quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Morales pedirá a Obama a libertação dos cinco cubanos antiterroristas

O presidente boliviano, Evo Morales, escreverá uma carta a Barack Obama para pedir a libertação dos cinco cubanos antiterroristas que colhiam informações nos Estados Unidos sobre atos extremistas contra Cuba, informou o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana. 

O mandatário boliviano se reuniu no Palácio de Governo com Adriana Perez, esposa de Gerardo Hernandez, um dos cinco detidos, com quem abordou a situação de Antônio Guerrero, Fernando Gonzalez, Ramón Labañino e René Gonzalez.

Segundo dados oficiais, os cinco cubanos foram detidos em setembro de 1998 quando monitoravam os planos de organizações terroristas financiadas pelos Estados Unidos e assentadas no sul da Flórida, com a intenção de informar os mesmos às autoridades cubanas.

A atividade anônima dos cinco permitiu frustrar numerosas ações que iam desde a entrada ilegal de armas a Cuba e a explosão de aviões civis em pleno voo, até a preparação de atentados contra a vida dos principais dirigentes da Revolução.

“O presidente manifestou à companheira Adriana e ao governo de Cuba e a todo o mundo sua absoluta solidariedade, seu apoio incondicional aos cinco cubanos detidos injustamente, também o presidente Evo se comprometeu a escrever uma carta ao presidente Obama para pedir-lhe a liberdade desses cinco compatriotas da Pátria Grande que deram sua vida pela liberdade”, explicou Quintana.

Informou que o mandatário se comunicou por telefone com Hernandez, a quem lhe ratificou seu apoio e solidariedade incondicional com os prisioneiros cubanos. Igualmente, disse que Morales se comprometeu com a execução de “todas” as gestões necessárias ante a comunidade internacional e organismos multilaterais para levantar a voz “clara e firme”pela liberdade dos cinco cubanos.

O ministro da Presidência recordou que o governo boliviano é por princípio antiimperialista e anticapitalista, por isso “reprova” as formas de colonização e militarismo imperial, além da expansão desse modelo no mundo.

Por sua vez, a esposa de Hernandez agradeceu ao Governo boliviano por seu apoio aos cinco cubanos que cumpriram 14 anos de prisão. “Estes homens são acusados por conspiração para cometer espionagem, seu trabalho fundamental era proteger Cuba de ações terroristas. Hoje com cinco antiterroristas presos em cárceres dos Estados Unidos”, manifestou.

Sua visita à Bolívia se enquadra em uma campanha internacional a favor da liberdade dos cinco cubanos.

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