segunda-feira, 29 de abril de 2013

EUA negam autorização para filha de Raul Castro receber prêmio na Filadélfia

 
Mariela Castro era esperada para uma conferência na próxima semana sobre direitos civis de comunidades LGBT.
 
 
A filha do presidente cubano Raul Castro teve negada pelo Departamento de Estado norte-americano a permissão para ir até a cidade da Filadélfia, na Pensilvânia, para participar de uma conferência e receber um prêmio por seu ativismo pelo direito dos homossexuais, segundo informações da agência AP.
 
Mariela Castro era esperada para uma conferência sobre direitos civis de comunidades lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, patrocinada pelo Fórum da Igualdade, de acordo com Malcolm Lazin, representante jurídico do organizador. Ao final do evento, a cubana receberia um prêmio após um jantar.
 
“Nós achamos chocante que nosso Departamento de Estado negue o direito de liberdade de expressão, particularmente em um encontro internacional sobre direitos civis, para qualquer pessoa, muito menos para a filha do presidente cubano”, disse Lazin.
 
Porta-voz do órgão do governo norte-americano, Noel Clay afirmou que não faria comentários sobre o caso porque os registros de vistos são confidenciais. Mariela estava em Nova Iorque na quinta-feira, dia 25, participando de uma reunião das Nações Unidas. O Departamento de Estado proíbe diplomatas cubanos de viajar a mais de 40 quilômetros da região central de Manhattan.
 
Mariela, sobrinha de Fidel, é diretora do Centro Nacional para Educação Sexual de Cuba. Proeminente ativista no país, Mariela instituiu campanhas de conscientização e treinamento policial especificamente para lidar com a comunidade LGBT e age para legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo.

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