sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Todo apoio aos médicos brasileiros formados em Cuba


“Aqui no se pratica la caridad. Aqui lo que se practica es la solidariedad.” 

 Ernesto Che Guevara – Placa no Hall de entrada do Hospital Enrique Cabrera – Hospital Nacional de Cuba. 

 Desde a passagem dos furacões George y Mitch em 1998, que devastaram a América Central, o governo de Cuba resolveu criar a Escola Latino-americana de Medicina (ELAM), com o intuito de formar profissionais para brindar atenção em saúde ao povo latino-americano. Desde então, milhares de médicas e médicos são formados anualmente em Cuba, provenientes de países dos cinco continentes, inclusive brasileiros. 

No último ano, se graduaram em cuba cerca de 400 médicos brasileiros. Médicas e médicos que compreendem que a saúde do nosso povo não depende somente de profissionais capacitados, mas principalmente das condições de moradia, saneamento, educação, cultura, esporte, tempo livre e qualidade de vida que possibilitam que as pessoas tenham plenas condições de se desenvolver como sujeitos. Médicas e médicos formados com o princípio de defesa da saúde pública e de uma medicina humanizada. Profissionais formados na perspectiva de que o processo saúde-doença dos povos depende de suas condições de trabalho, de sua relação com os meios de produção e reprodução da vida e das relações sociais determinadas em cada modo de produção; ou seja, profissionais que compreendem que o processo saúde-doença dos povos é determinado pelas condições sociais de sua existência e que, numa sociedade dividida em explorados e exploradores, é distinto para cada classe social. Em síntese, médicas e médicos de ciência e consciência, capazes de compreender todos esses aspectos ao trabalhar a saúde, e não apenas enfocar nos aspectos biológicos como é costumeiro em nosso país. 

Contudo, de acordo com a legislação brasileira, estes médicos são impedidos de trabalhar, a não ser que façam uma prova de revalidação dos diplomas. Essa prova, o REVALIDA, é realizada anualmente pelo INEP, desde 2010, na qual menos de 10% dos estudantes aprovam. Lutamos por um sistema justo de revalidação dos diplomas de medicina no Brasil, para que médicos e médicas com uma formação humanista e altamente qualificada cientificamente, como os formados em Cuba, possam atuar imediatamente no Brasil e contribuir pra transformar nosso sistema de saúde. 

União da Juventude Comunista considera que a saúde é um direito da população brasileira, e a construção de um sistema de saúde público, gratuito, 100% estatal e humanizado é um dos princípios de nossa organização. Por isso apoiamos estes médicos e médicas que corajosamente, depois de sete anos aprendendo sobre as ciências médicas e a solidariedade internacional, regressam ao nosso povo trabalhador para compartilhar tudo o que aprenderam com nossos companheiros e hermanos cubanos e latino-americanos. 

Por uma saúde 100% pública e estatal, integral, gratuita e de alta qualidade! 

Viva a medicina cubana! 

 Viva a Escola Latino-Americana de Medicina em Cuba! 

Revalidação Já! 

Coordenação Nacional da União da Juventude Comunista-UJC.

Retirado de SOLIDÁRIOS

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Os CINCO. Liberdade já!!!


João Pedro Stédile com o Papa Francisco na ocasião da entrega da carta pelos Cinco


Líderes de organizações sociais participantes do II Encontro Mundial de Movimentos Populares no Vaticano, Itália, realizado de 27 a 29 de outubro, entregaram ao Papa Francisco uma carta com pedido de intervenção no caso dos Cinco.

" Santo Padre, 16 anos é demasiado  tempo. Apelamos à sua conhecida compaixão como Pastor e lhe rogamos que interceda junto ao Presidente Obama para que estes homens sejam devolvidos neste Natal a seu país, suas famílias e seu povo. Obama pode assinar um perdão presidencial, indulto, ou usar qualquer das prerrogativas que lhe confere a Constituição de seu país" requer a carta, uma iniciativa do Comitê brasileiro de Solidariedade aos Cinco assinada pelo Comitê Internacional, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil (MST) e o Centro Memorial Martin Luther King Jr. de Cuba.

Durante o segundo dia do Encontro, os mais de cem ativistas sociais de todos os continentes celebraram um encontro com o Sumo Pontífice com a presença de Evo Morales, líder indígena e camponês, atual Presidente da Bolívia. Em um ambiente fraternal propiciado pela comitiva de cerca de 15 líderes sociais a quem o Papa Francisco deu as boas vindas no Salçao Antigo do Sínodo do Vaticano, João Pedro Stédile, dirigente histórico do MST, entregou o documento pela Liberdade dos cubanos. " Quero lhe entregar uma carta com um pedido de muitas entidades de movimentos de direitos humanos de todo o mundo para um tema de injustiça contra cinco cubanos", disse Stédile.

" Muitos na comunidade internacional cientes deste caso injusto, sobretudo na América Latina e no Caribe agradeceremos enormemente sua mediação para que o Presidente Obama encontre uma saída humanitária para este caso. Os cristãos e cristãs em Cuba também. Uma atitude positiva do Presidente Obama seria um gesto de generosidade e um forte sinal no caminho de melhorar as relações entre seu governo e o cubano, agora que a contribuição de Cuba na luta contra o ebola tem recebido reconhecimento público das autoridades estadunidenses" afirma mais adiante a carta.

Ao finalizar o encontro, durante a saudação pessoal do Papa a cada um dos participantes, Joel Suárez, coordenador geral do Centro Memorial Dr. Martin Luther King Jr., associação cubana de inspiração cristã, ao apertar as mãos do Papa, reiterou a petição : "Venho da amada ilha de Cuba, somos irmãos na fé. João Pedro do MST lhe entregou uma carta, eu lhe peço em nome de Deus que preste à carta especial atenção".

