sexta-feira, 20 de junho de 2014

Congressos e Eventos na área de saúde em Cuba.

Cuba Alergia 2015

Cuba tão famosa por sua medicina preventiva e ainda mais agora com o sucesso do programa Mais Médicos no Brasil é também famosa pelos seus Congressos e Eventos ligados a área de saúde.
Quem tem interesse em participar ou conhecer o que se faz em Cuba nessa área tem agora um sítio de internet que mostra os principais eventos que ocorrerão na Ilha. Basta clicar nesse link abaixo:

II Congresso Internacional Genética Comunitária

Lembramos que existem vôos semanais com tarifas imbatíveis de São Paulo para Havana via Cubana de Aviacion com aviões novos e moderníssimos. O telefone da Cubana em São Paulo é: 011 32144571. Se a procura é por pacotes turísticos temos a HAVANATUR.

HAVANATUR

Na capital gaúcha torcedores do Mundial conhecem a verdade sobre a prisão nos EUA dos Cinco antiterroristas cubanos.

Foto: ACJM/RS Militantes da ACJM/RS no Largo Glênio Peres, Centro Histórico de Porto Alegre.
A entrega de um panfleto – escrito em português, inglês e espanhol - e a exposição de painéis e outdoors em pontos estratégicos da Capital visa a chamar a atenção, durante a Copa do Mundo, sobre uma das maiores farsas da atualidade cometida pelo governo, a mídia e a justiça dos Estados Unidos para sequestrar, prender e condenar Cinco antiterroristas cubanos a severas penas que chegam a duas prisões perpétuas e mais 15 anos.
Vânia Barbosa, Jornalista e coordenadora do Comitê pela Liberdade dos Cinco antiterroristas cubanos no RS.
Foto: ACJM/RS – João Pedro Stedile, economista e Coordenador da Via Campesina.
Desde o primeiro dia do campeonato mundial militantes da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, organizados em grupos, saem às ruas da Capital do Estado para intensificar a denúncia sobre a prisão, há quase 16 anos, nos Estados Unidos, de Antonio Guerreiro, Fernando Gonzáles, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González, quando monitoravam organizações terroristas em Miami para evitar novos e brutais ataques contra a Nação cubana.
Torcedores brasileiros e de outros países como Honduras, Canadá, Nigéria, Coreia do Sul, Austrália, Argentina, Estados Unidos, França, Holanda, entre outros, recebem um panfleto com informações sobre as manipulações e irregularidades cometidas nos processos que condenaram os Cinco a injustas prisões.
O destaque da campanha é o pedido para que Barack Obama faça justiça e utilize suas prerrogativas constitucionais para libertar Gerardo, Ramón e Antonio, condenados, sucessivamente, a duas prisões perpétuas mais 15 anos de prisão, 30 anos de prisão e 21 anos de prisão e 20 meses. Os três antiterroristas foram presos junto com Fernando González Llort e René González Schwerert, libertados após cumprir a totalidade das condenações e sem receber qualquer indulto ou gesto humanitário do governante norte-americano.
A exposição de painéis e outdoors em locais de grande circulação na Capital é outro recurso utilizado na campanha para despertar a curiosidade da mídia e da população sobre quem são Ramón, Gerardo e Antonio e porque Obama deve libertá-los. Os principais painéis ficam localizados em duas importantes estações do Metrô: Mercado e Aeroporto, que ligam a denominada Rota Protocolar da Copa 2014 ao Estádio Beira Rio. Outros painéis estarão em pontos estratégicos como no Bairro Cristal - caminho para a Zona Sul da cidade -; Br.290, na Free-Way -rota para  municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte -  e nas esquinas da  Ipiranga e Assis Brasil, duas principais Avenidas da Capital.
Foto: ACJM/RS – Militantes da ACJM/RS concluem montagem dos painéis na passagem da Estação Mercado do Metrô.

