às responsabilidades perante os eleitores, e serão nomeados o presidente e o vice-presidente de cada órgão por voto secreto.
 
Mais de 8 milhões de cubanos – 94% da lista eleitoral – foram às urnas para escolher seus representantes, em um processo marcado pela realização de quase 51 mil reuniões de habitantes em todo o país. Delas saíram em setembro os candidatos a vereadores.
 
As eleições municipais tiveram uma participação massiva, apesar do impacto do furacão Sandy no oriente da Ilha, o que provocou o prolongamento do processo nos territórios em que foi necessária uma segunda e até uma terceira rodada.
 
Eleições gerais
Com a constituição das assembleias nos 168 municípios cubanos se encerra a primeira fase das eleições gerais convocados pelo Conselho de Estado no início de julho, para dar lugar aos votos provinciais e de deputados ao Parlamento.
 
De acordo com a lei eleitoral, até 50% dos vereadores recém-eleitos farão parte das assembleias provinciais do Poder Popular e do Parlamento, que na atual legislatura tem cerca de 600 membros, pertencentes a diferentes setores da sociedade.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A ordem era matar quem foi a Cuba, diz Fonteles


Ao ligar documentos esparsos que encontrou no Arquivo Nacional, o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Cláudio Fonteles (foto), concluiu que havia ordem do regime militar para que militantes de esquerda trocados por diplomatas ou que fugiram para Cuba deveriam ser executados ao retornar ao Brasil.
 
Ele analisou o caso de três militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN), Boanerges de Souza Massa, Rui Berbert e Jeová de Assis Gomes, presos respectivamente, em Pindorama, Natividade e Guará, no Norte de Goiás.
 
Os documentos inéditos mostram que os agentes assinalavam ser necessário aproveitar um momento de racha na ALN, a debilidade do grupo (dois deles estavam com malária) e o fato de ainda não terem conseguido instalar a base guerrilheira.
 
Fonteles transcreve a recomendação oficial: “É vital a eliminação desses elementos antes que consigam se firmar e quando sua vulnerabilidade é clara”.
 
Pela versão oficial, Berbert suicidou-se, Jeová morreu ao reagir e Boanerges desapareceu depois de ser transferido para Brasília.
 
“Os opositores ao regime, que retornassem de Cuba, seriam, como o foram, sumariamente mortos pelo Estado Ditatorial militar, que os vigiava, passo a passo, mesmo em território cubano e, principalmente, a partir do instante em que de lá partissem”, escreve Fonteles.
 
O texto toca em outra ferida da esquerda: a de que poderia haver um delator já em Cuba. Dos 26 militantes que retornaram entre o final de 1971 e início de 1972, e que se tornaram alvos da chamada “Operação Ilha”, apenas seis escaparam, entre eles, o então militante José Dirceu.

Pela primeira vez, transexual é eleito para cargo público em Cuba

 
Adela Hernandez (foto) chegou a ficar presa por dois anos porque sua família “denunciou” sua sexualidade.
 
 
Um transexual cubano tornou-se o primeiro cidadão transgênero a assumir um cargo público em Cuba. Adela Hernandez, de 48 anos, foi eleita delegada do pequeno município de Caibarien, na província de Villa Clara.
 
Mulher desde a infância, ela foi considerada “perigosa” por autoridades e já chegou a passar dois anos presa após sua família “denunciar” sua sexualidade. Por telefone, ela conversou com o jornal britânico The Guardian e disse que “com o passar do tempo, pessoas homofóbicas vão se tornando a minoria”. Para ela, sua vitória representa “um grande triunfo”.
 
Como nunca se submeteu a qualquer cirurgia de troca de sexo, Hernandez é juridicamente um homem. Sua posição política é equivalente a de um prefeito e, no início de 2013, ela pode vir a ser escolhida como um dos membros do Parlamento nacional.
 
Antes de ser promovida aos cargos de enfermeira e operadora de eletrocardiograma, Hernandez trabalhou por décadas em um hospital como zeladora. Em sua comunidade, sempre foi conhecida pela militância e constante atuação política, o que a auxiliou a angariar votos.
 
A seu ver, “a preferência sexual não determina se alguém é revolucionário ou não”. Como eleita, ela alega que trabalhará primordialmente pelos interesses constitucionais. No entanto, não nega que também quer dar ênfase à defesa dos direitos da comunidade LGBT.
 
Em Cuba, gays foram perseguidos por décadas e enviados para campos de trabalho forçado no interior do país. Há pouco tempo, Fidel Castro lamentou o tratamento que muitos receberam pelo simples fato de serem julgados “diferentes”. “Eu gostaria de saber que a discriminação contra homossexuais é um problema em vias de ser superado”, disse o líder em uma entrevista recente.
 
Desde 2007, a Ilha incluiu cirurgias para troca de sexo em seu plano nacional de saúde. No ano passado, duas pacientes que se submeteram ao procedimento se casaram e tornaram-se manchete na imprensa local. A ativista LGBT de maior destaque no país é Mariela Castro, sobrinha de Fidel e filha do atual presidente Raul Castro.

