quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Raul Castro e Lula visitam as instalações portuárias de Mariel

 
O financiamento da obra é coberto parcialmente por um crédito concedido pelo governo do Brasil e sua execução está a cargo do consórcio Associação Econômica Internacional constituído pela empresa construtora cubana Quality e a brasileira COI.
 
Yaima Puig Meneses*
 
“Esta é a obra mais complexa em andamento em Cuba”, comentou o presidente Raul Castro ao ex-presidente Lula durante uma visita realizada na manhã de quarta-feira, dia 30, por áreas das instalações portuárias de Mariel, que se irão converter na principal porta de entrada e saída do comércio exterior cubano.
 
Segundo explicou Osvaldo Bravo, diretor-geral da empresa DIP-Mariel, este projeto é o início da Primeira Zona Especial de Desenvolvimento do país – com cerca de 465 quilômetros quadrados –, e decorre da política traçada pelo 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba. A concretização desta obra permitirá incrementar as exportações, a substituição efetiva de importações, o desenvolvimento de projetos de alta tecnologia e outros, tudo contribuindo de maneira significativa para a criação de novas fontes de emprego.
 
Comentou que o futuro terminal de contêineres constitui o centro a partir do qual se desenvolverá a Zona Especial de Desenvolvimento Mariel e se interconectará com diferentes áreas de desenvolvimento e indústrias que forem erguidas na zona, tudo isto servido por uma infraestrutura rodoviária e ferroviária e de comunicações.
 
Recordou ademais que a ampliação do Canal do Panamá em 2015 implicará novo cenário para o comércio marítimo na região do Caribe, em que se incrementará o uso de navios de grande calado, de forma que poderão aceder ao porto de Mariel, melhorando consideravelmente os níveis operacionais.
 
Por outro lado, Mauro Huber, presidente brasileiro da AEI Quality-COI, fez referência à execução do cronograma, ações de dragagem, bem como o desenvolvimento da infraestrutura para o transporte, tanto rodoviário quanto ferroviário, os dutos de água, de eletricidade, entre outros aspectos.
 
Informou também que ainda em 2013 começara a funcionar uma parte das instalações, inclusive os primeiros 700 metros de cais, ao mesmo tempo em que os trabalhos construtivos terão prosseguimento.
 
No final das explicações, Raul Castro comentou com Lula sobre a importância estratégica deste porto não somente para Cuba mas também para a região. Fez referência também ao desenvolvimento dos investimentos no país e a outros dados da atualização do modelo econômico cubano.
 
Pouco antes de partir, Lula compartilhou com a imprensa algumas de suas impressões sobre a visita considerando que a obra avança de forma extraordinária. “Sonho com que esse porto possa contribuir enormemente ao desenvolvimento de Cuba, sobretudo pela concretização de uma importante zona industrial,”, manifestou.
 
* Texto enviado por Max Altman
 
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“Não existe mais nenhuma razão de se manter o bloqueio”, diz Lula em Cuba

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Maria Inês Nassif, via Instituto Lula
 
“Não existe mais nenhuma razão de se manter o bloqueio [de Cuba] a não ser a teimosia de quem não reconhece que perdeu a guerra, e perdeu a guerra para Cuba”, disse na quarta-feira, dia 30, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao discursar no encerramento da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, patrocinada pela Unesco. “Espero que [Barack] Obama neste mandato tenha um olhar mais igualitário e mais justo para a nossa querida América Latina”, defendeu o ex-presidente. E completou: “Como sou otimista, eu acredito que um dia os Estados Unidos vão rever a sua posição, e espero que seja no governo Obama, pois na existe nenhuma razão para continuar com o bloqueio a Cuba.”
 
A conferência, a terceira realizada em dez anos, é patrocinada pela Oficina do Programa Martiano, que se propõe a debater internacionalmente a contribuição intelectual do herói da independência cubana, José Martí. O evento coincide com os 160 anos de Martí e com o aniversário de 60 anos da invasão do Quartel Moncada, um importante marco da Revolução Cubana, e reuniu cerca de 1.500 participantes, dos quais 800 estrangeiros de 44 países.
 
Lula abriu seu discurso pedindo um minuto de silêncio para as vítimas do incêndio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e fez uma homenagem a Hugo Chavez, que se encontra internado em Havana, em tratamento de saúde. E ressaltou a importância do evento para a integração latino-americana. “Vocês não podem voltar para suas casas e simplesmente colocar isso [a participação no evento] nas suas biografias. É necessário que vocês saiam daqui cúmplices e parceiros de uma coisa maior, de uma vontade de fazer alguma coisa juntos mesmo não estando reunidos”, afirmou Lula. A interação permitida pelos meios de comunicação modernos, como a internet, abre grandes possibilidades de furar o bloqueio de informação imposto pela mídia tradicional aos governos progressistas e ao processo de integração latino-americano. “Nunca tivemos tanta oportunidade de sermos tão independentes”, observou.
 