Foto: ACJM/RS – Militantes da ACJM/RS concluem montagem dos painéis nas escadarias do Metrô da Estação Mercado
A Associação José Martí também reforça o apoio para a divulgação da campanha nas mídias sociais e outras apoiadoras, além do Centro Aberto de Mídia , organizado pela Prefeitura de Porto Alegre e o Governo do Estado para a imprensa não cadastrada pela FIFA e que prevê a participação de 250 jornalistas/ dia. Militantes da solidariedade com Cuba que vivem no interior do Estado já estão em contato a Associação para solicitar o material e aderir à campanha em seus municípios.
Os pontos para a panfletagem seguem os locais que formam  o denominado “Caminho do Gol”, como o Mercado Público e o Largo Glênio Peres, com grande acesso aos torcedores internacionais e brasileiros. Também onde ocorrem as atividades de transmissão de jogos, culturais e de lazer, como o Anfiteatro Pôr do Sol; nos Territórios da Paz nas Vilas Restinga, Cruzeiro, Lomba do Pinheiro, Bom Jesus e Rubem Berta. Ainda, nos Parques Harmonia e Farroupilha, na Usina do Gasômetro, além de outras opções como bares localizados nos Bairros Cidade Baixa e Centro Histórico de Porto Alegre, entre outros.

Foto: ACJM/RS Torcedores argentinos recebem panfleto e apoiam a campanha pela libertação de Gerardo, Antonio e Ramón.
Ao avaliar a campanha, o presidente da Associação Cultural José Martí/RS, Ricardo Haesbaert, destacou que a proposta foi apresentada pelas delegações do Brasil e da Argentina, durante o IX Colóquio pela Liberdade dos Cinco e contra o Terrorismo, ocorrido em Holguín (Cuba), em outubro de 2013. As delegações consideraram a importância de uma permanente mobilização e a busca de novos espaços e apoios capazes de fortalecer a luta pelos Cinco.
“É impossível silenciar quando sabemos que Washington forjou um processo absolutamente inconsistente para condenar Cinco inocentes”, afirma Ricardo. “E tudo com o apoio da mídia visando a manipular o processo de condenação dos Cinco e omitir da maioria dos estadunidenses uma sanção autoritária e ilegal e que também tem origem na permanente política de hostilidade contra a Ilha Caribenha”.
Foto ACJM/RS: Militantes da ACJM/RS com torcedores no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre.
Muitas pessoas ficam surpresas ao saber da detenção e condenação dos Cinco heróis cubanos – como são chamados em Cuba e pela solidariedade internacional -, um caso que vai além de uma farsa jurídica, pois implica em violações aos direitos fundamentais garantidos aos Cinco e à própria Constituição estadunidense.
Ao ressaltar a importância do espírito internacionalista para entender a solidariedade com os Cinco e os seus princípios humanitários, Ricardo Haesbaert lamenta que uma grande parte da esquerda brasileira ainda hesita em apoiar de frente a campanha, ou silencia mesmo sabendo que Antonio, Fernando, Gerardo, Ramón e René são inocentes e estavam nos Estados Unidos para evitar as brutais agressões contra o seu país. E mais, conclui Haesbaert, também contribuíram para desvendar ao mundo uma grande rede terrorista mantida pelos governos estadunidenses, e que inclusive tem estreita relação com os ataques à soberania de países da América Latina.
     
    

Fotos: ACJM/RS – (E) Luiz Henrique, dirigente da Central Única dos Trabalhadores – CUT,  (D) Miguel Stedile, jornalista e militante da Via Campesina  e  Amerí ro Espíndola, servidora pública, apoiam a campanha.
Retirado de ACJM/RS

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Somente a unidade nos permitirá fazer prevalecer nossa ampla maioria.


VOLVERAN !!!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Para quem quer ter mais informações sobre Cuba



Cuba Hoy


A las amigas y amigos de Cuba, a las brasileñas y brasileños que, de buena fe, desean aproximarse a “la Isla que Fernando Morais describió hace años y que sigue buscando -caprichoso-, sobre un futuro mejor:
Cuba Hoy reaparece en un nuevo formato digital. Busca facilitar a todos quienes estén interesados, un acceso rápido a los principales sitios de información sobre Cuba, con la visión de cubanas y cubanos.
Desde 1994, cuando surge con formato impreso y traducido al portugués con apoyo de Sandra Luiz Alves e Inés, paulistas de fraterno recuerdo, ahora el Cuba Hoy retorna en español, tal y como se escribe en Cuba.
Sirva este medio de puente para lograr un mayor conocimiento mutuo. Sea un canal de amistad entre nuestros pueblos.

