sábado, 26 de maio de 2012

Governo cubano desmente dissidentes sobre número de presos

Via Portal Terra e lido no Solidários

Cuba informou na terça-feira, dia 22, que suas penitenciárias abrigam 57.337 presos, cifra bastante inferior à divulgada por dissidentes, que acusam as cadeias da Ilha de serem locais onde os direitos humanos são sistematicamente violados.

O Granma, jornal do Partido Comunista, citou o dado em um extenso artigo no qual afirmou que o sistema carcerário respeita as normas e princípios da ciência penal internacional, além de oferecer “as melhores práticas de tratamento para reclusos” e envolvê-los em projetos educativos, trabalho remunerado e prática desportiva.

Ainda segundo o Granma, entre os 11,2 milhões de cubanos há 31.494 presos em regime fechado, e 25.843 em regime aberto. Em abril, a Comissão Cubana de Direitos Humanos, um grupo ilegal, mas tolerado pelo regime, disse que havia na Ilha entre 70 mil e 80 mil presos, sem contar um número “indeterminado de condenados a trabalho obrigatório sem internação”.

Na ocasião, a comissão disse ter documentado pelo menos nove casos de presos políticos nos meses de março e abril. Naquele relatório, Elizardo Sánchez, porta-voz da comissão, disse que o sistema carcerário cubano é “como a face oculta da lua, pouco conhecida”, e destacava as más condições de higiene e saúde.

O governo cubano nega ter presos políticos, aos quais descreve como contrarrevolucionários a serviço dos EUA. “Apesar das dificuldades econômicas que o país teve de enfrentar, não se justificou nunca a negação da justiça, nem se invocou ameaça de qualquer tipo para desnaturalizar ou desconhecer os direitos fundamentais das pessoas privadas de liberdade”, disse o Granma.

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