sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hospitais europeus testarão remédio desenvolvido em Cuba para diabéticos

O Heberprot-P diminui sensivelmente a necessidade de amputação e já foi testado em mais de 70 mil pacientes.


Cuba se prepara para iniciar no ano que vem testes em vários hospitais da União Europeia com o medicamento Heberprot-P, que cura a úlcera que surge nos pés de diabéticos.

“Será a primeira vez que a Ilha chega nessa fase de pesquisa em países do chamado Primeiro Mundo”, disse o diretor do CIGB (Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia), Ernesto Lopez para a Agência de Informação Nacional (AIN).

Lopez afirmou que os ensaios serão realizados em centenas de hospitais de países da União Europeia. Cerca de 700 pacientes deverão participar do projeto. Segundo especialistas, essa é a maior pesquisa já feita sobre as úlceras em pés diabéticos.

“No momento, Cuba prepara as condições para produzir quantidade suficiente do remédio, para depois colocar o estudo em prática com outras empresas”, explicou o diretor do CIGB, instituição que desenvolveu o remédio, único no planeta, em conjunto com o Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular.

O Heberprot-P, que diminui sensivelmente o número de amputações, se tornou o medicamento líder do CIGB. É esperado para esse ano um lucro de US$100 milhões. Com patentes outorgadas em mais de 40 países, o remédio obteve até agora 17 registros sanitários, permissão de uso concedida pelos ministérios ou secretarias de Saúde Pública.

Mais de 70 mil pacientes de diversas nações já foram beneficiados com o Heberprot-P. Em Cuba, o programa é estendido a 192 policlínicas e 43 hospitais.

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