sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Brigadistas fazem declaração de solidariedade a Cuba

Texto recebido por e-mail

Em 1959, Cuba fez sua revolução e estimulou o surgimento de diversos movimentos de oposição ao imperialismo em toda América Latina. Outra sociedade começava a se tornar realidade para um “outro mundo” possível. A partir do momento em que Cuba optou pela posição no campo socialista, os EUA iniciaram e ainda impõem um bloqueio econômico rigoroso e desumano. Há 50 anos o sistema político socialista cubano é caluniado, difamado e descaradamente distorcido pela grande mídia mundial. Este resiste a todas as mentiras da imprensa dominante e manipuladora, a todas as investidas terroristas arquitetadas pelo governo dos Estados Unidos, resiste também com força e criatividade à escassez de bens, alimentos e a proibição de importar ou exportar novas tecnologias.

Apesar destas dificuldades, Cuba optou em diversas ocasiões por desenvolver ações solidárias junto a vários países, principalmente os mais pobres, como dar asilo político a companheiros latino-americanos perseguidos nos períodos duros da ditadura ou enviar profissionais cubanos de alta competência em missões humanitárias.

Cuba é hoje um país onde a seguridade social está garantida. Todos os cubanos e cubanas, de qualquer idade, têm direito à educação, em todos os níveis, sendo esta gratuita, totalmente subsidiada, de qualidade e avançada. O mesmo ocorre com demais direitos sociais: alimentação, saúde, pesquisa, habitação, lazer, aposentadoria, cultura e esportes.

Por tudo isso, nós, os brigadistas da 19ª Brigada Internacional de Solidariedade a Cuba, nos colocamos a favor e à disposição para o enfrentamento, por meio da denúncia aberta dos seguintes pontos:

● contra as campanhas caluniosas promovidas pelos monopólios imperialistas midiáticos;

● pela libertação dos 5 heróis cubanos presos injustamente por lutar contra o terrorismo;

● pelo fim do criminoso bloqueio econômico;

● pela desativação da base militar de Guantânamo;

● pelo respeito ao direito de escolha política do povo cubano.

Para alcançar nossos propósitos nos comprometemos a:

● desmistificar, a partir de nossa experiência vivida, a realidade cubana tergiversada, construída pelos meios de comunicação em função do imperialismo;

● difundir o caso dos 5 heróis por intermédio de todos os instrumentos de comunicação que temos à disposição em cada território, para assim trabalhar pela libertação dos mesmos;

● compromisso e adesão com a Revolução Cubana e suas propostas democráticas, por meio de reavaliação de nossos valores e prioridades centrando-as mais na essência de “ser” em lugar do “ter”, dando sentido a nossa ação a partir de uma prática comprometida;

● promover a participação e organização de novos movimentos com o fim de conscientizar e somar novos companheiros para as próximas brigadas e estimular a união dos povos latino-americanos.

● denúncia massiva das condições desumanas vividas pelos prisioneiros da base militar de Guantânamo, sua origem e permanência imperialista através da emenda Platt.

Celebramos a criação recente da Celac – Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe. Esperamos que esta união de nossos povos seja o reflexo do desejo de heróis libertadores de nossas terras cujos pensamentos coincidem com os de José Martí, Herói Nacional Cubano.

Caimito, Artemisa, 4 de fevereiro de 2012.

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