terça-feira, 30 de julho de 2013

Cuba avança na consolidação do socialismo, diz vice-presidente.

Fonte: CORREIO DO BRASIL
 
O socialismo em Cuba avança para a consolidação e a ilha continuará como exemplo de solidariedade, assegurou o vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, José Ramon Machado Ventura. O vice-presidente manteve um encontro com o que na ilha se chama de cooperadores, que atuam em diversos setores da saúde, com os quais comentou os mais recentes acontecimentos relacionados com as comemorações do Dia da Rebeldia Nacional, em 26 de julho.

Ele ressaltou os inúmeros gestos de solidariedade de Cuba com o resto dos países da região e do mundo. É evidente a recuperação da província de Santiago de Cuba, assolada pelo furacão Sandy, afirmou, e ressaltou a cooperação do Corpo de Engenheiros das Forças Armadas do Equador que cooperam ali com a construção de novas habitações e a reparação das instalações universitárias.

Machado Ventura assinalou que as transformações econômicas que ocorrem em Cuba demonstram a consolidação e o fortalecimento da Revolução e o processo de construção do socialismo. Para a ilha caribenha se impõe ter um socialismo sustentável, assegurou o vice-presidente cubano.

Leste e Oeste

Na busca por uma maior integração entre os países não alinhados, com vistas à sustentabilidade do socialismo a que se referia o vice-presidente Ventura, dirigentes dos partidos comunistas de Cuba e da Coreia do Norte conversaram em Pyongyang sobre temas de interesse comum, informou a imprensa oficial cubana.

O chefe do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista de Cuba (PCC), José Ramón Balaguer, e seu colega do Partido do Trabalho da Coreia do Norte, Kim Yong Il, concordaram em ressaltar “o bom estado das relações bilaterais”, segundo a agência cubana de notícias Prensa Latina. Além disso, decidiram fortalecer “os vínculos e ampliar a cooperação entre as duas organizações políticas”, acrescentou. Balaguer viajou para Pyongyang à frente da delegação que assistiu à celebração pelo 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia (1950-1953).

A visita do dirigente cubano ocorre no momento em que um navio norte-coreano se encontra retido no Panamá com equipamentos bélicos não declarados procedentes de Cuba, mas a agência cubana não faz menção alguma do incidente em seu relatório. O mercante Chong Chon Gang está desde o dia 15 de julho no porto de Manzanillo, no litoral do Caribe, retido pelas autoridades panamenhas, que encontraram armas ocultas junto com uma carga de 10 mil toneladas de açúcar procedente de Cuba e com destino à Coreia do Norte.

Após a divulgação do caso, o governo cubano reconheceu em uma nota oficial que o navio transportava 240 toneladas métricas de armamento defensivo da ilha, mas em estado “obsoleto”, que seria reparado na Coreia do Norte e depois devolvido a Cuba. Está previsto que pessoal técnico das Nações Unidas chegue ao Panamá no dia 5 de agosto para revistar os equipamentos militares a fim de determinar se foi violada alguma das resoluções do Conselho de Segurança que proíbem a Coreia do Norte de importar ou exportar qualquer tipo de armamento.

A Coreia do Norte reivindicou o navio e seus 35 tripulantes, que permanecem detidos na antiga base aeronaval americana de Sherman, nas margens do mar Caribe, depois de serem indiciados pelo Ministério Público do Panamá sob a acusação de atentar contra a segurança coletiva, segundo informações do país centro-americano.

Retirado de SOLIDÁRIOS

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