Prensa Latina no Brasil, história de 55 anos

Solidários: Prensa Latina no Brasil, história de 55 anos

Cinco Cubanos: O que disse e faltou dizer o The Washington Post

Solidários: Cinco Cubanos: O que disse e faltou dizer o The Washington Post

terça-feira, 17 de junho de 2014

MENSAGEM AO MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE COM CUBA



Queridos amigos:
O companheiro Fernando González LLort, um dos Cinco Herois que esteve preso nos EUA durante mais de 15 anos e que regressou após cumprir integralmente sua injusta pena, foi nomeado vice-presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).
Fernando é graduado com Diploma de Ouro, em 1987, como Licenciado em Relações Políticas Internacionais, pelo Instituto Superior de Relações Internacionais do Ministério de Relações Exteriores. Entre os anos de 1987 e 1989 participou como combatente internacionalista na guerra pela libertação de Angola e na luta contra o apartheid; se destaca por sua modéstia, simplicidade e serenidade; sua profundidade nas análises e amplo domínio dos temas internacionais; sua firmeza e disciplina; sua fidelidade a toda prova.
Esta decisão nos fortalece a todos; temos que seguir desafiando a criatividade depois de haver passado quase 16 anos de prisão e sabemos que o principal está por alcançar: arrancar Tony, Ramón e Gerardo destas prisões.
Solidariamente,
Kenia Serrano Puig


































































 Retirado de SIEMPRE CON CUBA e de ICAP

domingo, 15 de junho de 2014

14 de Junho - Che Guevara, 86 anos, Presente!!!

Especial: 86 Anos do Nascimento do Revolucionário e Médico Comunitário

Che Guevara Idealizou a Prática da Medicina Comunitária e Preventiva


Mesmo sendo um país pobre, perseguido pelos Estados Unidos através de um bloqueio econômico que já perdura décadas, Cuba em dois aspectos detém os melhores índices do mundo que são Educação e Saúde. O analfabetismo em Cuba é praticamente zero e na saúde o país tem uma relação de mais de 6 médicos para um grupo de 1.000 pessoas, índice superior ao dos Estados Unidos que é de 2,4 médicos por grupo de 1.000 pessoas, superior a todos os países da Europa. No Brasil o índice é menos de dois médicos, apenas 1,8 médicos para um grupo de 1.000 pessoas.
Em Cuba os médicos foram e são formados para exercer uma medicina comunitária, preventiva onde os mesmos são formados e capacitados para viver em comunidades, bem próximo da população, onde em primeiro lugar vem a saúde do povo, o bem estar, muito diferente da formação médica dos países capitalistas, como por exemplo o Brasil, onde os médicos visam o lucro em primeiro lugar, e só desejam exercer suas atividades em centros mais avançados, distantes das áreas de carência como no interior dos estados.
A ideia de formar médicos na área da medicina preventiva e comunitária partiu do grande revolucionário, que também era médico, Ernesto Che Guevara, quando o mesmo integrava o governo de Cuba. Hoje Cuba envia seus médicos para atuarem em vários países do mundo como Venezuela, Colômbia, Haiti, países da África e agora o Brasil. O modelo de medicina comunitária e preventiva idealizado por Che Guevara que provocou um choque naqueles que defendem a medicina tradicional e capitalista que só visa o lucro em primeiro lugar por isso que em vários países existem protestos contra a atuação dos médicos Cubanos.
Dia 14 de junho, o grande revolucionário das Américas e médico Che Guevara, completaria 86 anos de seu nascimento e o blog da Folha Patuense presta esta homenagem a esse grande homem que deu exemplo para o mundo de lutar contra os poderosos e opressores bem como o seu pensamento de associativismo e de vida em comunidade, de assistência aos mais carentes. Hoje os médicos Cubanos que estão trabalhando no Brasil representam um pouco do seu legado e de suas ideologias. Podem morrer as pessoas, mas nunca suas ideias. Parabéns Che!


O modelo de medicina preventiva e comunitária idealizado pelo Che Guevara está sendo aplicado no Programa mais médicos no Brasil pelos médicos Cubanos


Um Breve Histórico da Vida de Che Guevara
1928
Nasce, no dia 14 de junho, Ernesto ''Che'' Guevara de La Serna, na cidade de Rosário, Argentina. Filho de Ernesto Guevara Lynch e Célia de La Serna.

1933
A família Guevara muda-se para a cidade de Alta Garcia, onde permanece até Che completar 16 anos de idade. Inicia aulas de natação e outros esportes para superar as crises da asma.

1945
Termina os estudos secundários e muda-se, com a família, para Buenos Aires. Matricula-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires. Che Guevara se sobressai como um bom estudante. Interessa-se por pesquisas, tanto em medicina como na política.

