terça-feira, 10 de setembro de 2013

Cubanos merecem parabéns, diz Lula

“Cubanos deveriam ser parabenizados”, diz Lula


ex-presidente Lula: parabéns aos médicos cubanos!

Ex-presidente defende iniciativa do governo federal de trazer médicos estrangeiros para trabalhar no País e diz que "não reconhecer a solidariedade" dos cubanos é "faltar ao bom senso"; líder petista também afirma que deveria haver compreensão, pois "nós não estamos querendo substituir brasileiros por nenhum outro médico"

Os médicos brasileiros "deveriam parabenizar os cubanos", na opinião do ex-presidente Lula, que defendeu a iniciativa do governo federal de trazer profissionais estrangeiros para trabalhar em regiões pobres e com déficit de médicos. Para o petista, "não reconhecer a solidariedade dos cubanos" é "faltar ao bom senso".

"Não reconhecer a solidariedade que os cubanos e outros médicos vêm fazendo no Brasil, de suprir a deficiência em regiões onde os médicos brasileiros não estão podendo cobrir é faltar ao bom senso", declarou o cacique petista, que almoçou nesta quinta-feira (5) com deputados estaduais do partido em São Paulo.

"Acho que os médicos brasileiros deveriam parabenizar os cubamos que estão vindo pra o Brasil. Quem sabe um dia nós também não estaremos mandando médicos para subir a necessidade na África?", acrescentou o ex-presidente a jornalistas, após a evento político. Segundo ele, deveria haver "compreensão" por parte dos médicos do País, ao invés de críticas.

"O que eu acho que o Brasil deveria ter era compreensão, porque nós não estamos querendo substituir brasileiros por nenhum outro médico, nós estamos apenas querendo levar médico onde os médicos brasileiros não estão. Obviamente que faltam investimentos e outras coisas, mas a primeira coisa mais elementar é quando o cidadão ter uma dor de cabeça à noite, ele ter um médico para consultar", completou.

 

Fonte: portal Brasil 247

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Parceria entre UFRN e Universidade de Havana


Parceria entre UFRN e Universidade de Havana estuda seleção de plantas adaptadas ao semiárido

     Foto: Anastácia Vaz
          
Por João Paulo de Lima 
Temas fundamentais no desenvolvimento agrícola, relacionados ao cultivo de alimentos e ao aproveitamento de áreas marginalizadas para a produção de biocombustíveis, são objeto de estudo do Projeto de Formação e Qualificação de Profissionais Brasileiros e Cubanos. Coordenado, no Brasil, pela professora Cristiane Macedo, do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o projeto é uma parceria entre a UFRN, a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e a Universidade de Havana (UH-Cuba) e promove o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação dos dois países. A temática central do estudo está relacionada à atual situação que países da América Latina vivem, onde o processo de desertificação se acentua cada vez mais devido ao desmatamento, ao uso intensivo do solo e à irrigação mal conduzida, que originam a salinização. A pesquisa é inserida no contexto do melhoramento de plantas e da busca por alternativas aos combustíveis fósseis. No Rio Grande do Norte, 92% do seu território é de clima semiárido, onde a presença de elevados teores de sais solúveis no solo e na água é um processo natural, e que vem afetando o desenvolvimento da fruticultura no estado. A área de cultivo de algumas fruteiras de subsistência para o pequeno e médio agricultor apresenta uma sensível diminuição em todo o estado, provocada pelo aumento da salinidade e o déficit hídrico. A exemplo do Brasil, Cuba também sofre com o processo de desertificação. Assim, o projeto estuda os efeitos do estresse hídrico e salino na fisiologia das plantas, problemas referentes à concentração ou ausência de água e sais solúveis no solo, tendo em vista a seleção de espécies de interesse econômico para ambos os países, mais adaptadas ao cultivo nessas regiões. Nesse sentido, a pesquisa busca conhecer melhor os mecanismos de toxidez e resistência ao clima semiárido, onde são realizados estudos bioquímicos relacionados, por exemplo, a proteínas que possam implicar meios de tolerância à salinidade e ao déficit hídrico, conhecimento de fundamental importância, pois permite acelerar o processo de identificação e seleção de plantas mais resistentes.
Foto: Anastácia Vaz

Coordenado, no Brasil, pela professora Cristiane Macedo, do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o projeto é uma parceria entre a UFRN, a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e a Universidade de Havana (UH-Cuba) e promove o intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes de pós-graduação dos dois países

Segundo a professora Cristiane, “a iniciativa visa introduzir espécies mais adaptadas ao cultivo em áreas salinizadas do semiárido e, ainda, demarcar características fisiológicas e bioquímicas de estresse salino que possam estar associadas ao maior rendimento em óleo, fornecendo matrizes para produção de biodiesel e viabilizando assim o desenvolvimento sustentável do agronegócio para pequenos produtores”. Financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o projeto teve início no ano de 2012 e promove missões de trabalhos e missões estudos. As primeiras têm a proposta de enviar profissionais e pesquisadores dos dois países para ministrar palestras, cursos e elaborar projetos que auxiliem na formação dos estudantes envolvidos. Dentro da proposta das missões de trabalhos, o Centro de Biociências (CB) recebeu, entre os dias 2 e 12 de julho, a professora Rosa Rodés García, docente da Faculdade de Biologia da Universidade de Havana. Já as missões de estudos promovem a ida de estudantes para instituições parceiras com o intuito de fazer intercâmbio acadêmico e obter uma formação mais diversificada. Nessa modalidade, encontra-se em Cuba Yuri Lima Melo, estudante de doutorado em Fitotecnia pela UFERSA. Cristiane Macedo afirma que “a perspectiva é que o projeto seja renovado, para que assim seja mantida a cooperação existente entres as universidades, com o proposito de melhorar a troca de conhecimento cientifico entre as instituições”.
Foto: Cícero Oliveira
No Rio Grande do Norte, 92% do seu território é de clima semiárido, onde a presença de elevados teores de sais solúveis no solo e na água é um processo natural, e que vem afetando o desenvolvimento da fruticultura no estado. A área de cultivo de algumas fruteiras de subsistência para o pequeno e médio agricultor apresenta uma sensível diminuição em todo o estado, provocada pelo aumento da salinidade e o déficit hídrico





Retirado de UFRN