quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cuba apresenta vacina contra câncer de próstata

 
A Labiofam, farmacêutica estatal cubana, apresentou na terça-feira, dia 25, durante um congresso em Havana, seus novos produtos contra o câncer, entre os quais uma vacina e um medicamento terapêutico. As informações são da agência Ansa.
 
De acordo com a empresa, dentre seus produtos estão cerca de 30 vacinas virais e bacterianas, a nova vacina teria sido testada com sucesso em pacientes com câncer de próstata. Além disso, a Labiofam anunciou o lançamento de um produto anticancerígeno, a base do veneno de um escorpião cubano.
 
Segundo a Labiofam, a vacina contra o câncer de próstata, batizada de Heber Provac, teria sido capaz de melhorar o estado de 56 pacientes ainda não submetidos à radioterapia ou quimioterapia, em dois hospitais de Cuba.
 
O medicamento tem como objetivo tratar carcinomas de estágios 3 e 4. A estatal espera que no futuro a vacina substitua os tratamentos tradicionais em todo o mundo. O outro produto, obtido por meio do veneno do escorpião azul e comercializado como Vidatox, teria propriedades analgésicas, antiinflamatórias e anticancerosa.
 
Segundo os resultados apresentados pela empresa no congresso, o medicamento melhorou a qualidade de vida de 65 mil pacientes com câncer. “Ao contrário de qualquer outro, o Vidatox atravessa a barreira hemo-encefálica”, ressaltou o presidente da Labiofam, José Antonio Fraga Castro.

Na ONU, Dilma pede fim do bloqueio dos EUA a Cuba

Dilma: “É preciso dar um basta ao anacronismo
que representa o bloqueio econômico dos EUA a Cuba.”
 Em 25 minutos, a presidenta Dilma Rousseff falou, em seu discurso de abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira, dia 25, em Nova Iorque, sobre os problemas que afligem o mundo. Ela fez críticas fortes e condenações veementes à guerra na Síria, à islamofobia no mundo ocidental e criticou o bloqueio econômico dos Estados Unidos imposto a Cuba, que impede o desenvolvimento daquele país.
 
Com informações de Márcia Xavier, via Vermelho
A presidenta do Brasil Dilma Rousseff, em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, alternou críticas ácidas à situação do mundo com apelos à cooperação, diálogo e amizade para enfrentamento dessa situação. E enfatizou, nesses apelos, a necessidade permanente do combate à fome e à miséria, medidas de enfrentamento à crise econômica que permitam o desenvolvimento e a inclusão no mercado de trabalho, principalmente dos jovens, além do respeito ao meio ambiente.
 
Para Dilma Rousseff, é preciso dar um basta ao anacronismo que representa o bloqueio econômico dos Estados Unidos “a um país irmão e querido de todas as nações latinas e caribenhas”, como definiu Cuba. “Cuba precisa do apoio de países próximos e distantes para o progresso, que é prejudicado pelo bloqueio econômico que golpeia sua população”, avaliou Dilma Rousseff.
 
E, ao falar sobre a situação de Cuba, estendeu sua avaliação sobre todo o continente latino-americano, que definiu como “exemplo para o mundo”. “Avançamos no espaço latino e caribenho. Nossa região é bom exemplo para o mundo. O estado de direito que conquistamos após os períodos autoritários que marcaram nosso continente está sendo preservado e fortalecido”, disse, destacando ainda os organismos do Mercosul e Unasul como exemplos da integração da região.
 
Segundo ela ainda, os países latino-americanos reafirmam o compromisso de manter a região livre de armas de destruição em massa, lembrando a existência de imensos arsenais de armas “que ameaçam toda a humanidade, agravam tensões e prejudicam os esforços de paz”. “O mundo pede, em lugar de armas, alimento para bilhões de homens, mulheres e crianças que padecem do mais cruel castigo que se abate sobre a humanidade – a fome”, afirmou.
 
A presidente brasileira também fez apelo em favor da Palestina, dizendo que renovava o apelo para que o Estado Palestino seja admitido como membro pleno da ONU. “Só um Estado livre pode estabelecer relações de paz e diálogo com os seus vizinhos”, disse, mais uma vez intercalando apelos às críticas.

domingo, 23 de setembro de 2012

Até 2011, Cuba perdeu mais de US$108 bilhões com bloqueio dos EUA


Bruno Rodriguez ressaltou que o governo Obama endureceu o bloqueio, em especial no setor financeiro.
 
