segunda-feira, 9 de abril de 2012

EUA confirmam política hostil e isolacionista contra Cuba


O governo dos Estados Unidos confiscou mais de US$493 milhões de Cuba desde 2010 até hoje como parte da política isolacionista e do bloqueio econômico imposto há meio século por Washington a Ilha.

A cifra foi confirmada em um documento do Escritório de Controle de Bens Estrangeiros enviado ao Departamento do Tesouro, organismo federal que qualifica arbitrariamente Cuba como “nação patrocinadora do terrorismo.”

Sob o mesmo conceito, Washington já havia congelado US$223,7 milhões de Cuba no ano de 2009. O documento também aponta que as autoridades norte-americanas mantêm bloqueadas seis propriedades em Nova Iorque e Washington, pertencentes também ao Estado Cubano.

Os Estados Unidos mantêm há 50 anos um cerco econômico, comercial e financeiro contra Cuba que custou à Ilha mais de US$975 bilhões e constitui uma violação da Carta das Nações Unidas e das normas do Direito Internacional.

Há 20 anos consecutivos, a comunidade internacional, na assembleia da ONU, condena esta política extraterritorial de ingerência da potência norte-americana contra a pequena nação nas Antilhas.

Especialistas, sociólogos, analistas políticos e catedráticos de diferentes países reuniram-se em dezembro último em Washington no contexto de uma Conferência Internacional para retirar Cuba de uma controversa lista de nações patrocinadoras do terrorismo.

Os Estados Unidos inseriram Cuba na polêmica lista em 1982, a pedidos do então secretário de Estado Alexander Haig e de uma resolução que foi sancionada pelo presidente Ronald Reagan.

As organizações The Latin America Working Group e The Center for International Policy foram os patrocinadores do seminário, que contou com a participação de Wayne Smith, ex-representante diplomata norte-americano em Cuba, e Robert Muse, do escritório de advogados Muse and Associates, entre outros acadêmicos.

Um dos mais cínicos aspectos da política estadunidense tem sido manter Cuba nessa categoria infame de “patrocinadora do terrorismo”, sem a menor evidência que sustente tal acusação, apontou uma declaração da conferência de especialistas.

Boletins recentes emitidos pelo Departamento de Estado reconhecem que Cuba “implementa uma posição pública clara contra o terrorismo e o financiamento de ações extremistas”.

Há duas semanas o influente brigadeiro estadunidense John Adams também fez um chamado para que os Estados Unidos retirem Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo e ponha fim a sua política contraproducente para a Ilha.

“A presença de Cuba na lista deteriora a credibilidade dos Estados Unidos com quase todos nossos aliados e nos põe em contradição com os países da América Latina, que veem a lista como um capricho político”, afirmou o militar.

Fora da ativa desde 2007, mas com grande peso nas altas esferas do Pentágono, Adams acumulou mais de 35 anos de experiência em missões militares.

O ex-representante de Washington na Organização do Tratado do Atlântico Norte acrescentou que a política hostil da Casa Branca prejudica interesses de empresas e trabalhadores norte-americanos, ao justificar um bloqueio comercial contra Cuba que impede a criação de novos empregos.

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