“Nem reclamo, porque no Brasil a imprensa gosta muito de mim”, ironizou o ex-presidente. E deu a sua opinião sobre a razão pela qual a mídia tradicional tem resistência a ele: “Eu nasci assim, eu cresci assim e vou continuar assim, e isso os deixa [os órgãos de imprensa] muito nervosos”. O mesmo se aplicaria aos outros governos progressistas da América Latina: “Eles não gostam da esquerda, não gostam de [Hugo] Chavez, não gostam de [Rafael] Correa, não gostam de [José] Mujica, não gostam de Cristina [Kirchner], não gostam de Evo Morales, e não gostam não pelos nossos erros, mas pelos nossos acertos”, disse. Para Lula, as elites não gostam que pobre ande de avião, compre um carro novo ou tenha uma conta bancária.
 
“Quem imaginava que um índio, com cara de índio, jeito de índio, comportamento de índio, governaria um país e, mais do que isso, seu governo daria certo?”, indagou Lula, referindo-se a Evo Morales, presidente da Bolívia. Ele contou que a direita brasileira queria que ele brigasse com Evo, quando ele estatizou a empresa de gás boliviana, que era de propriedade da Petrobras. “Aí eu pensei: eu não consigo entender como um ex-metalúrgico vai brigar com um índio da Bolívia”, contou o ex-presidente, sob os aplausos da plateia.
 
Lula se encontra com Fidel em Cuba. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
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Clique aqui para assistir o discurso completo de Lula, que foi transmitido pela Telesur.
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lula vai a Cuba para participar de conferência


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na noite de segunda-feira, dia 28, a Havana para participar da 3ª Conferência Internacional Pelo Equilíbrio do Mundo.
 
Na terça-feira, dia 29, ele participou do lançamento do livro Os últimos soldados da Guerra Fria, do escritor brasileiro Fernando Morais, e da inauguração da conferência que homenageia José Martí, herói nacional cubano e seu 160º aniversário de seu nascimento.
 
A Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo é uma reunião de pensadores, militantes e autoridades, que reúne mais de 600 delegados procedentes de 44 países, em busca da formação de um pensamento para solucionar os problemas mundiais a partir da influência de José Martí.
 
Martí é um dos mártires responsáveis pela independência de Cuba e um dos teóricos seguidos por Raul e Fidel Castro para embasar a Revolução Cubana, ocorrida em 1959. Lula ainda se reunirá com Raul Castro.
 
Esta é a segunda visita de Lula a Cuba desde junho de 2011 e sua primeira viagem à Ilha após concluir seu mandato. Como presidente visitou Cuba em quatro ocasiões, a última delas em fevereiro de 2010. O Lula viaja na quarta-feira, dia 30, a Santo Domingo e depois a Washington.
 
Embora não esteja na programação oficial, o encontro de Lula com Hugo Chavez era considerado provável por políticos brasileiros ligados ao ex-presidente. O governante venezuelano está internado há 45 dias na capital cubana, onde foi submetido a uma cirurgia para retirar um tumor cancerígeno da pélvis.
 
Ricardo Alarcón
Alarcón elogia o livro de Fernando Morais
O presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba, Ricardo Alarcón, qualificou de investigação primorosa o livro escrito sobre os cinco antiterroristas da Ilha intitulado Os últimos soldados da Guerra Fria do jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais.
 
Gerardo Hernandez, Antônio Guerrero, Fernando Gonzalez, Ramón Labañino e René González foram condenados a severas penas por informar sobre planos de ações violentas contra Cuba arquitetados por grupos terroristas baseados em território norte-americano.
Ao apresentar a obra – primeira edição em castelhano – no contexto da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, Alarcón ressaltou que faltava uma voz capaz de chegar ao coração das pessoas com a força de um escritor sem segredos de linguagem e com um grande afã de investigador. Morais, segundo Alarcón, é um dos escritores mais importantes de nossos tempos, que não renuncia à lucidez nem à integridade.
 
Para escrever o livro, Morais mergulhou nas dezenas de milhares de páginas do caso mais volumoso da história dos Estados Unidos, além de realizar dezenas de entrevistas com personagens envolvidos no caso. “O livro”, enfatizou Alarcón, “propõe-se a uma meta superior, sem ser a biografia de nenhum dos cinco. Ele nos aproxima de nossos heróis como seres de corpo e alma que são”.
 