 
O bloqueio dos Estados Unidos imposto há mais de 50 anos sobre Cuba já gerou perdas econômicas que superam os US$108 bilhões até 2011 e seu prejuízo humano é inestimável, afirmou na quinta-feira, dia 20, o chanceler cubano Bruno Rodriguez, acrescentando que o governo de Barack Obama o endureceu.
 
“Os prejuízos econômicos calculados a preços correntes superam os US$100 bilhões e esse bloqueio é a principal causa dos problemas econômicos de nosso país”, afirmou Rodriguez.
 
Na coletiva à imprensa, em videoconferência com Nova Iorque, Rodriguez acrescentou que, se for levada em conta a desvalorização do dólar frente ao padrão ouro nesse meio século, a cifra superaria o trilhão de dólares.
 
Rodriguez informou que o bloqueio imposto em fevereiro de 1962 e condenado esmagadoramente a cada ano pela Assembleia Geral da ONU traz “um prejuízo humano incalculável, pois provoca sofrimentos, carências, dificuldades, que atingem cada família cubana”.
 
O chanceler afirmou que o governo de Obama endureceu o bloqueio, em especial no setor financeiro, impondo, desde 2009, multas de mais de US$2 bilhões a empresas e pessoas de outros países que têm negócios com Cuba.

Anistia Internacional pede o fechamento de Guatânamo

Via Adital
 
A morte de um cidadão iemenita em seu 11º ano sob custódia sem acusações nem julgamento na base naval militar de Guantánamo, em Cuba, confirma a necessidade urgente de que as autoridades estadunidenses resolvam os casos pendentes de inúmeros detidos e feche, de uma vez por todas, o centro de detenção, disse a Anistia Internacional.
 
Na segunda-feira, dia 17, as autoridades estadunidenses anunciaram que um detido havia morrido em Guantânamo na tarde de 8 de setembro, mas não revelaram a identidade nem a nacionalidade do homem à espera de confirmação por parte de seus familiares. Desde então, se constatou que o detido era Adnan Farhan Abdul Latif, um cidadão iemenita que estava recluso na base militar desde janeiro de 2002. Com ele já são nove os presos de Guantânamo que morreram sob custódia nos últimos dez anos desde que as forças militares estadunidenses começaram suas operações de detenção na base.
 
A Anistia Internacional pede às autoridades dos EUA que resolvam urgentemente a situação dos 167 homens que ainda permanecem em Guantânamo, ajustando-se em caso às normas internacionais de direitos humanos.
 
“As forças armadas estadunidenses têm que colocar fim de uma vez por todas ao vazio de direitos humanos que existe em Guantânamo. Os detidos devem ser submetidos a julgamentos justos ante tribunais independentes ou devem ser postos em liberdade, e os julgamentos perante comissões militares devem ser rejeitados”, expressou Rob Freer, investigador da Anistia Internacional sobre os EUA.
 
“As autoridades estadunidenses devem permitir que se leve a cabo uma investigação sobre a morte de Adnan Latif que seja completamente independente e esteja dirigida por civis. Também devem proporcionar aos familiares informação exaustiva sobre as conclusões e qualquer outro avanço. Há que custodiar os resultados da autópsia e da investigação”.
 
Já se iniciou uma investigação dirigida pelo Serviço de Investigação Criminal Naval para determinar as causas e as circunstâncias que rodeiam a morte de Adnan Latif. Segundo as autoridades militares estadunidenses, das anteriores oito mortes em Guantânamo, seis foram por suicídio e dois por morte natural.
 
Latif permaneceu recluso sem acusação ou julgamento por quase 11 anos, depois que a polícia paquistanesa o deteve próximo da fronteira com o Afeganistão em dezembro de 2001. Mais adiante, nesse mesmo mês, foi entregue às autoridades estadunidenses, que o transferiram a Guantânamo em 17 de janeiro de 2002. Latif permaneceu recluso na base naval militar desde então.
 
Durante os dez anos que Latif esteve sob custódia estadunidense sempre houve contínuos motivos de preocupação sobre sua saúde mental e física, e, segundo seu advogado, permaneceu recluso em regime de isolamento a maior parte do tempo.
 