ACJM/RS realiza 1º Encontro de Brigadistas Gaúchos de Solidariedade com Cuba

Acampamento Internacional Julio Antonio Mella,
na Província de Caimito, Cuba.
Vânia Barbosa, com informações da Associação Portuguesa José Martí
 
No próximo sábado, dia 24, a Associação Cultural José Martí/RS realiza o 1º Encontro com militantes sociais, culturais e políticos gaúchos que participaram das brigadas de solidariedade a Cuba a convite do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos (ICAP). Também estarão presentes 13 novos brigadistas que viajam a Ilha em janeiro de 2013 para integrar a 20ª Brigada Sul-Americana, formada por 80 voluntários de estados brasileiros.
 
O encontro é aberto ao público e ocorre na sede do Sindpolo, na Av. Júlio de Castilhos, 596, 8º andar, em Porto Alegre. Das 9 às 11 horas estão previstos os depoimentos dos brigadistas que já conhecem de perto a realidade da Ilha ao participar de conferências, encontros com organizações da sociedade cubana e das visitas a espaços e instituições históricas, econômicas, culturais e sociais, além da convivência com a população. A maioria participou das jornadas de trabalho voluntário contribuindo para o programa de desenvolvimento agrícola e à esfera produtiva do país.
 
Das 14 às 16 horas serão apresentados os painéis “Bloqueio midiático e econômico”, com o professor do curso de Relações Internacionais da Unipampa, Rafael Balardin, e “Sistema político cubano”, com a e professora da PUC/RS e doutora em educação e sociologia, Ruth Ignácio.
 
O ICAP e as Brigadas
O Instituto Cubano de Amizade entre os Povos (ICAP) foi criado em 30 de dezembro de 1960, cerca de um ano após a Revolução Cubana ocorrida em janeiro de 1959. Para promover a visão internacionalista de solidariedade entre os povos – considerada um dos principais pilares da Revolução – ao longo dos anos o ICAP se fortaleceu como espaço de encontro das diversas culturas, um centro de reflexão sobre a realidade nacional e internacional e de importantes debates e intercâmbio de experiências entre grupos representativos dos setores populares e progressistas de todo o mundo.
 
Nestes 52 anos de criação, milhares de pessoas foram recebidas pelo Instituto e tiveram a oportunidade de conhecer de perto as transformações sociais, econômicas, políticas e culturais que ocorrem em Cuba, apesar das políticas hostis dos sucessivos governos estadunidenses, como o bloqueio econômico imposto desde 1962, que provocou perdas, calculadas até 2011, que superam os US$100 bilhões. Soma-se a isso o silêncio ou a manipulação da mídia internacional sobre a luta permanente do governo e do povo cubanos para defender a sua soberania e autodeterminação.
 
Sob a presidência de Kenia Serrano Puig, o ICAP também participa e dá atenção aos milhares de jovens bolsistas estrangeiros provenientes dos países do Terceiro Mundo, que chegam a Cuba para estudar, gratuitamente, entres outros cursos, medicina e educação física, nas várias universidades espalhadas pelo país.
 
Anualmente e com o apoio do Movimento Mundial de Solidariedade a Cuba, o ICAP organiza encontros internacionais como o Colóquio pela Libertação dos Cinco Heróis Cubanos e Contra o Terrorismo Midiático; a Brigada Latino-americana e Caribenha de Trabalhos Voluntários; a Brigada Sul – Americana de Solidariedade a Cuba e a Brigada 1º de Maio.
 
Também ocorrem eventos especiais como as Brigadas Che Guevara (Canadá); José Martí (Europeia); “Pablo de la Tómente Brau” (Europa Oriental); Juan Ruis Rivera (Porto Rico); Venceremos (Estados Unidos); a Brigada Internacional pelos Caminhos do Che e a 1ª Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático, entre outras.
 
Em novembro de 2010, mais de 60 comunicadores de 19 países da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania participaram da 1ª Brigada Mundial contra o Terrorismo Midiático e puderam acompanhar de perto os debates sobre o realinhamento político, econômico e social que ocorriam na Ilha com a participação da sociedade, por meio das assembleias populares.
 
Atualmente existe mais de 2000 movimentos de solidariedade a Cuba organizados no mundo. No Brasil as entidades estão formadas em 22 estados e no Distrito Federal, e contam, ainda, com o apoio de núcleos em universidades, sindicatos, parlamentos e movimentos sociais. Em parceria com o ICAP e a Embaixada e o Consulado de Cuba, os movimentos realizam a cada ano as suas convenções estaduais de solidariedade a Cuba, com atividades preparatórias para a Convenção Nacional, que ocorre a cada vez em um estado da Federação.
 
Nos próximos dias 21 de janeiro a 3 de fevereiro, o ICAP, sob a coordenação de Fabio Simeón, vai receber no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, na Província de Caimito, centenas de voluntários do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai para a 20ª edição da Brigada Sul – Americana de Solidariedade a Cuba, coordenadas pelocom programações previstas ainda em Havana e Santa Clara. Em Havana participam da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, no Palácio de Convenções, evento que marca as atividades dos 160 anos de nascimento do heroi cubano José Martí.
 
No Brasil, a coordenação nacional da brigada está a cargo de Edson Puente, do Movimento de Solidariedade com Cuba de Santa Catarina, e cada estado participante conta com uma coordenação responsável pela seleção e preparação dos brigadistas. No RS a brigada é coordenada pela dirigente da ACJM/RS, Maria Cezira Mainieri.
 
Mais informações sobre as brigadas cubanas no site www.josemarti.org.br.