Quem ler os documentos relacionados com o processo dos Cinco – como são conhecidos internacionalmente – comprovará que foram presos devido à luta que travavam, sem armas e sem violência, contra os grupos terroristas. Alarcón recordou que os meios de comunicação de Miami atuaram mais como órgãos promotores e acusadores do que como meios de informação no caso dos Cinco, aos quais se lhes reconheceu que não tinham nada que com as acusações de espionagem e de atentar contra a segurança nacional dos Estados Unidos.
 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em carta, Hugo Chavez elogia Cuba e enaltece importância da Celac

O vice venezuelano, Nicolas Maduro, lê a carta
de Hugo Chavez na reunião da cúpula da Celac.
O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, enviou uma carta lida na segunda-feira, dia 28, aos chefes de Estado presentes em cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), em Santiago, no Chile. Chavez está em Havana, Cuba, onde se recupera da quarta operação contra um câncer na região pélvica e, como idealizador do bloco, foi a principal ausência do evento.
 
Na mensagem, lida pelo vice-presidente Nicolas Maduro no início da sessão plenária, o presidente venezuelano afirmou que a Celac é o projeto de integração regional mais importante da história contemporânea da região. “A Celac é o projeto de união política, econômica, cultural e social mais importante de nossa história contemporânea. Podemos nos sentir orgulhosos: a ‘Nação das Repúblicas’, como era chamada por Simón Bolívar, começou a se tornar uma feliz realidade”. 
 
Também na carta, assinada com tinta vermelha (foto abaixo), Chavez fez elogios a Cuba e destaca que, apesar dos mais de 50 anos de bloqueio impostos ao país pelos Estados Unidos, “a intenção de isolar a maior de todas as Antilhas fracassou”. Ele também celebrou o fato de Cuba ter recebido a Presidência pró-tempore da entidade, em razão dos “anos de resistência”. A próxima reunião da entidade será em Havana, em 2015.
 
“Quis o azar e assim ficará na história que precisamente no dia de hoje, 28 de janeiro, quando Cuba assume a Presidência da Celac, coincida o aniversário de 160 anos de nascimento do apóstolo da independência cubana e um dos maiores bolivarianos de todos os tempos, José Martí”, leu Maduro.
 
Além de Cuba, Chavez também abordou o que considera um processo de “militarização progressiva das Ilhas Malvinas”. “A justiça (internacional) está toda do lado de Cuba e Argentina. Se somos uma Nação de repúblicas, nossa soberania é de toda a ‘Grande Pátria’, e devemos fazê-la ser cumprida”.
 
O presidente venezuelano também pediu aos membros do bloco urgência em fazer cumprir os planos de alfabetização e erradicação da fome incluídos no Plano de Ação de Caracas.
“Através da Celac, nós poderemos sustentar o crescimento econômico com um forte investimento social, acordado em uma agenda comum para a igualdade e para o reconhecimento ao direito universal que tem cada um de nossos cidadãos, sem exclusão, para receber saúde e educação gratuitas”.

Lucio Lisboa, inagotable surtidor brasileño de amor por Cuba

Lucio Lisboa
Olga Lidia Perez Rodriguez, via Radio Ciudad Habana
 
Ocurrió a finales de la pasada década del noventa. En noviembre de 1998 tal vez. Una amplia delegación brasileña llegaba a la Casa de la Poesía de la Oficina del Historiador de la Ciudad. Procedían todos de Sao Paulo y visitaban Cuba no solo para conocer nuestro país, sino también como muestra de solidaridad.
 
El promotor y organizador de aquel viaje era un hombre que desde cada partícula de su cuerpo hacía brotar un amor intenso e inmenso hacia la Revolución Cubana, hacia el pueblo nuestro, que disfrutaba como ningún otro cada intercambio, que preguntaba pero también explicaba, argumentaba y motivaba a sus coterráneos, que se bebía con deleite hasta la última gota de la tertulia que les ofrecimos, y saboreaba con placer indudable las interpretaciones de Ángel Díaz y Augusto Blanca, dos grandes trovadores cubanos. A partir de ese encuentro, devino colaborador sistemático de varios de los proyectos culturales que desarrollábamos en la entonces muy joven institución habanera, y fuimos conociendo toda la hondura y alcance de su labor – constante y tenaz – para mostrar en su Brasil, el rostro verdadero, la humanidad toda de la Revolución Cubana.
 
Lucio Lisboa, ingeniero químico de profesión, nacido en Angatuba, una ciudad situada al oeste del estado de Sao Paulo, es además un profundo conocedor y defensor de las raíces culturales de su pueblo y de sus expresiones más auténticas, un fotógrafo que sabe encontrar y transmitir la pasión, la intensidad de los hombres y mujeres que con su lente capta, un promotor cultural vehemente con una especial sensibilidad hacia la música, un hombre de ideas, de sueños, un luchador incansable a favor de Cuba y su Revolución.
 