Já havia tentado o suicídio em várias ocasiões, inclusive cortando as veias do pulso em uma reunião com sua representação letrada em 2009. Havia comentado a seus advogados que naquelas condições “preferia morrer que continuar vivendo”. Sofria nas costas dores crônicas e outras afetações, e as forças militares estadunidenses nunca atenderam seus pedidos de um aparelho auditivo para atenuar a surdez que padecia no ouvido esquerdo desde um acidente de carro em 1994.
 
Em julho de 2010, um juiz federal dos EUA ditou que a detenção de Adnan Latif era ilegítima, inclusive sob o amparo da autoridade do governo, e que devia ser colocado em liberdade. O governo de Obama recorreu da decisão e em outubro de 2011 a Corte de Apelação anulou a resolução. Em um encontro com seu advogado 11 dias depois, Adnan Latif disse: “Estou condenado à morte”.
 
Em maio de 2012, Adnan Latif iniciou uma greve de fome em protesto por sua detenção. As autoridades militares estadunidenses disseram que ele abandonou a greve em 1º de junho de 2012.
 
A Anistia Internacional insiste em que a família dos detidos que morreram em Guantânamo devem ter acesso a remédios, inclusive indenizações, pelas violações de direitos humanos a que seus familiares foram submetidos durante os anos em que permaneceram sob custódia estadunidense: detenções arbitrárias, tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.

RJ: Segunda-feira, dia 24, será entregue o manifesto “Brasileiros com Chavez e América Latina”

Cumprindo um de seus princípios estatutários de prestar solidariedade militante a processos democratizantes e populares em nosso continente, a Casa da América Latina convoca seus associados, fundadores, conselheiros e amigos a participarem do Ato Político de entrega do manifesto “Brasileiros com Chavez e América Latina”. Apostamos que a vitória de Chavez nas próximas eleições, como consequência de uma ampla participação popular, permite a continuidade de um projeto de avanço de conquistas sociais e desenvolvimento humano, abrindo a perspectiva de uma segunda e definitiva independência de nossos povos, visando à construção de um novo tipo de sociedade.
 
Contamos com sua participação!
 
Serviço
Dia: 24 de setembro (segunda-feira)
Horário: 11 horas
Local: Consulado da República Bolivariana da Venezuela
Endereço: Praia de Botafogo, 242, Rio de Janeiro, RJ

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Advogado denuncia propaganda mentirosa da mídia contra os 5 heróis cubanos

 
 
O advogado estadunidense, Martin Garbus, detalhou como o governo de seu país pagou para jornalistas de vários meios de comunicação para montar uma campanha midiática em Miami e assegurar que os cinco antiterroristas cubanos fossem condenados.
 
Garbus disse para a emissora ABC National Radio que as autoridades federais entregaram grande quantias para repórteres da CBS, The Miami Herald, El Nuevo Herald, El Diario las Américas, Radio TV Martí e WAQI, dentre outros, que atuaram como agentes secretos para manipular a opinião pública contra Gerardo Hernandez, René Gonzalez, Ramón Labañino, Fernando Gonzalez e Antônio Guerrero.
 
Os primeiros quatro lutadores enfrentaram severas sanções por seguirem grupos violentos radicados em Miami, de onde planejaram ações como as que nos últimos 53 anos deixaram mais de 3.400 vítimas em Cuba.
 
René saiu da prisão em 7 de outubro depois de 13 anos e agora enfrenta pena adicional de três anos sob liberdade supervisionada na mesma cidade, onde vive a extrema direita anticubana.
 
O jurista estadunidense explicou que entre 1998 e 2001 a população desta cidade recebeu por meio da imprensa escrita, radial e televisiva propagandas pagas pelo governo para persuadir o júri e interferir no processo legal dos Cinco.
 
Essa operação, disse, traduziu-se em, pelo menos, mil artigos e informações com influência negativa sobre o julgamento e os acusados para garantir que fossem enviados para a prisão.
 
Garbus, integrante do grupo de defesa dos Cinco, também falou das ações legais feitas para solicitar uma audiência oral e uma ordem para que o Governo entregue materiais em seu poder que não divulgaram durante o processo legal.
 
