sábado, 21 de janeiro de 2012

Bandido cubano morre e vira “dissidente”


Além disso, após morrer Wilman Villar Mendoza se torna “lutador dos direitos humanos para a imprensa imperialista.


Mais uma vez, pululam notícias na mídia burguesa internacional, reproduzidas aqui (1 2 3 4) por seus lacaios brasileiros, sobre a morte de um “dissidente” cubano.

As notícias dão conta da morte de Wilman Villar Mendoza, por greve de fome. Imediatamente seu nome foi colocado na categoria de “dissidente”, sendo que os mercenários conhecidos cubanos logo procuraram transformá-lo em um herói.

O imperialismo ianque também não perdeu tempo e considerou o falecido como um “lutador pelos direitos humanos”.

Comprovando o lamaçal de mentiras em que se mantêm o império e seus abjetos funcionários – os mercenários cubanos – a notícia não menciona um simples fato.

Por que este sujeito estava preso?

Teria ele protestado veementemente contra o governo cubano? Teria ele lançado notas contra a Revolução? Teria ele denunciado o ataque aos direitos humanos em Cuba?

Os mercenários logo disseram que a razão dos quatro anos de prisão incluiria desobediência, resistência e delitos contra o Estado. Mas não falam a causa verdadeira. O motivo de sua prisão é a simples e conhecida violência doméstica.


Bateu na mulher (acima a reprodução do laudo pericial das agressões), foi denunciado pela sogra e acabou sendo preso e condenado. Isto é, sua prisão não tinha qualquer caráter político.

“Rebelou-se” contra a cadeia, manteve uma greve de fome e, apesar dos cuidados que recebeu dos médicos cubanos, faleceu. Agora, virou herói da corja assassina de Miami e tantos outros lugares.

Percebam a informação trazida pela mídia, por intermédio do mercenário Farinas: “De acordo com os dissidentes, Villar era um opositor “ativo” desde o último mês de setembro, quando uniu-se à ilegal União Patriótica de Cuba”. Isto é, antes bandido, agora dissidente.

É assim, em Cuba, bandido vira “dissidente” e “lutador dos direitos humanos”.

Nota oficial do governo cubano sobre a morte de Wilman Villar Mendoza

Às 18h45min, do dia 19 de janeiro, em Santiago de Cuba, faleceu o preso comum, Wilman Villar Mendoza, no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Clínica Cirúrgica Doctor Juan Bruno Zayas, devido à falência múltipla de órgãos, resultado de um processo de respiração séptico severo.

Essa pessoa havia sido transferida com urgência, em 13 de janeiro, do Centro Penitenciário Aguadores, para Hospital Provincial Saturnino Lora, ao apresentar sintomas de pneumonia grave, no pulmão esquerdo. Recebeu toda a atenção destinada a pacientes naquelas condições, que consistem, geralmente, na aplicação de ventilação e nutrição artificial, injeção de líquidos, produtos derivados do sangue, suporte com drogas vasoativas e antibióticos de largo espectro, de última geração.

O Hospital Cirúrgico Juan Bruno Zayas, onde faleceu, é um dos centros hospitalares de maior nível na região oriental do país e sua CTI conta com vasta experiência no atendimento a pacientes em estado grave.

Villar Mendoza residia em Contramaestre, província de Santiago de Cuba e estava cumprindo uma sentença de prisão, desde 25 de novembro de 2011, sob a acusação de desacato, atentado e resistência.

O fato pelo qual ele foi condenado deu-se durante um escândalo público em que agrediu e provocou lesões no rosto de sua esposa, diante do que sua sogra solicitou a intervenção das autoridades. Ao ser interpelado pelos policiais da PNR, resistiu e agrediu-os, sendo então preso.

Seus parentes mais próximos estavam cientes de todos os procedimentos que foram utilizados em seus cuidados, ademais reconhecem o esforço da equipe de especialistas que o tratou.

Em relação a este fato, as agências de notícias estrangeiras, em particular as de Miami, promovem uma campanha internacional difamatória, em conluio com elementos contrarrevolucionários internos, os quais apresentavam Villar Mendoza como um suposto “dissidente”, que falecera depois de fazer uma greve de fome na prisão. A este respeito, há abundantes provas e depoimentos que demonstra não se tratar de um “dissidente” e tampouco estar em greve de fome.

Wilman Villar, após cometer o crime, foi julgado em liberdade, quando começou a associar-se a elementos contrarrevolucionários, em Santiago de Cuba, acreditando que sua participação nos grupos mercenários lhe permitiria escapar à justiça.

Cuba lamenta a morte de qualquer ser humano; condena firmemente a manipulação descarada orquestrada por nossos inimigos; e saberá desmontar esta nova agressão, com a verdade e firmeza que caracteriza nosso povo.

Tradução: Robson Luiz Ceron

Mais informações: aqui e aqui.

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