Y de esa interminable historia de amor, de su surgimiento y vuelo, nos hace Lucio partícipes:
 
“He visitado Cuba en trece ocasiones. La primera fue en 1985 y la última en 2011. Mi primer viaje fue para participar en un Congreso internacional sobre Planificación Física, un evento sobre medio ambiente celebrado en el Palacio de las Convenciones. Vine al frente de la delegación brasileña integrada por 25 personas, todas vinculadas a la cuestión ambiental.
 
“En aquella época Brasil no mantenía relaciones diplomáticas con Cuba –se reanudaron un año más tarde, en 1986-, y el país vivía los últimos estertores de una férrea dictadura militar. Pero incluso bajo ese clima hostil hacia la Revolución Cubana, conseguimos que nuestra delegación tuviera carácter oficial, hecho inédito hasta ese momento.
 
“Invertimos tres días para llegar a La Habana, realizando un periplo por varios países de América Latina. Ese viaje marcó a todos los miembros de la delegación brasileña por el alto nivel y la organización del evento, así como por la recepción cariñosa y hospitalaria de los compañeros cubanos.
 
“Y yo, ávido por conocer Cuba, cuya Revolución alentó mis sueños de justicia en la adolescencia, quedé apasionado por Cuba. Fue amor a primera vista.
 
“Al regresar a Brasil, entré inmediatamente en la Asociación Cultural José Martí de Sao Paulo, que por entonces desarrollaba un trabajo político en pro de la reanudación de las relaciones diplomáticas entre Brasil y Cuba. La Asociación estaba compuesta por personas ligadas a los partidos de izquierda, sindicatos de trabajadores, movimientos populares, etc. Me comprometí con esa lucha con todo fervor y dedicación. Y en 1986, la gran victoria: Brasil tras 24 años, volvió a tener relaciones diplomáticas plenas con Cuba“.
 
– En numerosas ocasiones y año tras año, llegan a La Habana brasileños que traen consigo una suerte de guía sociocultural de la ciudad que les elaboras y recomiendas, – ¡incluso de acuerdo a la edad y a las profesiones!-, y que abarca desde recorridos por La Habana patrimonial, teatros y museos, hasta visitas a escuelas, círculos de abuelos, hospitales, CDR… Tan abarcadora es que resulta bien difícil lograr completarla toda. Ese querer mostrar la verdad de Cuba, que puedan palparla, conocerla, sin eludir las dificultades, hacerles descubrir la luz de nuestro proceso, muy por encima de las manchas, esas a las que los medios de comunicación en Brasil aluden una y otra vez. ¿Cómo desarrollas esa labor a la que te has volcado entre tus compatriotas a favor de la solidaridad con Cuba?
 
– Como ya expliqué, entré en la Asociación Cultural José Martí en 1985 y permanecí en ella hasta medidos de los años 90, cuando comenzó a llamarse Asociación ‘Nuestra América’. Fue, en realidad, un cambio de mando: la vieja guardia de militantes, para bien, decidió apartarse un poco del trabajo más directo y regular de solidaridad con Cuba, porque supo que había cumplido con una etapa de lucha, en tiempos de la dictadura, y entregó la batuta a militantes más jóvenes con nuevas propuestas de trabajo, ahora en el marco de un nuevo contexto político en Brasil.
 
En 1998, junto a varios amigos, vecinos de Villa Magdalena y sus alrededores, en Sao Paulo, formamos un grupo de solidaridad con Cuba, en torno al restaurante Soteropolitano, cuyo dueño, Julio Valverde, también gran amigo de Cuba, no solo apoyó la idea, sino que abrió las puertas de su establecimiento para las reuniones y actividades del Grupo. La propuesta era y es, trabajar por la aproximación cultural entre Brasil y Cuba: una forma estratégica de ganar más dividendos políticos respecto de la cuestión cubana.
 
Este nuevo enfoque tiende a potencializar las relaciones culturales entre los pueblos cubano y brasileño, con el viaje de artistas (músicos, poetas, escritores e intelectuales) brasileños a Cuba, y trayendo a Brasil a exponentes de la cultura cubana.
 
En estos más de diez años de actividad, el grupo Soteropoliotano de solidaridad con Cuba, como se le conoce, ya ha promovido lecturas, lanzamientos de libros, encuentros musicales, exposiciones de artes plásticas de brasileños en Cuba y de cubanos aquí en São Paulo.
 
 
– El grupo Soteropoliotano se inserta, lógicamente, en el conjunto de actividades que desarrollan las asociaciones solidarias con Cuba en Brasil, en Sao Paulo en especial. ¿Cómo valoras el trabajo que se está desarrollando en tu país en torno a la solidaridad con Cuba?
 