1946
Aproveita o período de férias universitárias para fazer um passeio de bicicleta pela Argentina. Percorre 4.700 km, visitando o interior do país. Seus primeiros textos de pensamentos foram escritos nesta viagem.

1948
Incorpora-se num navio para descarregar petróleo, no Sul do país. Apesar dos ataques de asma, viaja muito e se interessa cada vez mais pela vida política de seu país.

1952
Já formado médico, Che Guevara vem ao Brasil pela primeira vez, mas seu destino é a Guatemala.

1953
Conclui o doutorado em Medicina, especializou-se em doenças alérgicas. Desembarca na Guatemala, em 24 de dezembro, acompanhado de Ricardo Rojo (autor do livro Meu Amigo Che) e o Dr. Eduardo Garcia, também exilado argentino.

1954
Um golpe militar organizado pelo Estados Unidos, Derruba o governo da Guatemala e Che é obrigado a sair do país, pois trabalhava para o governo popular derrubado. Muda-se para o México, onde conhece a peruana Hilda Gadea Acosta, que se torna sua companheira e com quem tem uma filha: Hilda.

1955
Encontra-se, com Fidel Castro e decide participar do movimento revolucionário de cuba que visa derrubar o governo do ditador Fugênico Batista.

1956
No dia 25 de novembro Che parte junto no iate Granma para Cuba. No iate estão Fidel Castro e dezenas de revolucionários.

1956/58
- Participa da guerra popular que se desenvolve em todo país contra a ditadura de Fugênico Batista. O movimento armado iniciou na Sierra Maestra, mas se alastra por todo o país, com ampla participação popular. A liderança do processo revolucionário estava organizada pelo movimento de 26 de julho. E havia também a participação do Partido socialista cubano(fundado por José Martí) e pela Frente Estudantil Revolucionária. Che, que havia sido recrutado para ser médico, vai se destacando nas atividades e se transforma em comandante, sendo responsável pela coluna que tomou Santa Clara(uma das principais cidades do país).

1959
Triunfo da revolução cubana. O ditador Fugênico Batista foge do país, e iniciam-se as transformações sociais em Cuba, com a reforma agrária, a reforma urbana, etc... Che participa do novo governo, ocupando cargos como Ministério de Indústria e Comércio, Presidente do Banco Central, etc...

1960/64
Participa ativamente do processo de construção do socialismo em Cuba. Ocupa diversos cargos públicos. E defende sobretudo a idéia dos mutirões populares, e do trabalho voluntário como forma de resolver rapidamente os principais problemas do povo cubano. Assim, participa de mutirões de construção de casas populares, de escolas, mutirões de colheita de cana, etc...

1964
Teve enorme repercussão internacional a participação de Che na Plenária da ONU, fazendo um discurso anti-imperialista e de apoio à luta do Vietnã.

1965
Renuncia a todos os cargos no governo de Cuba. Parte com um grupo de revolucionários cubanos, para o Congo, para ajudar o movimento revolucionário daquele país, onde a ditadura imposta pelos Estados Unidos, recém havia assassinado Patrício Lumumba, o principal dirigente daquele país. A correlação de forças era muito inferior, e Che regressa para a América Latina.

1966
Parte para a Bolívia para incorpora-se ao movimento revolucionário.

1967
No dia 8 de outubro é preso no povoado de La Higuera, interior da Bolívia, e em seguida, por ordens da CIA, fuzilado friamente no interior de uma pequena escola rural.Tinha 39 anos!

Frases de Che Guevara




Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.


Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar.

Derrota após derrota até a vitória final.

O verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade"

"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros."

O conhecimento nos faz responsáveis.

Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário.

O revolucionário deve sempre ser integral. Ele deverá trabalhar todas as horas, todos os minutos de sua vida, com um interesse sempre renovado e sempre crescente. Esta é uma qualidade fundamental.


Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.

Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados



O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita.

Retroceder Sim, Render-se Jamais

Podem morrer as pessoas, mas nunca suas ideias.
Retirado de A FOLHA PATUENSE

Maceo e Che conectam o processo libertário cubano


Por Andrés Gómez na TeleSUR/Tradução do Diário Liberdade

As lutas do povo cubano para conquistar e manter sua independência e a construção de uma sociedade mais justa têm uma data que conecta o processo libertador do século XIX, o das nossas guerras pela independência da Espanha, e o processo revolucionário atual.

