segunda-feira, 19 de março de 2012

Cuba está disposta a resolver caso Alan Gross


A Rádio Habana Cuba afirmou no domingo, dia 18, que o governo da Ilha manifestou aos Estados Unidos “a disposição para encontrar uma solução humanitária sobre bases recíprocas” no caso de Alan Gross.

O norte-americano foi preso em dezembro de 2010, em Cuba, por cometer espionagem. Ele foi julgado e condenado pela Justiça cubana, em 2011, a 15 anos de prisão.

Gross foi condenado “ao demonstrar que introduziu em Cuba de maneira ilegal meios de infocomunicações para criar redes internas como parte de um programa do Governo dos Estados Unidos dirigido a promover ações desestabilizadoras no país e a subverter a ordem constitucional”.

Os Estados Unidos reconhecem Gross como funcionário da empresa Development Alternatives (DAI), contratada pela Agência para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) do Departamento de Estado, mas alega que ele fornecia celulares e equipamentos a grupos judeus para ajudá-los a se comunicar com o exterior.

A rádio também apontou, citando um recente artigo da revista norte-americana The Jewish Daily Forward, que “a comunidade judaica nos Estados Unidos está reticente em afrontar o caso Gross”, porque alega que ele “estava em Cuba trabalhando para o governo federal do país e, portanto, libertá-lo é responsabilidade de Washington e do gabinete do [presidente] Barack Obama”.

“A reserva geral entre os judeus para converter o expediente em uma causa célebre provém do fato de que sua missão não era nada altruísta, como tem querido demonstrar alguns meios de comunicação”, acrescentou a Rádio Habana Cuba.

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