– Con excepción de uno o dos estados brasileños, todos los demás poseen asociaciones de solidaridad con Cuba, que desde hace un buen tiempo vienen realizando un fuerte trabajo de divulgación de la realidad cubana, contrarrestando la férrea propaganda anticubana de los medios, tanto hablados como escritos, ligados a las transnacionales de la información.
 
Recientemente se creó un sitio web (www.blogsintesecubana.blogspot.com) que actualiza semanalmente las informaciones sobre Cuba, y ofrece espacio a los demás sitios informativos de todas las asociaciones brasileñas. Una buena noticia: la blogosfera de izquierda, con buena repercusión en la opinión pública, ya comienza a solidarizarse con la causa cubana. Esa moderna herramienta de comunicación agiliza las acciones de la militancia: encuentros, folletos, marchas, asambleas, reuniones para conmemorar fechas históricas cubanas etc.
 
En Sao Paulo hace seis años se creó el MPSC (Movimiento Paulista de Solidaridad con Cuba), que agrupa a más de 50 organizaciones (partidos políticos, sindicatos obreros, movimientos populares, diputados, entidades religiosas, etc.), que con el apoyo del consulado de Cuba en esta ciudad, viene realizando un trabajo de envergadura. Prueba de ello fue la excelente convención anual celebrada en Sao Paulo, en junio de 2011, de todas las asociaciones y movimientos solidarios con Cuba en Brasil. El evento, que se desarrolló en el Memorial de América Latina, contó con más de 600 participantes, y se debatieron temas candentes de la realidad cubana, y nuevas formas de luchas políticas a favor de la Revolución Cubana.
 
– En junio de 2010, se inauguró en el ya citado Restaurante Soteropolitano, la exposición fotográfica “Rostros y máscaras – Cultura popular en Sao Paulo” (Rostos e Mascaras – Cultura Popular em São Paulo), con 32 imágenes impresas en tres diferentes soportes –en papel fotográfico, en papel de algodón y en lona-, y que posteriormente se ha presentado en otras ciudades brasileñas. Otras dos exposiciones de fotografía le habían antecedido, “Una mirada sobre La Habana” (Um Olhar sobre Havana) en 2004, y “Ojos negros” (Olhos Negros) en 2006. ¿Cómo llegas a la fotografía y cuáles son los temas te atrapan?
 
– Debo aclarar que soy un fotógrafo temporal, pues solo después de mi jubilación (soy ingeniero químico ambientalista) hice un curso de fotografía para mejorar técnicamente y perfeccionar mi ‘mirada fotográfica’.
 
Como dice el gran fotógrafo brasileño Sebastião Salgado, “el secreto de la fotografía está en la mirada, el resto es técnica”, o como decía el maestro Cartier Bresson, “para lograr una buena foto es imprescindible que estén en total sintonía, ojo, mente y corazón”, porque de ahí sale la foto.
 
Comencé fotografiando paisajes urbanos, rurales y marinos, y poco a poco me fui encaminando hacia el retrato, que además de la técnica (encuadre, fotometraje, foco, etc.) requiere desarrollar ardides de convencimiento: es decir, la persona que será retratada necesita estar convencida de dejarse retratar. El fotógrafo necesita convencer a la persona que será fotografiada, y a veces ese procedimiento no resulta fácil, entonces, hay que utilizar métodos de persuasión para conseguir una buena foto. El retratista, además de fotógrafo, necesitar ser un poco psicólogo.
 
 
El trabajo fotográfico “Rostros y máscaras” lo realicé entre el 2003 y el 2008, es decir durante cinco años, acompañando en sus investigaciones sobre cultura popular tradicional, en el Estado de Sao Paulo, a la antropóloga María Celeste Mira, profesora titular las la PUC: Pontificia Universidad Católica de São Paulo.
 
Durante esos cinco años la acompañé a fiestas populares en más de 20 ciudades, donde pude constatar la presencia de las siguientes manifestaciones de la cultura popular tradicional de Sao Paulo: fandango, catira (1), congada (2), mozambique (3), fiesta de reyes (folia de reis) (4), fiesta del divino (folia do divino) (5), rueda de guitarreros (roda de violeiros) (6), samba de roda (7), samba de umbigada (8) etc.
 
Estas tradiciones marcadamente influenciadas por las culturas africanas e ibéricas, de carácter profano-religioso, han resurgido últimamente con mucha fuerza y están siendo incorporadas por las jóvenes generaciones de artistas y artesanos que siguen el legado de sus ancestros.
 
Debo también añadir que esas manifestaciones tradicionales no siguen los dictámenes de la industria cultural de masas, alienante y vulgarizadora, y se muestran como una verdadera cultura de resistencia frente a la globalización desnacionalizadora.
 