Em 12 de setembro passado Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero cumpriram 16 anos de encarceramento em prisões dos EUA. René González e Fernando González Llort se encontram em Cuba após cumprirem várias penas. A campanha pela Liberdade dos Cinco começou com o povo cubano e tem recebido o apoio de advogados, artistas, intelectuais , ativistas , parlamentares, religiosos e movimentos populares e de solidariedade de diversos lugares do mundo.

VOLVERÁN !! TODOS !!!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

28/10 - Há 55 anos morria Camilo Cienfuegos


28 de outubro é o dia em que milhares de crianças cubanas jogam flores nos rios e no mar para homenagear Camilo Cienfuegos. O ritual é o mesmo desde 1959, quando o revolucionário desapareceu em um bimotor Cessna 310, que viajava da província de Camagüey até Havana. Nem o avião, nem Camilo, nem os outros dois passageiros – o piloto Luciano Fariñas e o soldado Félix Rodrigues – foram encontrados.

Crianças jogando flores no Malecón, mais famosa avenida da capital cubana (Foto: Ladyrene Pérez/Cubadebate)
Crianças jogando flores no Malecón, mais famosa avenida da capital cubana (Foto: Ladyrene Pérez/Cubadebate)
Camilo é lembrado até hoje pelos cubanos porque ele, junto de Fidel Castro, Ernesto Guevara e Vilma Espín, foi uma das personalidades de destaque da Revolução Cubana (1959). Foi o primeiro comandante do Exército Rebelde a entrar na capital e o responsável pela tomada do Regimento Columbia, um dos maiores símbolos da força militar do ditador Fulgêncio Batista (1940-1944 e 1952-1959).
Nasceu em 6 de fevereiro de 1932 na província de Havana. Começou a estudar, mas precisou deixar a escola para trabalhar. Seu primeiro emprego era no setor de limpeza de uma loja de roupas e ajudava seu pai, alfaiate, com pequenos serviços. Durante o governo de Batista, Camilo participou de alguns protestos até que, em 1954, quando tinha 21 anos, foi fichado e se viu obrigado a deixar Cuba. Exilado em Nova York, trabalhou como camareiro, pintor e alfaiate. Deportado no ano seguinte por participar de manifestações, foi para o México e depois para Cuba. Em 1956, foi preso novamente, voltou aos Estados Unidos e se aproximou do Movimento 26 de Julho. Um dos últimos a se integrar à “Expedição Granma”, participou de diversas batalhas até o 1° de janeiro em que os revolucionários conseguiram tomar o poder.
Após o início da Revolução, Camilo foi designado nomeado Jefe de todas las Fuerzas Armadas en la provincia de La Habana, um dos maiores cargos dentro do Exército, e Jefe de Estado Mayor del Ejército Rebelde. Sua vida, porém, acabou nove meses após o início do processo revolucionário.
Em 12 de novembro de 1959, Fidel fez um comunicado oficial na televisão sobre o desaparecimento de Camilo informando que, no dia 28, na região onde o avião dele passava, havia uma forte tempestade. Na tentativa de desviar, havia a possibilidade de o bimotor ter se dirigido ao norte da ilha. Em decorrência da nova rota, não prevista, possivelmente o combustível acabou, não foi suficiente para pousar em segurança em algum lugar da ilha e caiu no mar. Há quem conteste esta versão, sobretudo oposicionistas do governo cubano, insinuando que o próprio Fidel queria que ele desaparecesse e por isso premeditou seu assassinato.
Falam de Camilo como uma pessoa popular, carismática e simpática. Uma das histórias mais famosas é sobre um jogo de basebol, esporte nacional cubano, realizado com objetivo de arrecadar fundos para a reforma agrária. Os times eram Polícia Nacional Revolucionaria (PNR) e os Barbudos, composto por membros do Exército Rebelde. Inicialmente, tanto Camilo quanto Fidel eram lançadores. Instantes antes da partida, Camilo entrou no campo com uniforme de rebatedor do time dos Barbudos, junto de Fidel, e disse: “Yo no estoy contra Fidel ni en un juego de pelota” (Não estou contra o Fidel nem em jogo de bola). Juntos perderam: a partida acabou 3 a 0 para os policiais.
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Camilo e Fidel no jogo de basebol (Foto: Cubadebate)
Depois de sua morte, tornou-se um mártir da Revolução, e embora seu rosto não estampe camisetas e chaveiros mundo afora, como acontece com Che, sua foto está sempre em cartazes das manifestações realizadas na ilha. Seu rosto estampa ainda a nota de vinte pesos cubanos. É chamado de Señor de la Vanguardia e Héroe de Yaguajay – cidade cubana onde aconteceu o combate de maior destaque da trajetória de Camilo -, dá nome a uma universidade, Universidad Camilo Cienfuegos de Matanzas e a um colégio, a Escuela Militar Camilo Cienfuegos (EMCC), onde os alunos são chamados de “Camilitos”.
Abaixo seguem algumas fotos do Camilo divulgadas na imprensa cubana nesta terça-feira (28):
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Camilo na Serra Maestra (Foto: Cubadebate)
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Camilo e um grupo de combatentes (Foto: Perfecto Romero/Cubadebate)
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Foto: Cubadebate
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Camilo e Che (Foto: Cubadebate)
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Foto: Perfecto Romero/Cubadebate

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Fidel e Camilo na Serra Maestra (Foto: Cubadebate)