terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Antes de visita do papa, Fidel Castro “comemora” 50 anos de excomunhão

Fidel Castro foi banido da Igreja Católica
com base em decreto de Pio 12, que estabelece
a excomunhão para quem divulgasse o comunismo.
Via Sul 21

A visita do papa Bento 16 a Cuba, marcada para o mês de março, acabará sendo uma espécie de lembrete à punição feita pela Igreja Católica ao líder Fidel Castro. Na terça-feira, dia 3, completam-se 50 anos da excomunhão de Fidel, adotada após o histórico discurso de 2 de dezembro de 1961 onde Fidel declarou-se marxista-leninista e anunciou que Cuba seria uma nação comunista.

Outras medidas, como a expulsão de 131 sacerdotes, fechamento de escolas religiosas e a declaração de Cuba como um estado ateu, também pesaram na decisão do papa João 23. Fazendo uso de um decreto de Pio 12, que estabelece a excomunhão para quem divulgasse o comunismo, o pontífice da época declarou o banimento de Fidel Castro – que foi batizado e era considerado membro da Igreja Católica à época.

Visita
Bento 16 visitará Cuba em março de 2012, durante viagem que também prevê uma passagem pelo México. Será a segunda visita do cardeal Ratzinger à América Latina – o pontífice já esteve no Brasil em 2007. A visita a Cuba tem como objetivo comemorar o quarto centenário da descoberta da imagem da Caridad del Cobre, padroeira da Ilha. Será a primeira vez que um papa vai a Cuba desde 1998, quando João Paulo 2º visitou a Ilha. Não há confirmação de um encontro entre Bento 16 e Fidel Castro, que nunca teve sua excomunhão retirada pela Igreja Católica.

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