– Hay, además, otra pasión que abrasa a Lucio: el rescate y la salvaguarda de las tradiciones populares. Durante mucho tiempo te entregaste con toda tu fuerza y perseverancia a la recuperación de las raíces del carnaval de Angatuba, tu ciudad natal…
 
– A finales de 1987, un amigo mío y yo tuvimos una idea un tanto visionaria: intentar realizar un carnaval bien popular, tomando en cuenta las viejas tradiciones de nuestros carnavales, con el rescate de sus géneros musicales: la tradicional marcha o “marchinha’ (9) de carnaval y sus subgéneros, la “marcha-rancho”, algo más lenta, y el frenético frevo.
 
También quisimos rescatar los disfraces. En los antiguos carnavales, las personas se disfrazaban espontáneamente a su manera. Por ejemplo, en Brasil existe una gran tradición de hombres disfrazados de mujer…, y todo eso se estaba perdiendo, estaba prácticamente desapareciendo. Fue un proceso que comenzó cuando la dictadura militar prohibió las manifestaciones populares y acabó con el carnaval auténticamente popular, y la clase media y la alta burguesía impusieron un modelo basado en las escuelas de samba de Rio de Janeiro, pero a partir de un gran esquema mercantil diseñado por la nefasta industria cultural. Los sambistas tradicionales (negros y mulatos) pasaron a tener un papel secundario, solamente como percusionistas encargados del ritmo de samba que solo ellos saben hacer. A los pobres solo les queda ser simples espectadores de la televisión porque no pueden pagar las carísimas entradas, adquiridas por ricos turistas brasileños y extranjeros.
 
En Angatuba, hasta los años 70, el carnaval de la ciudad se celebraba en un club, un espacio de la Iglesia católica, que cedía ese salón para “el baile de carnaval”, como se le llamaba entonces. Y aunque la entrada no era tan cara, tampoco era accesible a las clases populares. Debo aclarar que hasta los años 60, el carnaval se celebró siempre en las calles con participación popular.
 
Pero esos bailes en el salón se saturaron, se debilitaron, y el carnaval regresó de nuevo a las calles, entonces con otro enfoque: imitar al carnaval de Rio de Janeiro, incentivado por los medios de comunicación. Y comenzó a desarrollarse en Angatuba ese tipo de carnaval con desfile de escuelas de samba (como en casi todo Brasil, salvo en el Nordeste), sin ninguna tradición, sin ningún arraigo, porque las escuelas de samba son originales de Rio, creadas por los negros de las favelas, por grandes sambistas, hoy completamente desvirtuadas y transformadas en un gran espectáculo de y para la elite.
 
Yo provengo de una familia de músicos, muy carnavalesca, fui criado en el ambiente de la vieja tradición de disfrutar el carnaval, disfrazarse, cantar marchas y bailar al compás de ese ritmo. Cuando en los años 80 comenzó ese otro tipo de carnaval que era una copia caricaturesca del carioca, no lo pude soportar y me fui durante nueve años seguidos a los carnavales de Recife y Olinda, tremendamente populares (como en Santiago de Cuba), y viví la fuerza del frevo y de la fiesta con la participación del pueblo.
 
Volví a participar en el carnaval de Angatuba estimulado por mi hermano, entonces alcalde de la ciudad, con la propuesta de intentar hacer un carnaval de y para el pueblo, que priorizara la participación de las clases populares, sin acabar con el desfile de la escuelas de samba. La idea entonces fue crear un bloque que atrajese la participación del pueblo, y junto a un grupo de personas creamos el bloque “Vai QUEM Qué” (Vaya quién quiera), que comenzaba en la periferia, donde están los barrios pobres, y terminaba en el centro de la ciudad, al son solamente de las antiguas marchas y frevos. Además, de Olinda traje la idea de los muñecones y de la cobra: y llegamos a tener 10 muñecones y una cobra de 22 metros.
 
El primer carnaval lo celebramos en 1988. Al principio fue muy difícil, con problemas estructurales del sistema de sonido del vehículo y un fortísimo rechazo de la clase media. Nuestro bloque comenzó como una pequeña tropa de pobres, pero fuimos superando obstáculos, fuimos creciendo en participación hasta lograr la adhesión de la clase media, que comprendió que el pobre no es un bicho raro. Llegamos a alcanzar la participación de seis mil personas (la ciudad tiene 20 000 habitantes), convirtiéndose en la principal atracción del carnaval de Angatuba. “Vai Quem Qué” revivió con fuerza el antiguo y tradicional carnaval popular.
 
Esta es una pequeña historia de la que me siento orgulloso porque contribuí para que pudiera hacerse realidad.
 