Esse feriado nacional é o 14 de junho, quando esse heroico povo celebra os nascimentos do Major-General Antonio Maceo em 1845, em Santiago de Cuba, que completaria 174 anos, e o de Ernesto Guevara, o Che, em 1928 em Rosário (Argentina), que completaria 86 anos este ano.

A razão deste modesto texto é para que sirva de recordação a toda pessoa de boa vontade, neste mundo tão agitado e de possibilidades de comunicações instantâneas que nos oprimem, sobre as extraordinárias contribuições ao bem da humanidade destes dois seres excepcionais, Antonio Maceo e Ernesto Guevara.


Ainda que muito se saiba sobre a vida e as contribuições de ambos os protagonistas dirigentes revolucionários à liberdade e à justiça, sempre é necessário insistir nas mesmas para não esquecer e para render-lhes merecido tributo que são necessidades urgentes.

Tive o privilégio de estar presente em outubro de 1997 quando os restos do Che e de seis dos seus companheiros da guerrilha na Bolívia entraram na Praça da Revolução da cidade de Santa Clara, a qual leva o nome do Guerrilheiro Heroico, para serem depositados no mausoléu construído para eles nessa mesma praça, depois de haver ficado sepultados por 30 anos em Vallegrande, Bolívia.

Fidel, em um inesquecível discurso, os recebeu em nome de todos dizendo: "Não viemos nos despedir do Che, mas recebê-lo (...) como um reforço, um destacamento de homens invencíveis que chegam para lutar (...) obrigado Che por tua vida e exemplo, obrigado por vir nos reforçar nesta difícil luta que estamos travando hoje para salvar as ideias pelas quais tanto lutamos, para salvar a Revolução e as conquistas do socialismo, e resistir ao Bloqueio (...) os que te mataram não souberam compreender que seguiria sendo sempre o símbolo dos pobres desta Terra".

Símbolo dessas mesmas ideias e abnegação é o que foi o Tenente-General do Exército Libertador de Cuba, o Major-General Antonio Maceo. A Maceo, por ser negro, lhe correspondeu, também, uma luta dentro das mesmas filas dos independentistas, especialmente com os principais líderes do independentismo, contra o racismo, assunto vital que se agravava por Maceo, junto com o General-em-Chefe, o Major General Máximo Gómez, e José Martí, defenderem as ideias mais radicais, mais justas, tanto na guerra como na construção de uma sociedade mais justa e livre na paz, uma vez alcançada a independência.

Artífice, pelo respeito ganhado durante a Guerra Grande, entre os soldados e chefes do Exército Libertador, do Protesto de Baraguá, realizou depois, durante a Guerra da Independência, iniciada em 24 de fevereiro de 1995, ações de inimaginável valor e perícia militar.

Nomeado Chefe da Coluna Invasora, o General Maceo junto com o General-em-Chefe, Máximo Gómez, realizaram uma épica campanha militar, a Invasión. O General Gómez já havia partido com centenas de soldados para Las Villas, quando em 22 de outubro de 1895, 17 anos depois do Protesto de Baraguá, partiu o General Maceo deste mesmo lugar, Mangos de Baraguá, à frente de 1.500 soldados. Menos de um mês depois, ao fazer uma recontagem de armas e munições, o General Maceo comprovou que seus soldados contavam com uma média de duas cápsulas por combatente, apenas.

A campanha da Invasión se estendeu por 92 dias, durante os quais o Exército Libertador percorreu cerca de 1.800 km, lutou 27 combates, ocupou 22 povoados importantes. Cumpriu seus principais objetivos: levar a guerra a todos os pontos do país, colocar armas nas mãos de milhares de patriotas, e fortalecer material e moralmente a luta pela independência. A magnitude da façanha militar e política se faz mais extraordinária ao considerar que as forças militares cubanas nunca ultrapassaram os 4.500 soldados, sendo um terço sempre desarmado, contra um total de 180.000 soldados e 42 generais espanhóis que se puseram em seu caminho, contando com boas armações de acampamentos e trilhas, um excelente sistema de comunicações e dispondo das armas mais modernas e ilimitado número de munições. Batalhas campais como El Naranjo, Mal Tiempo e Coliseo nas quais triunfaram as armas cubanas decidiram a renúncia ao seu comando do Capitão-General espanhol, Arsenio Martínez Campos, General-em-Chefe do exército colonial em Cuba. É algo inacreditável, mas foi assim e ainda mais incrível.

