segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Deputados nos EUA pedem manutenção do bloqueio contra Cuba

Os idiotas acreditam que com isso Cuba vai se render ao império. Desde dezembro de 2010, o prejuízo do bloqueio já supera os US$104 bilhões.


Os deputados norte-americanos defenderam na terça-feira, dia 7, a manutenção do bloqueio contra Cuba após cinco décadas do decreto do bloqueio comercial, que é criticado pela imensa maioria da comunidade internacional.

Em um comunicado conjunto, os congressistas Ileana Ros-Lehtinen, David Rivera, Mario Diaz Balart, do Partido Republicano, e Albio Sires, do Partido Democrata, insistiram na permanência da medida que pretende dificultar a vida dos cubanos e desmontar o sistema político do país.

Diaz Balart criticou o presidente Barack Obama e o acusou de oferecer “concessões unilaterais” a Cuba enquanto poderia aplicar novas sanções contra a Ilha para privar o governo de apoio financeiro.

Os deputados defendem o endurecimento da postura dos EUA e incentivam regulamentações para reforçar o cerco contra Havana e frear o desenvolvimento econômico da nação caribenha.

O grupo se opõe ao fim determinado por Obama para as restrições adotadas durante a administração Bush, que permitia aos cubanos residentes nos EUA somente uma viagem a seu país de origem a cada três anos e um limite de US$100,00 mensais em remessas.

Essa nova disposição, aprovada há 12 meses, liberava algumas viagens acadêmicas, religiosas, culturais ou esportivas, mas sob regulações específicas que, desde já, deixam intacta a proibição do fluxo livre de norte-americanos a Cuba.

As autoridades cubanas acreditam que essas mudanças sejam insuficientes e extremamente limitadas, pois não alteram a complexa estrutura de leis, regulações e cláusulas que determinam a política de bloqueio contra Cuba.

Apesar das crescentes críticas de mais de 185 nações da comunidade internacional expressadas em votações sucessivas das Nações Unidas durante os últimos 20 anos, o governo norte-americano mantém essa política.

O dano econômico direto sobre o povo cubano desde dezembro de 2010, em valores corrigidos, eleva-se a uma cifra que supera os US$104 bilhões. Ao se levar em consideração a desvalorização da moeda, os efeitos seriam superiores a US$975 bilhões.

Conforme apontou recentemente o Centro para a Democracia nas Américas, várias vozes dos EUA defendem uma mudança na política da Casa Branca, o que proporcionaria benefícios para as sociedades cubana e norte-americana

Essa organização defende o fim do atual método de desconstrução do sistema político e sua substituição por um que contemple novas políticas no sentido da normalização e reconhecimento do governo cubano, ressalta o grupo na sua página na internet.

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