segunda-feira, 6 de maio de 2013

René Gonzalez, um dos “5 heróis cubanos”, é autorizado a permanecer definitivamente em Cuba

René com sua família em Cuba
Antiterrotista René Gonzalez está em liberdade provisória desde outubro de 2011 e não precisará retornar aos Estados Unidos.
 
 
René Gonzalez, um dos 5 cubanos condenados nos Estados Unidos por espionagem e que está atualmente em liberdade condicional após 13 anos de prisão, poderá ficar de maneira definitiva em Cuba, após renunciar à cidadania norte-americana.
 
“O acusado poderá cumprir o restante de seu período de liberdade condicional em Cuba e não terá de voltar aos Estados Unidos”, afirma a sentença de sete páginas emitida na sexta-feira, dia 3, pela juíza Joan A. Lenard, em Miami.
 
René, de 56 anos, recebeu uma autorização para viajar a seu país de origem, onde está desde 22 de abril, para acompanhar o funeral do pai, que morreu um mês antes.
 
“O acusado ofereceu sua renúncia à cidadania norte-americana diante do escritório consular (em Havana) como orientavam” as autoridades dos Estados Unidos, afirmam documentos judiciais a que teve acesso a Agência Efe.
 
Com isso, foi invalidada a recusa de Washington para que René permanecesse em Cuba. O agente está em liberdade condicional desde outubro de 2011.
 
Em abril de 2012, o agente já havia viajado à Ilha com outra permissão judicial, para visitar um irmão que estava em estado terminal.
 
Casado e com duas filhas em Cuba, Gonzalez foi detido em 1998 nos EUA, junto a Gerardo Hernandez, Ramón Labaniño, Fernando Gonzalez e Antônio Guerrero, quando o FBI desmantelou a rede antiterrorismo “Vespa”, que atuava no sul da Flórida.
 
Gerardo Hernandez, que era o líder do grupo, segundo as autoridades norte-americanas, cumpre penas de prisão perpétua, uma delas imposta por envolvimento na queda de dois aviões do grupo anticastrista “Irmãos ao Resgate” de Miami, em 1996.
 
René Gonzalez é acusado de fornecer informação sobre as atividades dos grupos anticastristas de Miami a Hernandez, que, por sua vez, transmitia os dados ao governo da Ilha.
 
“Os Cinco”, como são conhecidos em Cuba, admitiram que eram agentes do governo cubano, mas que não espionavam Washington e sim “grupos terroristas de exilados que conspiravam” contra o ex-presidente Fidel Castro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário