terça-feira, 14 de maio de 2013

Norte-americanos receberam milhões para manter o bloqueio a Cuba

Recebido de Silvio de Barros Pinheiro
 
Essa canalhice, longe de ter motivação ideológica, é movida a muito dinheiro. E o Brasil está infestado de gente que aplaude esses canalhas norte-americanos.
 
Segundo organização, quase 400 políticos ganharam cerca de US$11 milhões para fazer lobby contra a Ilha.
 
17 de novembro de 2009
 
Quase 400 legisladores e candidatos norte-americanos receberam, desde 2004, cerca de US$11 milhões de “mecenas” partidários pela manutenção do bloqueio e qualquer medida restritiva contra Cuba, segundo aponta um informe da organização independente Public Campaign. De acordo com o jornal espanhol El País, entre os congressistas que receberam dinheiro está o ex-candidato à Presidência dos EUA John McCain.
 
O grupo, que defende o financiamento público de campanhas, afirma que três congressistas republicanos da Flórida, profundos defensores de uma política mais dura contra o regime cubano, encabeçam a lista. A organização diz ainda que é significativo o número de doações para democratas, especialmente depois que o partido conquistou o controle das Câmaras, em 2006.
 
Entre os membros da bancada cubano-americana no Congresso, o deputado Lincoln Diaz-Balart, segundo a organização, recebeu US$366.964; seu irmão, Mario, US$364.176,00, e Ileana Ross-Lehtinen, US$240.050,00. O senador McCain teria recebido US$183.415,00. O senador democrata de origem cubana Bob Menendez ganhou US$165.800,00. Curiosamente, os maiores beneficiários da lista, exceto o senador independente Joseph Lieberman, são democratas, entre eles quatro representantes da Flórida.
 
Segundo o jornal, o comitê de ação política do grupo US Cuba Democracy, fundado em 2003, é o canalizador do dinheiro repassado. Seu diretor, Mauricio Claver-Carone, defende o direito constitucional e democrático de apoiar legisladores com afinidades em comum, assim como fazem os sindicatos, a Câmara de Comércio e o Comitê de Assuntos Públicos EUA-Israel, por exemplo.
 
O informe da Public Campaign mostra que ao menos 18 legisladores mudaram de opinião sobre Cuba após receber as doações. David Donnelly, diretor da Public Campaign, afirmou ao El Pais que o sistema de doações é uma “armadilha”. “São boas pessoas presas em um sistema. Se os legisladores têm que dedicar muito tempo para arrecadar dinheiro (para campanha), não haverá remédio senão ouvir aqueles que fazem doações. Porém, a realidade é que parece existir uma clara diferença entre o que as pessoas querem e o que alguns políticos defendem no Congresso.”

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