quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Reflexões de Fidel: O melhor presidente para os Estados Unidos


Uma conhecida agência europeia de notícias transmitiu no sábado, dia 7, de Sidney, Austrália, que um grupo de pesquisadores australianos da Universidade de Nova Gales do Sul anunciou a criação de um cabo elétrico dez vezes mais fino que um cabelo, capaz de igual condução elétrica que um cabo normal. Bent Weber, chefe do projeto realizado na universidade australiana, em um trabalho publicado pela revista Science, explicou que “poder efetuar conexões de cabos a esta escala microscópica será essencial para o desenvolvimento dos futuros circuitos eletrônicos”.

O cabo foi criado por físicos australianos e estadunidenses com cadeias de átomos de fósforo dentro de um cristal de silício: o nanocabo conta apenas com quatro átomos de largura por um de altura.

A descoberta é essencial na corrida internacional para desenvolver o primeiro computador quântico, máquinas supervelozes capazes de processar enormes quantidades de dados em poucos segundos: uma série de cálculos que levaria anos, até décadas, nos computadores atuais.

Em um cabo de cobre tradicional, a eletricidade é gerada quando os elétrons de cobre fluem ao longo do condutor: mas na medida em que o cabo condutor se faz menor, a resistência ao fluxo elétrico se faz maior.

Para superar o problema Weber e sua equipe utilizaram microscópios especialmente desenhados com precisão atômica, que lhes permitiu colocar os átomos de fósforo nos cristais de silício.

Isso permitiu que o nanocabo atuasse como o cobre, com os elétrons fluindo facilmente e sem problemas de resistência. “Estamos mostrando com esta técnica que é possível minimizar componentes até a escala de poucos átomos”, indicou Weber.

“Se vamos usar átomos como bits, necessitamos de cabos na mesma escala dos átomos”, observou a física Michelle Simmons, supervisora do trabalho.

Com estes incontíveis avanços tecnológicos que deveriam servir para o bem-estar da humanidade, recordei o que há apenas quatro dias escrevi sobre o aquecimento da Terra e a exploração acelerada do perigoso gás de xisto, em um mundo que há 200 anos está consumindo a energia fóssil acumulada durante quatro bilhões de anos.

Imaginei Obama, bom articulador de palavras, para quem, em sua busca desesperada da reeleição, os sonhos de Luther King estão a mais anos-luz do que a Terra do planeta habitável mais próximo.

Pior ainda: qualquer um dos congressistas republicanos presidenciáveis, ou um líder do Tea Party, carrega mais armas nucleares em suas costas que ideias de paz em sua cabeça.

Imaginem os leitores por um minuto essa poderosa calculadora quântica capaz de multiplicar por infinitas vezes os dados que os computadores modernos de hoje.

Não é por acaso óbvio que o pior de tudo é a ausência na Casa Branca de um robô capaz de governar os Estados Unidos e impedir uma guerra que coloque fim à vida de nossa espécie?

Estou seguro que 90% dos estadunidenses inscritos, especialmente os hispanos, os negros e o crescente número da classe média, empobrecidos, votariam pelo robô.

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