sábado, 3 de novembro de 2012

Furacão Sandy: Brasil envia ajuda humanitária a Cuba e Haiti

Danos do furacão Sandy em Cuba.
Cuba resiste, mas precisa de ajuda.
 
Dica de Denise Queiroz, via Tecedora
 
Nos últimos dias, quando o furacão Sandy chegou ao território dos EUA, a mídia imperialista deu enorme destaque, com horas de cobertura eletrônica e muitas páginas nos impressos. O que poucos sabem é que o fenômeno já havia sido rebaixado à categoria de ciclone pelos órgãos internacionais de meteorologia.
 
A América Central foi atingida pelo furacão quando ele estava em seu ápice e foi devastador. Cuba, que possui um sistema eficiente contra intempéries, sofreu vários danos nas províncias de Santiago de Cuba e Guantânamo. Os estragos na Ilha preocupam até mesmo a ONU.
 
O povo norte-americano merece toda a solidariedade mundial, porém os EUA terão menos dificuldades para se reconstruir. O mesmo não acontecerá com os países da América Central e, principalmente, Cuba, que vive no limite sob um bloqueio absurdo imposto há mais de 60 anos pelos governos estadunidenses.
 
Mais uma vez fica evidente que a cobertura midiática privilegia os danos financeiros em detrimento do humano. Mas, como diz o presidente Raul Castro, Cuba resiste!
 
Brasil envia assistência humanitária a Cuba e Haiti
 
O governo brasileiro enviará assistência humanitária às vítimas do furacão Sandy no Haiti e em Cuba. Para o Haiti, serão remetidos recursos no valor de US$100 mil por meio da Embaixada do Brasil em Porto Príncipe, para a realização de compras locais e distribuição de insumos prioritários no atendimento aos flagelados. Os recursos para Cuba, também da ordem de R$100 mil, serão encaminhados por meio da Cruz Vermelha Internacional, para atividades de cooperação humanitária de caráter emergencial.
 
Adicionalmente, já estava programada para o final de novembro doação do governo brasileiro a Cuba, por meio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, de 25 mil toneladas de arroz, para o reforço de programas de segurança alimentar e nutricional nesse país. A doação também contribuirá para a amenização dos efeitos do furacão Sandy sobre a Ilha.
 
***
 
Furacão Sandy deixa rastro de mortes na América Central
Defesa Civil contabiliza 11 vítimas em Cuba, nove no Haiti e uma na Jamaica.
 
Horas após a passagem do furacão Sandy por Cuba, na quinta-feira, dia 25/10, a Defesa Civil do país confirmou a morte de 11 pessoas nas províncias de Santiago de Cuba e Guantânamo, onde várias casas desabaram. “Apesar das medidas de proteção previstas para estes casos”, o Estado-Maior da Defesa Civil divulgou mensagem no telejornal local comunicando a morte de 11 pessoas na Ilha devido à passagem de Sandy, que também deixou nove mortos no Haiti e um na Jamaica. Até então, acreditava-se que o furacão havia deixado apenas danos materiais.
 
Em Santiago de Cuba morreram nove pessoas, sendo quatro por quedas de tetos e paredes de casas, entre eles um bebê de 4 meses. As causas das demais mortes estão sendo investigadas. Outras duas pessoas morreram em Guantânamo, no extremo leste de Cuba, atingidas por árvores. Os ventos constantes do furacão eram de 165 km/horas e rajadas mais fortes.
 
***
 
ONU: Sandy pode provocar desabastecimento em Cuba
 
O Furacão Sandy destruiu mais de 100 mil hectares de terras agrícolas em Cuba ao passar pelo país na semana passada, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). A entidade alerta que há risco de desabastecimento na região nos próximos meses. Cuba vive sob bloqueio imposto pelos Estados Unidos.
 
No Leste de Cuba, a passagem de Sandy matou 11 pessoas. Também causou danos significativos em Santiago, a segunda maior cidade do país, e vilarejos próximos. Pelo menos, 180 mil casas foram destruídas ou danificadas pela tempestade, estimou a ONU.
 
O relatório das Nações Unidas informa que “o cultivo de cana foi o mais atingido, seguido pelo da banana, vegetais e outros alimentos básicos”.
 
De acordo com o jornal cubano Granma, o vice-presidente do país, José Ramón Machado, depois de visitar a área, reconheceu que “um dos maiores desafios será o de garantir alimento para as pessoas nos próximos meses”.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário