segunda-feira, 6 de maio de 2013

Brasil trará 6 mil médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes

Os ministros das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Eduardo Rodriguez Parrilla,
e do Brasil, Antônio Patriota, concedem entrevista no Palácio Itamaraty.
Foto de Wilson Dias/ABr
Renata Giraldi, via Agência Brasil
 
Os governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, estão acertando como será a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes. Os detalhes estão em negociação. Os ministros das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e o cubano Bruno Eduardo Rodriguez Parrilla, anunciaram na segunda-feira, dia 6, a parceria.
 
Patriota e Rodriguez não informaram como será a concessão de visto – se será definitivo ou provisório. Segundo o chanceler brasileiro, há um déficit de profissionais brasileiros na área de saúde atuando nas áreas carentes do país, daí a articulação com Cuba.
 
“Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico”, disse ele.
 
As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi iniciada pela presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2012, quando visitou Havana, a capital cubana. Ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no Serviço Único de Saúde (SUS).
 
“Cuba tem uma proficiência grande na área de medicina, farmacêutica e de biotecnologia. O Brasil está examinando a possibilidade de acolher médicos por intermédio de conversas que envolvem a Organização Pan-Americana de Saúde, e está se pensando em algo em torno de seis mil ou pouco mais”, destacou Patriota.
 
Segundo o chanceler brasileiro, as negociações estão em curso, mas a ideia é que os profissionais cubanos atuem nas áreas mais carentes do Brasil. “Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil, no sentido de dar atendimento a regiões particularmente carentes no Brasil”, disse.
 
A visita do chanceler de Cuba ocorre no momento em que o presidente cubano, Raul Castro, implementa mudanças no país, promovendo a abertura econômica e avanços na área social. Segundo Bruno Rodriguez, a parceria com o Brasil é intensa principalmente nas áreas econômica, social e turística. “Há um excelente intercâmbio de ideias”, disse o cubano.
 
O comércio entre Brasil e Cuba aumentou mais de sete vezes no período de 2003 a 2012, segundo o Ministério das Relações Exteriores. De 2010 a 2012, as exportações brasileiras para Cuba cresceram 36,9%. No ano passado, o comércio bilateral alcançou o recorde de US$661,6 milhões.

5 comentários:

  1. Ninguna duda existe que Cuba es una potencia mundial en salud,sus logros se miden en el impresionante descenso de la mortalidad infantil que supera a los índices de los llamados países desarrollados.Eso se llama invertir en capital humano.
    Saludos a Cuba y su victorioso proceso revolucionario socialista.
    Lautaro Fucik ( Chile )

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    1. "Saludos a Cuba y su victorioso proceso revolucionario socialista"!
      pessoa36@gmail.com

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  2. Na verdade se Cuba fosse boa em saúde não faria a barbeiragem com Chávez. Em segundo lugar, isso é uma esmola que o Brasil dá aos médicos desempregados em Cuba e ao país que vive de esmolas. Daqui eles poderão enviar dinheiro para cubanos.

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  3. Papo furado sobre a qualidade de assistência em Cuba. Números da tal mortalidade infantil é extremamente manipulada sòmente para fins de propaganda para enganar trouxas esquerdistasa. Uma verginha ao Brasil se realmente esta importação se tornar realidade. Afinal se o governo me pagasse o que pagará a Cuba por cada médico, eu já estaria no interior carente brasileiro fazendo Medicina. Aliás, e as condições de trabalho qual serão? Teremos laboratórios de confiança, aparelhagem moderna, hospitais bem equipados, equipe de enfermagem decente, material disponivel? Ou estes "cubanos" virão sòmente para a doutrinação dos mais carentes e assim formar o exército de guerrilheiros caso os todos poderosos de hoje se encontrem em mal lençois, aliás o que poderá ocorrer se continuarem a fazer o que vem fazendo nos últimos, pelo menos, 12 anos!

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  4. Sou medico brasileiro formado em Cuba, revalidei meu diploma como manda a lei. Trabalhei durante alguns anos em pequenas cidades do nordeste brasileiro, agora vivo e trabalho em São Paulo. É impossível exercer a medicina no interior do pais sem revoltar-se com as condições de trabalho, hospitais sucateados, postos de saúde precários, falta de exames, sem contar com a instabilidade de emprego, se mudar o prefeito pode pegar sua mala e procurar outra cidade pra morar. O povo e leigos no assunto acham que um medico fará muita diferença nestes casos. A vinda de médicos estrangeiros deve acontecer dentro da lei, com diplomas revalidados, de qualquer nacionalidade, porém nenhum medico enfrentará essa árdua tarefa para se submeter a penúria que é trabalhar no interior. A verdade é que o principal interesse deste assunto aos prefeitos e ao governo federal é puramente eleitoreiro, dar um falso ar de melhoria a saúde sucateada e jogada ao lixo - grande pedra no sapato do governo Dilma.

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