– Muchos afirman que los cubanos y brasileños parecemos uno, que nos diferenciamos sobre todo por las lenguas que hablamos (de una misma familia, por demás). ¿Cuáles son, en tu opinión, los rasgos o las características que nos son comunes? ¿Qué nos hace tan similares?
 
– Sin recurrir a análisis sociológicos o antropológicos, y sí, a mis vivencias en tierras cubanas, debo decir que el cubano y el brasileño son los dos pueblos que más se parecen, que más se identifican, cuando nos referimos a América Latina. Esto lo afirmo sin la menor duda, pues conozco una buena parte del continente latinoamericano. Se parecen en el biotipo, en el temperamento, en la idiosincrasia, en la manera de concebir la vida, en la sociabilidad etc.
 
Las razones van desde nuestra formación étnica, pues parafraseando al maestro Fernando Ortiz, nuestro ajiaco etno-racial, básicamente es el mismo: el negro africano y el ibérico, más algunas pizcas de asiático, árabe, latino, eslavo, anglosajón, etc. Los africanos que llegaron a Brasil y a Cuba a trabajar en la fabricación del azúcar procedían primordialmente de dos etnias (yoruba, congo), que influenciaron fuertemente la formación cultural (música, comida, lengua, temperamento) de ambos pueblos. Lo mismo se puede decir de la influencia de los pueblos ibéricos, portugueses y españoles, en nuestra formación etno-cultural. Tampoco debemos obviar la influencia ambiental: Cuba y gran parte de Brasil son zonas tropicales. El mismo sol y bellas playas, que la naturaleza nos dio en abundancia.
 
El resultado de esa bella mezcla hace que cubanos y brasileños se identifiquen en la música contagiosa, en el temperamento alegre, malicioso y natural, en la comida sabrosa, en el gusto por el deporte, en la religión de origen africano (candomblé y santería), y hasta en la saludable costumbre de hablar mal de la vida ajena…
 
Yo en Cuba me siento casi cubano…, solo que la lengua hablada en el barrio de Cayo Hueso a veces me deja con cara de gringo.
 
– Y de la cultura cubana en general y de su música en particular, ¿qué atrapa más a Lucio?
 
– La Revolución Cubana todavía no ha podido realizar el sueño del Che: crear un hombre nuevo. Sin embargo, en los últimos 54 años, con todos los problemas que Cuba ha enfrentado, incluyendo los difíciles y turbulentos años del Periodo Especial, el país ha conseguido impresionantes conquistas en el arte, la literatura, las ciencias, el deporte y la seguridad social, gracias a fuertes inversiones en las áreas de cultura, educación y salud pública. Sin dudas, el pueblo cubano es el más culto, instruido y educado de América Latina, siendo este capital humano, o cultural, como diría el gran sociólogo francés Bourdieu (10), la mayor riqueza de la Revolución Cubana. Las Artes Plásticas, la Danza clásica, contemporánea y tradicional, la música popular y culta, el cine y la literatura (principalmente la poesía) son manifestaciones artísticas en las que Cuba se destaca en el escenario mundial, fruto de las excelentes Escuelas de Arte esparcidas por toda la isla. Por eso no es de extrañar que cerca de un millón de cubanos tenga acceso directamente al acontecimiento artístico.
 
Yo, como un fanático melómano, adoro la música popular cubana. Provengo, como ya dije, de una familia musical: mi abuelo paterno fue Director de la banda municipal en mi ciudad natal, en el interior del estado de Sao Paulo, y todos sus hijos, incluido mi padre, fueron músicos, de ahí mi interés, diría que genético por la música. Cuando era niño y adolescente escuchaba muchos boleros, chachachá, rumba y mambo (nunca me olvido de la fabulosa orquesta de Pérez Prado, de ahí mi interés por la música cubana.
 
Cuando viajé a Cuba por primera vez en 1985, y tuve contacto directo con la música popular cubana, quedé en estado de éxtasis, y desde entonces mi pasión continuó aumentando con el paso de los años. Dentro del espectro musical cubano, lo que más me encanta es el jazz latino, el filin, el son tradicional, etc. ¡Esos géneros musicales me encantan! Tuve la suerte de ser amigo de dos grandes filin: Angelito Díaz y Ñico Rojas, que me introdujeron en el mundo encantado del filin. Nunca me olvido, en los años ochenta, de las noches de filin en el Pico Blanco (11), escuchando a Angelito (Ángel Díaz), Omara (Portuondo), Elena Burque, César Portillo, etc. Más recientemente, de los años noventa para acá, no dejo de ir a la meca del jazz cubano: la internacionalmente famosa ‘La Zorra y el Cuervo’(12), donde he tenido la oportunidad de conocer músicos de gran calibre como Chucho Valdés, Gonzalito Ruvalcaba, Boby Carcasés, Roberto Carcasés, Roberto Fonseca, Rolando Luna, Orlando Sánchez, Javier Zalba, Yazek Manzano, Ernesto Vega, Alejandro Vargas, etc. Cuba hoy debe ser el país donde el jazz es más tocado, desarrollado y cultivado.
 
