quarta-feira, 14 de março de 2012

Che também era poeta


Neste 14 de março, Dia do Poeta, minha homenagem ao grande ser humano Ernesto Che Guevara. Entre todas as suas grandezas, também fez versos. E sua vida, seu desprendimento pessoal em favor da humanidade, a sabedoria, a coragem e a lucidez de sua visão o fez eterno, como eterno são os poetas. Sempre estará em nossos corações e mentes. Hasta la victoria!



Ernesto Che Guevara escreveu o poema abaixo pouco tempo antes de embarcar no iate Granma rumo à Cuba.

Canto a Fidel

Vamos, ardoso profeta da alvorada,
por caminhos longínquos e desconhecidos,
liberar o grande caimão verde* que você tanto ama...

Quando soar o primeiro tiro
e na virginal surpresa toda selva despertar,
lá, ao seu lado, seremos combatentes
você nos terá.

Quando sua voz proclamar para os quatro ventos
reforma agrária, justiça, pão e liberdade,
lá, ao seu lado, com sotaque idêntico,
você nos terá.

E quando o final da batalha
para a operação de limpeza contra o tirano chegar,
lá, ao seu lado, prontos para a última batalha,
você nos terá...

E se o nosso caminho for bloqueado pelo ferro,
pedimos uma mortalha de lágrimas cubanas
para cobrir nossos ossos guerrilheiros
no trânsito para a história da América.
Nada mais.

* Caimão verde era o nome alegórico atribuído à ilha de Cuba.

Um comentário:

  1. Pátria livre ou morte; socialismo e vida digna

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