Trata-se de uma moção apresentada em junho como parte da apelação colateral em 2010 em nome de Gerardo e baseada no direito que ele e seus companheiros têm de conhecer o alcance da campanha publicitária negativa contra eles, que resultou mais evidente em Miami.
 
Outro recurso foi a recente entrega de uma declaração juramentada em uma corte na Flórida como novos elementos sobre o pagamento para os jornalistas pelo governo, conduta qualificada no texto de violação da Constituição e incompatível para um processo justo.

domingo, 2 de setembro de 2012

Brasil–Cuba: Modernização do Porto Mariel para atenuar o bloqueio dos Estados Unidos

Via El Nuevo Herald
 
O Brasil ratificou na semana passada seu apoio à modernização econômica de Cuba durante a visita à Ilha de seu ministro de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que se reuniu com o presidente Raul Castro e conheceu pessoalmente o milionário projeto para ampliar o porto de Mariel com inversão brasileira.
 
“Aqui se está fazendo um grande esforço, que não é fácil, de atualizar o modelo e trazer mudanças que eles mesmos reconhecem ser necessárias para estimular a economia e o Brasil busca ajudar em todo esse esforço de modernização”, disse hoje numa entrevista à agência Efe o embaixador brasileiro em Havana, José Felício.
 
Segundo o diplomata, durante a visita de Pimentel, as partes expressaram também sua intenção de estabelecer um programa de cooperação na área econômico-comercial para os próximos quatro ou cinco anos em setores como saúde e agricultura.
 
Entre os campos explorados estão o envio de médicos cubanos a zonas remotas do Brasil e a transferência de tecnologia por parte de Cuba para a produção de medicamentos que não se produzem na nação sul-americana.
 
Em troca, os brasileiros podem oferecer assessoramento na rotação dos cultivos de milho e soja e na gestão do açúcar com cogeração de energia, entre outros campos.
 
“Toda a América Latina tem juma posição unânime em relação ao bloqueio dos Estados Unidos a Cuba e a maneira de ajudara reduzir os prejuízos desse bloqueio é com apoio econômico e financeiro”, argumentou Felício.
 
O ministro Pimentel deu seguimento à agenda marcada em janeiro passado pela presidenta Dilma Rousseff em sua primeira visita ao país caribenho.
 
A ampliação do terminal portuário de Mariel gerará 3.600 empregos diretos e 1960 indiretos e é considerada pelas autoridades de Cuba como uma “obra emblemática” da colaboração bilateral.
 
O Brasil tem comprometido nesse projeto US$682 milhões dos US$957 milhões totais do investimento global. A obra é realizada pela construtora brasileira Odebrecht por meio de uma subsidiária cubana e sua conclusão está prevista para 2013.
 
A iniciativa vai mais além da mera construção do porto cujo regime de funcionamento está sendo definido atualmente em Havana.
 
O objetivo, ademais de dar a Cuba uma moderna porta de saída marítima, é que indústrias brasileiras se instalem na Ilha, produzam seus bens ali, aproveitando as vantagens que a mão de obra qualificada local oferece, e em seguida os exportem.
 
Também se analisa incorporar ao projeto um aspecto logístico, que poderia estabelecer em Mariel um centro de recepção de mercadorias em que se melhorasse seu conteúdo e apresentação com vistas a vendê-las para outros mercados.
 
O porto será um hub (centronevrálgico) muito importante para receber barcos grandes, ou do Atlântico, ou que venham pelo Canal do Panamá e que a partir de Cuba possam reexportar para o Caribe e eventualmente para os Estados Unidos se o bloqueio em algum momento acabe.
 
Apesar de construí-lo o Brasil não o administrará. A tarefa recairá em mãos da empresa Singapur PSA, que “por sua experiência reúne condições de trazer carga à Ilha e poder levá-la à América Central” explicou o diplomata.
 
Prevê-se que a ampliação de Mariel permita, outrossim, que o porto comercial de Havana se dedique exclusivamente ao turismo de cruzeiros.
 
O intercâmbio comercial entre Brasil e Cuba chegou em 2011 à cifra recorde de US$560 milhões, dos quais apenas US$96 milhões correspondem a exportações cubanas.
 
Texto enviado por e-mail por Max Altman