Con el son tradicional, me vienen al recuerdo los viajes a Santiago, ciudad tremendamente musical, donde se respira son, bolero y vieja trova. Compay Segundo, Eliades Ochoa, el Trío Matamoros, el Septeto Santiaguero, y los viejos soneros son mis preferidos. Y no puedo dejar de referirme a la Nueva Trova cubana, que al son de las voces de Pablo (Milanés), Silvio (Rodríguez), Noel (Nicola), (Vicente) Feliú, Augusto Blanca, Sara (González), Amaury (Pérez Vidal), me arroparon en mis tiempos universitarios, y me hicieron cree en la Humanidad.
 
Lucio Lisboa, ese brasileño tremendamente cubano, regresará a Cuba a finales de este 2013 recién comenzado. Vendrá por decimocuarta ocasión, ahora como parte de un proyecto de intercambio cultural, “Artes y Oficios” (Artes e Ofícios) de los artistas plásticos brasileños Eloísa Marques y Pedro Cury, que será acogido por la Casa de África y otras instituciones capitalinas, y con él, su exposición fotográfica “Rostros y máscaras”, para que podamos apreciar no solo su arte, sino para que nos reconozcamos también en ella. Mientras, continuará, incansable y renovador, su quehacer solidario, su intensa entrega, convertida para quienes lo conocemos en sus dos patrias, en una leyenda de permanencia y solidaridad.
 
(1) Catira es una danza folklórica brasileña, donde el ritmo musical es marcado por el batir de pies y manos de los bailarines. Sus coreografías son ejecutadas la mayoría de las veces por hombres, cuya cifra puede variar entre seis y diez integrantes. Es una danza típica del interior de Brasil. (Datos tomados de Wikipédia, a enciclopédia livre)
 
(2) Danza popular dramática brasileña de origen africano.
 
(3) Danza folklórica de Sao Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro y Rio Grande do Sul, que se desarrolla durante las fiestas religiosas de El Divino, Fiesta de Reyes, etc. Consiste en una procesión por las calles bailando y cantando con instrumentos de percusión, cuerdas y campanillas atadas a los tobillos. (Datos tomados de Wikipédia, a enciclopédia livre)
 
(4) Es un festejo de origen portugués ligado a las celebraciones del culto católico de la Navidad, que aún se mantiene vivo en el folclore de muchas regiones de Brasil. Tiene un carácter profano-religioso. (Datos tomados de Wikipédia, a enciclopédia livre)
 
(5) Es una celebración del Espíritu Santo, de origen portugués, llegado a Brasil en las primeras décadas de la colonización. Actualmente la fiesta del Divino, como se le conoce, se puede encontrar en prácticamente todas las regiones del país, aunque sus características varían de acuerdo a cada región. (Datos tomados de Wikipédia, a enciclopédia livre)
(6) La ‘rueda de guitarreros’ (roda de violeiros) se desarrolla con la guitarra campesina brasileña (viola caipira), un instrumento de cinco órdenes de cuerdas metálicas, llevado a Brasil por los portugueses en la etapa colonial – siglos XVI-XVII. La ‘viola caipira’ marca el contrapunto, el ritmo y un poco de armonía, y se hace acompañar también por la guitarra tradicional. Fue incorporada a la música “guajira” brasileña, y no hay fiesta rural en Brasil sin su presencia. En una ‘rueda de guitarreros’ (roda de violeiros), la ‘viola caipira’ es la soberana y no puede ser sustituida por la guitarra clásica. (Datos aportados por el entrevistado)
 
(7) Es una variante musical más tradicional del samba, originaria del estado brasileño de Bahía, probablemente en el siglo XIX. (Datos tomados de Wikipédia, a enciclopédia livre)
 
(8) Danza afrobrasileña surgida a mediados del siglo XIX. Llegada a Brasil con los esclavos, era practicada en los quilombos. (Datos tomados de Wikipédia, a enciclopédia livre)
 
(9) La Marcha de Carnaval, conocida también como “marchinha”, es un género de la música popular que predominó en los carnavales brasileños hasta los años sesenta del siglo XX. (Datos tomados de Wikipédia, a enciclopédia livre)
 
(10) Pierre Bourdieu (1930 –2002) reconocido sociólogo francés, con amplias influencias en las ciencias humanas y sociales contemporáneas.
 
(11) Antiguo bastión habanero del filin situado en el Hotel St. John’s, en el Vedado.
 
(12) Club habanero de jazz.