sábado, 30 de maio de 2015

EUA anunciam retirada oficial de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo

Cuba saiu da lista de países patrocinadores do terrorismo nesta sexta-feira (29/05). O anúncio formal foi realizado pela chancelaria do Departamento de Estado em uma nota. Até o momento, o governo cubano não se posicionou sobre o assunto.

“O prazo de 45 dias de notificação ao Congresso expirou e o secretário de Estado tomou a decisão final de rescindir a designação de Cuba como Estado promotor do Terrorismo, que se torna efetiva hoje, 29 de maio”, como declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Jeff Rathke, na nota.
Agência Efe

Obama e Raúl Castro durante reunião bilateral no marco da VII Cúpula das Américas
O texto diz ainda que os Estados Unidos mantêm “significativas preocupações e divergências” com Cuba em diversos assuntos, mas eles estão fora dos critérios relevantes” à manutenção do país na lista.
A saída de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo — onde permanecem apenas Irã, Síria e Sudão — se baseia no fato de que a ilha “não proporcionou nenhum suporte ao terrorismo internacional nos últimos seis meses” e além disso, “deu garantias de que não os apoiará no futuro”.
Informe em abril
Em 14 de abril, três dias após se encontrar com o presidente Raúl Castro, o mandatário dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou ao Congresso um informe no qual manifestava a intenção de retirar Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo. A partir da data, os parlamentares tinham 45 dias para analisar e responder ao documento, embora a decisão final coubesse à Casa Branca.
A medida foi renovada pelos EUA ao longo de 33 anos, sob o protesto de Havana e de diversos blocos integracionistas da região. A retirada do país da relação é considerada como sendo fundamental para dar continuidade ao processo de normalização das relações entre ambos os países, iniciado em 17 de dezembro, e a consequente abertura das respectivas embaixadas.
Agência Efe

Obama visitou 
Ermita de Cobre, símbolo do exílio cubano em Miami
A manutenção de Cuba na lista era o mecanismo jurídico que legitimava a imposição de sanções, como a proibição da venda e exportação de armas, e impedia que o país tivesse acesso aos recursos do Banco Mundial e de outros órgãos internacionais.
Retirado de Opera Mundi

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