Escreveu o General José Miró Argenter, Chefe do Estado-Maior do General Maceo durante a campanha da Invasión, sobre a tarde daquele 22 de janeiro de 1896, ao entrar o exército cubano no povoado de Mantua na zona mais ocidental da Ilha, na província de Pinar del Río, três meses depois, no dia da saída da Coluna Invasora de Mangos de Baraguá, no Oriente, rompendo as até então férreas ataduras do regionalismo, começando a assentar as bases de nossa nacionalidade:

"Ao chegar aos confins do Ocidente, tocando os sinos da Paróquia de Mantua, ainda vinham na Coluna Invasora homens da Sierra Maestra, de Bayamo, de Santiago de Cuba, de Manzanillo, de Holguín, de Mayarí, de Guantánamo e Baracoa. Que prodígio! Apenas Maceo, primeiro soldado da América... unicamente ele, batalhador audaz, capitão intrépido, soldado incansável, sempre à frente, podia abrir o caminho da vitória, e impor sua autoridade indiscutível a esses homens da serra de Guantánamo e dos pinheiros de Mayarí, selvagens e bravos como os picos daqueles montes."
Retirado de SOLIDÁRIOS

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Em Washington - Jornada de apoio a Cuba e aos Cinco antiterroristas



Parlamentares de vários países, advogados, líderes religiosos, prefeitos, artistas, escritores, ativistas pela paz e outras personalidades se reunirão a partir de hoje em Washington, em uma nova jornada de solidariedade com os antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos.

Uma conferência denominada Nova Era nas relações Estados Unidos-Cuba que inclui diversos painéis, a mostra de caricaturas de Gerardo Hernández "Humor from my Pen" (Humor desde a minha reclusão) e as 15 aquarelas de Antonio Guerrero "Yo me Muero como Viví" (Eu Morro como Vivi), assim como a apresentação de livros, fazem parte do programa da III Jornada Cinco dias pelos Cinco.

Segundo constatou Prensa Latina, os painéis serão sobre o escândalo pelas recentes revelações de programas contra Cuba da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e os intercâmbios culturais durante o atual governo do presidente Barack Obama.

Enquanto isso, o tema do terrorismo contra a ilha e a atualização do caso dos Cinco ocuparão um espaço especial, com a participação de um prestigiado coletivo de especialistas.

Dos cinco cubanos condenados por alertar ao seu país sobre as atividades terroristas planejadas por elementos extremistas em território estadunidense, apenas Fernando González e René González terminaram de cumprir suas sentenças e voltaram à ilha.

Entretando, os três antiterroristas antilhanos que ainda permanecem na prisão, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero, cumprem uma sanção que somadas são iguais a duas prisões perpétuas, 66 anos mais 10 meses e cinco anos de liberdade supervisionada.

Também serão exibidos os documentários Justiça em Londres, do cubano Roberto Chile, e A Revolução Sexual em Cuba, do falecido cineasta e jornalista estadunidense Saúl Landau.

Entre as atividades previstas até 11 de junho está ainda uma apresentação de hip hop, que pretende atrair, em particular, o público jovem.

Esta III Jornada se insere ainda em um contexto especial, quando é crescente o clamor pela mudança na política dos Estados Unidos referente à Cuba, nações cujos vínculos foram quebrados unilateralmente por Washington em 1961.

Os defensores desta nova página estimam que um eventual diálogo entre os dois países transitaria não só pela questão de eliminar o bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto ao povo cubano há mais de 50 anos, mas também por uma solução ao caso de Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero.

Na véspera, o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco – organizador da jornada – divulgou uma carta da deputada chilena Camila Vallejo, quem pediu a Obama, em seu status de Prêmio Nobel da Paz, o indulto a Hernández, Labañino e Guerrero.

Vallejo se somou assim a diversas personalidades do mundo que têm manifestado ao mandatário estadunidense que resolva este caso, incluindo muitos Prêmios Nobel, parlamentos inteiros, artistas e outras referências dos mais diversos âmbitos.

A partir de 2005 um grupo de especialistas das Nações Unidas concluiu que a prisão dos Cinco é arbitrária e sugeriu então remediar a situação, o que até hoje não foi escutado em Washington.

No próximo 12 de setembro completarão 16 anos da prisão em Miami desses homens, quando monitoravam os planos terroristas que de lá têm sido forjados e financiados contra Cuba.

Retirado de SOLIDÁRIOS