quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lula vai a Cuba para participar de conferência


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na noite de segunda-feira, dia 28, a Havana para participar da 3ª Conferência Internacional Pelo Equilíbrio do Mundo.
 
Na terça-feira, dia 29, ele participou do lançamento do livro Os últimos soldados da Guerra Fria, do escritor brasileiro Fernando Morais, e da inauguração da conferência que homenageia José Martí, herói nacional cubano e seu 160º aniversário de seu nascimento.
 
A Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo é uma reunião de pensadores, militantes e autoridades, que reúne mais de 600 delegados procedentes de 44 países, em busca da formação de um pensamento para solucionar os problemas mundiais a partir da influência de José Martí.
 
Martí é um dos mártires responsáveis pela independência de Cuba e um dos teóricos seguidos por Raul e Fidel Castro para embasar a Revolução Cubana, ocorrida em 1959. Lula ainda se reunirá com Raul Castro.
 
Esta é a segunda visita de Lula a Cuba desde junho de 2011 e sua primeira viagem à Ilha após concluir seu mandato. Como presidente visitou Cuba em quatro ocasiões, a última delas em fevereiro de 2010. O Lula viaja na quarta-feira, dia 30, a Santo Domingo e depois a Washington.
 
Embora não esteja na programação oficial, o encontro de Lula com Hugo Chavez era considerado provável por políticos brasileiros ligados ao ex-presidente. O governante venezuelano está internado há 45 dias na capital cubana, onde foi submetido a uma cirurgia para retirar um tumor cancerígeno da pélvis.
 
Ricardo Alarcón
Alarcón elogia o livro de Fernando Morais
O presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba, Ricardo Alarcón, qualificou de investigação primorosa o livro escrito sobre os cinco antiterroristas da Ilha intitulado Os últimos soldados da Guerra Fria do jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais.
 
Gerardo Hernandez, Antônio Guerrero, Fernando Gonzalez, Ramón Labañino e René González foram condenados a severas penas por informar sobre planos de ações violentas contra Cuba arquitetados por grupos terroristas baseados em território norte-americano.
Ao apresentar a obra – primeira edição em castelhano – no contexto da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, Alarcón ressaltou que faltava uma voz capaz de chegar ao coração das pessoas com a força de um escritor sem segredos de linguagem e com um grande afã de investigador. Morais, segundo Alarcón, é um dos escritores mais importantes de nossos tempos, que não renuncia à lucidez nem à integridade.
 
Para escrever o livro, Morais mergulhou nas dezenas de milhares de páginas do caso mais volumoso da história dos Estados Unidos, além de realizar dezenas de entrevistas com personagens envolvidos no caso. “O livro”, enfatizou Alarcón, “propõe-se a uma meta superior, sem ser a biografia de nenhum dos cinco. Ele nos aproxima de nossos heróis como seres de corpo e alma que são”.
 
Quem ler os documentos relacionados com o processo dos Cinco – como são conhecidos internacionalmente – comprovará que foram presos devido à luta que travavam, sem armas e sem violência, contra os grupos terroristas. Alarcón recordou que os meios de comunicação de Miami atuaram mais como órgãos promotores e acusadores do que como meios de informação no caso dos Cinco, aos quais se lhes reconheceu que não tinham nada que com as acusações de espionagem e de atentar contra a segurança nacional dos Estados Unidos.
 

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