segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

E seguem as mentiras sobre Cuba no Jornal Nacional

André Luiz Furtado, via Portal do Nassif

Ontem [29/12] a repórter nos brindou com a seguinte pérola: “Com um salário mínimo equivalente a R$17,00 por mês...”. Das muitas mentiras da Globo nessa série de reportagens, essa foi uma das mais toscas. E o problema não está nos “R$17,00” e sim no “equivalente”. É manipulação informativa, tergiversação e omissão de fatos relevantes, ou seja, é mentira mal-intencionada.

Não, Rede Globo, R$17,00 convertidos em pesos cubanos em Cuba não é equivalente a R$17,00 no Brasil.

Em primeiro lugar, lá, ao contrário daqui, não é necessário nenhum centavo desses R$17,00 para ter acesso a educação de excelente qualidade, desde o maternal até o doutorado.

Lá, ao contrário daqui, não é preciso gastar nenhum centavo desses R$17,00 para fazer tratamento contra câncer, transplante de órgãos, partos, nem as mais delicadas e complexas cirurgias.

Lá, ao contrário do que ocorre aqui, são necessários apenas alguns centavos desses R$17,00 para desfrutar de shows e apresentações dos mais renomados artistas do país.

Os 15% da população cubana que não tem casa própria só precisam desembolsar cerca de R$2,00 daqueles R$17,00 para pagar o aluguel mensal. Aqui dá pra pagar aluguel com R$2,00?

A necessidade da imprensa privada cumprir sua agenda de desinformação sobre o projeto econômico e social cubano faz com que ela desrespeite a inteligência do telespectador/leitor, a ponto de criar coisas absurdas como a “equivalência” da reportagem de ontem [29/12].

Essa imperiosa necessidade de manter viva a campanha de descrédito contra Cuba faz com que os responsáveis por tal campanha percam a noção do ridículo. Exemplo disso, foi a repórter do JN, que é visto por milhões de brasileiros dependentes de nosso caótico sistema de transporte público, dizer, com ar de crítica, pena e superioridade, que o transporte público cubano é “sofrível”.

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